Vacina da Covid-19: quem pode e quem não pode se vacinar?

vacina da covid 19
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Após a aprovação de emergência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para as vacinas do Covid-19 — CoronaVac e AstraZeneca, fabricadas pelo Instituto Butantan com o laboratório Sinovac e pela Universidade de Oxford junto com a Fiocruz, respectivamente —, surgiram diversos questionamentos sobre quem pode ou não fazer parte do plano de vacinação.

A recomendação é de que todos os brasileiros sejam vacinados, no entanto, como as vacinas não são suficientes para todos no momento, o Ministério da Saúde determinou grupos prioritários de vacinação baseado no maior risco para agravamento da doença.

Nesse caso, a população deverá ser vacinada seguindo o cronograma das cidades do Brasil. Conforme mais doses sejam produzidas, mais grupos serão incluídos na campanha de vacinação.

Pensando nisso, preparamos este artigo com o intuito de explicar quem pode e quem não pode receber a vacina da covid-19, destacando os principais cuidados que precisam ser tomados. Continue a leitura e saiba mais sobre o assunto!

Quem não pode se vacinar

Embora a indicação da vacina seja para a maioria da população, alguns aspectos devem ser considerados para algumas pessoas específicas, especialmente os que apresentaram alguma alergia e as crianças. Confira!

Pessoas alérgicas

De modo geral, pode-se dizer que as pessoas que já tiveram reação alérgica por algum dos componentes dessa vacina, como anafilaxia (reação grave), não poderão ser vacinadas. Normalmente, os sintomas alérgicos graves ocorrem logo depois da vacinação, que incluem urticária generalizada, falta de ar e convulsão.

No caso da vacina do Instituto Butantan, os compostos são: hidróxido de alumínio, hidrogenofosfato dissódico, cloreto de sódio, hidróxido de sódio, entre outros. Já na vacina da AstraZeneca inclui os seguintes: cloridrato de L-histidina mono-hidratado, cloreto de magnésio hexaidratado, etanol, sacarose, cloreto de sódio, etc.

Portanto, a contraindicação é válida para aqueles que apresentam hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos excipientes expostos, assim como aqueles que apresentaram uma reação anafilática confirmada com uma dose anterior de uma vacina contra a covid-19.

Diante disso, o recomendado é que a decisão seja tomada com uma orientação profissional, específica para cada indivíduo.

Crianças

Além dos alérgicos, no momento, a vacinação contra a Covid-19 não é indicada para crianças e jovens menores de 18 anos, pois nenhuma das vacinas aprovadas para uso emergencial inclui estudos com essa população.

Nesse caso, a faixa etária não é considerada prioritária como idosos e profissionais de saúde, por exemplo, já que os sintomas da doença geralmente tendem a ser mais leves nas crianças. Porém, o cenário provavelmente pode mudar se novos estudos clínicos comprovarem a segurança dos imunizantes. 

Quem pode vacinar

As duas vacinas (CoronaVac e AstraZeneca) são seguras e aprovadas pela Anvisa, por isso a maioria das pessoas pode receber o imunizante. Isso porque elas adotam mecanismos conhecidos pela ciência que geram defesa contra o agente infeccioso do coronavírus.

De modo geral, os imunizantes podem ser adotados por indivíduos com mais de 18 anos, inclusive em pacientes que estão em tratamento de câncer ou com alguma doença autoimune e idosos acima de 65 anos.

Com relação aos idosos, a maioria dos estados brasileiros que iniciou o plano de imunização já vacinou parte desse público. Afinal, eles apresentam mais chances de serem atingidos pela forma mais grave da doença, além de taxas de óbito maiores.

No entanto, é importante ressaltar que esses grupos, embora possam se vacinar, precisam tomar as devidas precauções. Confira, a seguir, os casos especiais!

Gestantes e lactantes

Apesar de a eficácia da vacina não ter sido avaliada em mulheres gestantes e lactantes, elas podem se juntar a este grupo. Porém, o uso da vacina nessas mulheres precisa considerar uma avaliação minuciosa, para identificar se as suas vantagens superam os riscos potenciais.

De certa forma, as gestantes apresentam maior probabilidade de ter complicações dessa doença, por isso, nesta situação, talvez valha a pena aplicar a vacina. Nesse caso, os especialistas sugerem que elas avaliem com o profissional os riscos e os benefícios da vacinação, sobretudo se ela fizer parte do grupo de risco.

Pessoas que utilizam anticoagulante

Neste grupo de pessoas, qualquer vacina injetável deve ser aplicada com precaução para evitar acidentes, como hemorragias, após a aplicação intramuscular. Entretanto, esse cuidado não impossibilita a imunização contra o coronavírus, o ideal é que os profissionais fiquem atentos às medidas após a vacinação, como comprimir o local por no mínimo 5 minutos depois da aplicação e realizar compressas com gelo para evitar sangramento.

Pessoas com a Covid-19

No caso de pessoas que testaram positivo para a doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que elas esperem a recuperação da fase aguda da doença e a suspensão do isolamento. Além disso, quem estiver infectado pode adiar a vacinação por 6 meses. 

A justificativa é que o efeito do imunizante pode ser contrário do analisado nos estudos clínicos e, desse modo, não é recomendável que a pessoa seja vacinada. Para aqueles que apresentam um histórico anterior de infecção ou com anticorpo detectável pela Covid-19, até o momento, não há evidências de qualquer preocupação de segurança na vacinação.

Portanto, é importante destacar novamente que, nesses casos especiais, a decisão relacionada à vacinação ou não deverá ser realizada pelo paciente juntamente do médico, sendo que ela só deve ser feita com a devida prescrição. 

Cuidados necessários em relação à vacina

Primeiramente, pode-se dizer que não existe uma preparação especial para quem receberá a vacina contra a Covid-19. Contudo, é necessário que a pessoa respeite a determinação quanto ao grupo que está sendo vacinado e espere pelo momento devido.

Com a vacinação, muitas pessoas têm em mente que as medidas de proteção, como a utilização da máscara, do álcool em gel e o distanciamento social, não precisam mais ser respeitadas. Porém, é exatamente o contrário.

Mesmo após completar o ciclo das doses, ainda não será momento de abrir mão das medidas de preventivas, pois isso não impede a circulação do vírus, apenas reduz a disseminação e previne casos graves naqueles que foram infectados.

É importante lembrar que, se o paciente apresentar qualquer sintoma após a administração da dose da vacina, ele deve notificar imediatamente no mesmo local de vacinação onde foi feita a imunização.

Portanto, é evidente que a imunização, em geral, tem um papel importantíssimo no controle de grandes pandemias, já que é a principal forma de proteger os mais vulneráveis, prevenir inúmeras doenças como a Covid-19 e evitar o aparecimento de outras infecções. Por todas essas causas, a vacina se mostra, mais do que nunca, imprescindível.

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