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Tuberculose e HIV: qual a relação entre essas doenças? - Blog WinSocial

Tuberculose e HIV: qual a relação entre essas doenças?

Tuberculose e HIV: qual a relação entre essas doenças?
6 minutos para ler

Tuberculose e HIV constituem duas questões de saúde de grande importância em todo o mundo. Para a pessoa soropositiva para HIV, todo o cuidado preventivo contra a tuberculose é imprescindível, e a pessoa deve conduzir um monitoramento bem próximo para que não ocorram surpresas.

Havendo diagnóstico de coinfecção com os dois agentes, o paciente deve iniciar o tratamento imediatamente. A tuberculose tem cura, e a presença do HIV no organismo a pessoa pode controlar, mas é preciso tempo hábil.

Continue a leitura e descubra qual a relação entre tuberculose e HIV.

O que é tuberculose?

A tuberculose é uma doença infecciosa de contágio elevado, que afeta principalmente os pulmões, mas que pode alcançar outras regiões e órgãos do corpo. O agente etiológico, isto é, o organismo causador da doença, é uma bactéria, conhecida como” bacilo de Koch”, cujo nome científico é Mycobacterium tuberculosis.

Desde 1982, o dia 24 de março é considerado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). A data é uma homenagem aos 100 anos da descoberta do bacilo responsável pela doença, anunciada em 24 de março de 1882, pelo médico Robert Koch.

O que é HIV?

HIV é a sigla para Human Immunodeficiency Virus (vírus da imunodeficiência humana), o agente etiológico causador da AIDS, ou Acquired Immunodeficiency Syndrome (síndrome da imunodeficiência adquirida). Assim, HIV é a sigla para o vírus, enquanto AIDS é a sigla para a doença.

A enfermidade é o resultado da ação do vírus sobre o sistema imunológico, o sistema de defesa do organismo. Quando a doença está manifestamente presente, a pessoa fica sem defesas e facilmente outro microrganismos patológicos (doenças oportunistas) podem acometê-la.

Deve-se observar, no entanto, que um indivíduo pode estar contaminado com o vírus HIV (HIV positivo), mas não desenvolver a doença. Essa condição pode se manter por toda a vida: portador, mas não doente. No entanto, pode ser um transmissor do vírus para outras pessoas.

Qual a relação entre tuberculose e HIV?

Como o vírus HIV pode tornar o organismo fragilizado, incapaz de reagir suficientemente para impedir o agravamento de doenças oportunistas, a tuberculose encontra campo fértil para se instalar na pessoa infectada pelo vírus. Assim, situações de coinfecção podem ser particularmente perigosas.

Com o surgimento do HIV, em todo o mundo foi observado um aumento expressivo dos casos de tuberculose. Nesse sentido, sabe-se que a possibilidade de infecção pelo bacilo de Koch é 28 vezes maior em pacientes com HIV.

Por sua vez, no Brasil existe um percentual da ordem de 10% a 12% de pessoas infectadas com a tuberculose e que também estão com o vírus HIV. Na verdade, a principal causa de óbitos entre as pessoas com HIV é a tuberculose.

Como fazer o diagnóstico dessas doenças?

Invariavelmente, em razão do diagnóstico positivo para tuberculose, deve ser tomada a iniciativa de verificar a presença concomitante do HIV no organismo da pessoa. É preciso levar em conta que a tuberculose é uma doença curável, enquanto o controle do HIV no organismo pode ser realizado, mas não deve ser interrompido.

Diagnóstico do HIV no organismo

O diagnóstico da presença do HIV no organismo é realizado a partir do resultado do teste anti-HIV. Trata-se de um exame de sangue no qual se pesquisa a presença de anticorpos do tipo anti HIV-1/2, formados pelo organismo para combater o vírus que porventura tenha infectado o corpo.

Assim, encontrando-se os anticorpos, o diagnóstico é dito reagente ou, popularmente, “positivo”. Caso contrário, o resultado é considerado não reagente ou “negativo”.

A pessoa precisa realizar esse exame pelo menos 30 dias depois da situação de possível contaminação, se conhecer ou suspeitar. Esse é o tempo mínimo para que a proliferação do vírus provoque a formação dos anticorpos e seja detectada pelo teste.

Diagnóstico da tuberculose

O diagnóstico da tuberculose pode ser feito por diferentes caminhos, alguns melhores que outros. Assim, especialistas da saúde podem considerar como exames para a formação do diagnóstico da doença:

  • radiografia do pulmão;
  • exame laboratorial de escarro;
  • teste tuberculínico na pele;
  • diagnóstico molecular (identificação de material genético da bactéria).

Como é feito o tratamento de coinfecção por tuberculose e HIV?

O grande entrave da coinfecção, isto é, da infecção simultânea pelas duas doenças, é a ocorrência de baixa imunidade provocada pelo HIV. Assim, as respostas ao tratamento da tuberculose vão se tornando cada vez melhores à medida que a imunidade vai sendo recuperada no controle do HIV.

Por se tratar da presença de dois agentes diferentes — bactérias (tuberculose) e vírus (HIV) —, a pessoa com condição crônica de saúde deve utilizar mais de um medicamento. O tratamento com medicamentos antirretrovirais para combater o HIV deve ser iniciado o mais rápido possível, pois aumenta as chances de sobrevida dos pacientes coinfectados.

Nesse sentido, segundo orientação oficial do Ministério da Saúde, todas as pessoas que apresentam coinfecção devem começar a terapia antirretroviral entre a 2a e a 8a semana depois de iniciado o tratamento para tuberculose. Leve em conta que não se recomenda iniciar conjuntamente o tratamento para os dois agravos.

Como o soropositivo para HIV pode se precaver contra a tuberculose?

O soropositivo para HIV deve observar um cuidado maior com relação à possibilidade de se infectar com o bacilo de Koch. A forma mais indicada para esse fim é a adoção da terapia antirretroviral, própria para o tratamento dos casos de infecção por HIV.

Essa terapia procura fortalecer o sistema imunológico e permitir que o corpo disponha de recursos para enfrentar a possível presença do bacilo da tuberculose. Para isso, no entanto, o diagnóstico precoce é indispensável, a fim de que se possa iniciar logo o tratamento propriamente.

A prática do monitoramento constante é essencial para identificar a presença da bactéria, que pode estar latente, isto é, presente no organismo, mas ainda sem apresentar sintomas. O acompanhamento contínuo permite tratar imediatamente a presença do bacilo de Koch. A telemedicina pode ser de grande auxílio nesse trabalho.

Como você pôde ver, tuberculose e HIV se relacionam em coinfecção e interferem diretamente na possibilidade de situações mais graves. O que devem ser monitorados frequentemente para que a pessoa inicie o tratamento com presteza e garanta maiores chances de recuperação.

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