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Transtorno alimentar: qual a sua relação com a diabetes? Entenda!

Transtorno alimentar: qual a sua relação com a diabetes? Entenda!

Transtorno alimentar: qual a sua relação com a diabetes? Entenda!
6 minutos para ler

A pessoa com diabetes pode desenvolver transtorno alimentar como efeito psicológico do próprio tratamento ou como sintoma da doença. Alguns distúrbios estão diretamente relacionados com a diabetes, enquanto outros podem surgir das circunstâncias em que a pessoa vive.

Desse modo, a faixa etária, assim como as relações com os colegas e as condições de autoestima da pessoa, podem ter grande influência no surgimento dos transtornos. Em geral, existe uma imagem ruim de si próprio afetando as decisões que são tomadas.

Continue a leitura e entenda qual a relação da diabetes com o transtorno alimentar.

Quais os principais transtornos relacionados com a diabetes?

A diabulimia é o principal transtorno alimentar das pessoas com diabetes. Nesse caso, o indivíduo deixa de fazer uso da insulina necessária na quantidade adequada, pretendendo, com isso, emagrecer.

Esse distúrbio pode conduzir a complicações graves, como a retinopatia e a neuropatia diabética, entre outras. Mas, além da diabulimia, existem transtornos alimentares que também se relacionam direta ou indiretamente com a diabetes. Então, conheça os principais.

Anorexia nervosa

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar no qual a pessoa possui uma imagem distorcida de seu próprio corpo, reforçada por uma quase fobia pela obesidade. Desse modo, essa condição leva a uma busca incessante por emagrecimento, com restrições excessivas no consumo de alimentos.

O distúrbio é mais comum entre mulheres e costuma ter início na adolescência. No entanto, as razões para o desenvolvimento da anorexia variam de pessoa para pessoa.

Os critérios para o diagnóstico da doença podem ser assim resumidos:

  • medo intenso de ganhar peso, ainda que a pessoa seja muito magra;
  • subalimentação, conduzindo a baixo peso corporal significante;
  • dificuldade e perturbação para vivenciar as características do corpo (forma, tamanho, peso).

Bulimia

A bulimia é um transtorno alimentar que faz a pessoa oscilar entre dois extremos: ingestão exagerada de alimentos e necessidade de se desfazer do alimento ingerido. Nesse sentido, entre a compulsão alimentar e o vômito provocado podem residir riscos elevados de uma situação fatal.

Como na anorexia, existe uma permanente preocupação e distorção da imagem que se tem do próprio corpo. Mas, enquanto na anorexia existe um esforço desesperado para não ganhar peso, na bulimia a regra é a hiperfagia (comer excessivamente), seguida por iniciativas capazes de compensar os exageros.

Os principais sintomas que caracterizam a bulimia são:

  • perda de controle sobre a ingestão de alimentos;
  • excessiva preocupação com o peso e a silhueta corporal;
  • forçar o vômito após se alimentar excessivamente;
  • fazer uso de diuréticos e laxantes após as refeições.

TCAP

TCAP é a sigla para o transtorno da compulsão alimentar periódica, que se caracteriza pela ingestão de uma grande quantidade de alimento em um determinado período. Essa atitude, por exemplo, é acompanhada pela sensação de perda de controle do ato de comer. A manifestação não é constante, mas episódica.

Os critérios para o diagnóstico do TCAP requerem a ocorrência de, pelo menos, um episódio semanal ao longo de 3 meses de acompanhamento, aliado à sensação de perda de controle sobre o ato alimentar. Além disso, devem ainda estar presentes 3 ou mais dos seguintes sintomas:

  • comer bem mais rápido do que o normal;
  • se alimentar até o desconforto;
  • comer grandes quantidades mesmo sem fome;
  • alimentar-se isoladamente em razão de vergonha;
  • sentir-se deprimido ou culpado após os excessos.

Como se relacionam com condições psicológicas?

De modo geral, os principais distúrbios alimentares costumam ser desencadeados por fatores relacionados com a depressão e a ansiedade. Sabe-se que os processos depressivos constituem um quadro psiquiátrico frequentemente associado aos transtornos alimentares.

Além disso, o excesso de alimentação em quadros depressivos pode conduzir a uma condição de obesidade. Isso se dá especialmente quando se trata, por exemplo, de tentativas malsucedidas de bulimia.

Por sua vez, a relação da ansiedade com as compulsões alimentares, em muitos casos, tem por base problemas emocionais associados à culpa, à baixa autoestima e à obesidade, entre outros. Quando surgem as crises, a pessoa corre para buscar no alimento a solução para compensar as negatividades ou o sofrimento.

O que fazer na ocorrência de síndromes dessa natureza?

O cuidado com as sensações negativas, em especial daquelas resultantes da autocrítica, é indispensável para o controle dos transtornos alimentares. Assim, além da busca por auxílio terapêutico profissional, iniciativas que tragam alento e satisfação devem ser tomadas.

Desse modo, ouvir as músicas de que mais gosta, assistir a um filme esperado e coisas dessa natureza podem ter um grande efeito na redução dos impulsos por ingerir alimentos. De todo modo, cada pessoa tem seus valores, e investir neles é essencial.

Veja a seguir algumas medidas que você pode tomar.

Buscar acompanhamento com um nutricionista

Além de promover o bom estado nutricional do paciente, o profissional nutricionista ajuda a melhorar a relação da pessoa com o alimento que ingere e com as reais necessidades que ela tem. Nesse sentido, trabalha na reconstrução da confiança nos sinais de fome e de saciedade do próprio paciente, que deve reaprender a reconhecê-los.

Investir em terapia psicológica

O primeiro passo para se tratar é admitir que precisa de ajuda e reconhecer a existência do distúrbio. Isso significa que o caminho da recuperação pertence inicialmente à pessoa. Dessa forma, a psicoterapia é essencial para quem deseja mudar sua relação com o próprio corpo e com a imagem que tem de si mesmo.

Evitar o consumo de cafeína

O consumo costumeiro de cafeína pode conduzir a situações estimulantes que evoluem para a ansiedade. Na verdade, a ansiedade com origem no consumo de cafeína é uma das mais importantes síndromes relacionadas com essa substância, que, portanto, deve ser evitada para tratar o transtorno alimentar. 

Adotar atividade física regular

A melhoria da autoestima e da autoimagem é o principal aspecto psicológico resultante da prática de atividade física regularmente. Caso você queira conhecer histórias inspiradoras, veja os 4 filmes sobre autoestima que separamos nesse post. Do ponto de vista físico, a recuperação das condições de saúde, especialmente nos casos de anorexia nervosa, também pode ser muito beneficiada.

Como você pode ver, é preciso estar atento e identificar as situações que caracterizam o surgimento de algum transtorno alimentar e investir em iniciativas que superem o distúrbio.

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