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Tipos de câncer de mama: quais os mais comuns? Quais os menos comuns? Descubra, neste post!

Tipos de câncer de mama: quais os mais comuns? Quais os menos comuns? Descubra, neste post!

Tipos de câncer de mama: quais os mais comuns? Quais os menos comuns? Descubra, neste post!
13 minutos para ler

O câncer mamário é o que mais acomete as mulheres em todo o mundo. Na verdade, se trata de vários tipos de câncer de mama, com manifestações diferentes, alguns mais agressivos, outros de rápido desenvolvimento, embora não tão invasivos.

Alguns tipos apresentam incidência elevada em relação aos demais, enquanto outros são mais raros. O que não se tem confirmado com certeza científica ainda é a origem ou o motivo certo do câncer mamário.

Quer saber mais? Então, continue a leitura e descubra quais os tipos de câncer de mama mais agressivos e aqueles com menor agressividade.

Como o câncer de mama começa?

DNA é um componente celular que contém as informações genéticas do indivíduo. O DNA das células de uma pessoa elabora-se pela contribuição quantitativamente igual de seu pai e de sua mãe no processo de fertilização. A isso se chama herança genética ou material hereditário.

As células normais das mamas se tornam cancerígenas em razão de alterações sofridas em seu DNA. Portanto, essas modificações podem ser resultantes da herança recebida dos pais ou adquiridas. Acompanhe!

Mutações genéticas hereditárias

As mutações genéticas hereditárias constituem alterações que resultam de informações contidas no DNA. Essas informações promoverão, a partir de certa idade, modificações que podem levar à formação do tumor.

O câncer de mama é o que apresenta a maior incidência entre as mulheres de todo o mundo. A maioria dos casos, no entanto, não resulta de mutações hereditárias, mas são mutações que a pessoa adquire.

Mutações genéticas adquiridas

A maior parte das mutações genéticas que originam o câncer de mama é de alterações adquiridas ao longo da vida da mulher. Essas mutações, por exemplo, podem ser resultado da exposição a fatores como radiação ou determinadas substâncias químicas cancerígenas.

No entanto, até o momento, não há comprovação científica específica de qualquer mutação que induza ao câncer de mama. Outro dado interessante: a maior parte dos casos apresenta várias mutações genéticas adquiridas.

Sintomas iniciais do câncer de mama

De maneira geral, os sintomas do câncer de mama apresentam algumas variações em função da própria paciente. No entanto, alguns sinais são significativos e merecem uma atenção maior: 

  • inchaço da mama ou de parte dela;
  • vermelhidão da mama ou de parte dela;
  • existência de nódulo único endurecido;
  • irritação de uma parte da mama;
  • dor na mama ou exclusivamente no mamilo;
  • inversão do mamilo (retraído, voltado para dentro);
  • retração ou espessamento da pele (“pele casca de laranja”) ou do mamilo;
  • presença de secreção sanguinolenta ou serosa nos mamilos;
  • linfonodos no pescoço e nas axilas aumentados.

Quais os tipos de câncer de mama mais comuns?

A formação e o desenvolvimento do câncer mamário têm origem em tumores com diferentes características. Desse modo, essas diferenças fazem surgir os diversos tipos de câncer de mama. Conheça os principais.

Carcinoma ductal in situ

Esse tipo de câncer de mama, também conhecido como câncer não invasivo, é responsável por cerca de 20% dos casos ocorrentes. Embora seja um tumor maligno, felizmente não produz metástases, isto é, as células cancerígenas não se deslocam para se instalar em outra região do corpo, nem mesmo na própria mama.

Diagnosticado no início, as respostas positivas aos tratamentos são muito grandes. Também, dependendo da condição da lesão, pode ser possível retirar o nódulo conservando a mama. Um complemento ao tratamento que pode ser prescrito pelo médico oncologista é a radioterapia complementar.

Infelizmente, esse tipo de câncer dificilmente apresenta sintomas que permitam perceber sua presença. Nesse sentido, se não for identificado e o tratamento realizado em tempo hábil, pode se tornar um tumor invasivo.

Carcinoma lobular in situ

O carcinoma lobular in situ é conhecido por neoplasia lobular por ser constituído por uma proliferação de células neoplásicas pequenas e uniformes. Sua principal característica é a ausência de coesão celular capaz de formar um tecido, mas, ao invés disso, estão dispersas.

Por essa razão, atualmente há uma tendência de não considerar a neoplasia lobular um câncer, mas, um precursor do tumor. Embora na maioria das vezes ocorra em apenas uma mama, também pode ocorrer nas duas.

Carcinoma invasivo

Os dois tipos — carcinoma ductal in situ e carcinoma lobular in situ — podem se tornar invasivos se deixados sem tratamento. O primeiro, por exemplo, se desenvolve no ducto mamário e pode romper suas paredes, se disseminando para o tecido adiposo da mama. A partir daí, pode haver metástase.

Por sua vez, o carcinoma lobular se desenvolve nos lóbulos mamários, onde há a produção de leite. Embora mais raramente que o carcinoma ductal, também pode exportar células cancerígenas para fora de seu sítio.

Câncer de mama triplo-negativo

O câncer de mama triplo-negativo marca presença nos casos da doença com cerca de 15% de todos os casos, principalmente em mulheres jovens, latinas e negras. O nome desse tipo se refere a ausência de três fatores comuns nas células cancerígenas mamárias: receptores de estrogênio, progesterona e proteína HER2.

Diferentemente dos tipos anteriores, o câncer de mama triplo-negativo é considerado um dos mais invasivos, sobretudo em razão de seu desenvolvimento rápido e capacidade de provocar metástase. Por essa razão, suas opções de tratamento são mais limitadas e seus prognósticos piores, quando comparado com os demais.

Quais os tipos de câncer de mama menos comuns?

Existem diferentes tipos de câncer que são menos incidentes que aqueles vistos antes. Muitos são de rápido desenvolvimento e muito invasivos, capazes de produzir metástases. Veja a seguir.

Câncer de Mama Inflamatório

O nome câncer de mama inflamatório se parece com o carcinoma ductal invasivo. Seu nome é resultado das características de seu desenvolvimento no interior dos vasos linfáticos: as células cancerígenas bloqueiam e provocam inflamação, vermelhidão e inchaço desses vasos.

É um tipo raro de câncer de mama, porém muito invasivo e com muitas características que o fazem diferir dos demais tipos. Assim, alguns aspectos chamam a atenção:

  • frequente ausência de nódulo;
  • o mais comum entre mulheres que apresentam obesidade;
  • maior incidência entre mulheres mais jovens e negras;
  • maior agressividade e desenvolvimento rápido;
  • diagnóstico quase sempre em estágio avançado;
  • maiores chances de prognósticos ruins.

Doença de Paget da mama

Deve-se referir como doença de Paget da mama, uma vez que a doença de Paget óssea é mais citada. Trata-se então de um tipo de câncer de mama raro, de maior incidência em mulheres idosas.

As células cancerígenas se desenvolvem na pele do mamilo e da aréola. Na maior parte dos casos, está associada ao carcinoma ductal, seja in situ ou invasivo.

Angiossarcoma de mama

Angiossarcoma são tumores que se desenvolvem nas paredes dos vasos sanguíneos e linfáticos. O angiossarcoma de mama é um câncer mamário raro, mas, quando ocorre, é de crescimento rápido e disseminação intensa.

A retirada dos linfonodos axilares geralmente não é considerada. Como a agressividade desse câncer é comum, acaba levando o tratamento a incluir a mastectomia (retirada da mama) como medida a ser tomada.

Tumor filoide

O tumor filoide é também conhecido pelo nome de cistosarcoma filoide, um tumor de crescimento muito rápido, formando uma massa grande. O nome filoide faz referência ao fato de parecer uma folha nas imagens, como resultado de sua rápida expansão.

Pode receber classificação de benigno, como ocorre com a maioria dos casos, mas, também, pode ser maligno e produzir metástase. O tratamento desse tipo de câncer consiste em sua retirada cirúrgica, geralmente com uma margem de segurança, porém, a mastectomia pode ser necessária em alguns casos.

Quais os fatores de risco do câncer de mama?

Os diversos tipos de câncer de mama apresentam origens também diversas, sem uma causa única que os caracterize. Dessa forma, é preciso considerar as diferentes situações e variáveis que facilitam o seu desenvolvimento de maneira ampla. Conheça os principais:

  • fatores endócrinos relacionados à idade;
  • histórico reprodutivo da mulher;
  • hábitos e características pessoais (alcoolismo, sedentarismo, sobrepeso, obesidade) ;
  • fatores ambientais (exposição a radiações ionizantes, substâncias químicas por inalação e contato);
  • herança genética (histórico de casos na família);
  • idades mais avançadas (maior tempo de exposição aos diferentes fatores).

Qual a importância da prevenção e da mamografia?

Antes de tudo, é preciso ressaltar que o diagnóstico precoce do câncer de mama pode resultar em mais de 90% de possibilidade de cura. Assim, cuidados preventivos e mamografia são indiscutivelmente iniciativas indispensáveis.

Os cuidados preventivos que a mulher deve adotar com relação ao câncer de mama devem ser principalmente o autoexame e a mamografia. Exames que a pessoa precisa incorporar na rotina: o autoexame sempre que se lembrar, enquanto a mamografia a mulher deve realizar anualmente, a partir dos 40 anos de idade.

Mulheres que possuem histórico de casos na família devem buscar a orientação do médico para definir qual deve ser a melhor frequência de realização dos exames. Sendo assim, a mulher é capaz de perceber, em tempo hábil, qualquer irregularidade que apareça na constituição das mamas.

Mais significativo ainda é a ocorrência do câncer de mama na gestação. Considere que as opções de tratamento ficam muito reduzidas, sobretudo nos três primeiros meses.

A adoção de práticas e cuidados dessa natureza, na verdade, consegue reduzir significativamente os casos de mortalidade por câncer de mama porque permitem antecipar o tratamento. Existe ainda o exame de ultrassonografia mamária que, no entanto, não substitui a mamografia.

Qual a interpretação dos sinais de câncer na mamografia?

A interpretação dos resultados obtidos com a mamografia é crucial no processo de prevenção. Afinal, de que adiantaria todas as providências e cuidados de prevenção se o médico se equivocar na interpretação das imagens?

A tecnologia atualmente utilizada de mamografia digital já permite ampliações, ajustes e todo tipo de manipulação e análise da imagem obtida. No entanto, o sistema tradicional analógico emite a imagem única impressa em filme.

Na apreciação da imagem, alterações que aparecem precisam ser analisadas pelo médico mastologista a fim de avaliar a necessidade de continuidade da investigação. Nesse caso, pode ser recomendada a realização de uma biópsia na área que se mostrou irregular.

As principais alterações que podem aparecer em uma mamografia são:

  • nódulos: são formações sólidas de crescimento anormal, aparecendo em 39% dos casos de câncer não palpáveis; são avaliados pelo tamanho, contorno, densidade e limites;
  • microcalcificações: são constituídas por pequenos cristais de cálcio que se depositam, aparecendo em 42% dos casos não palpáveis; são avaliadas pelo tamanho, densidade, distribuição, número e forma.
  • alterações de densidade das mamas: embora sejam indicativas, as chances de câncer de mama por diferença de densidade são menores que 6%.

Além da mamografia, existem outros exames de imagem que são complementares à mamografia. Entre esses, destacam-se a ultrassonografia e a ressonância magnética das mamas, por exemplo.

O que deve ser feito nos principais tipos de câncer de mama? 

O tratamento para o câncer de mama, para todos os tipos, vai depender do estágio de desenvolvimento em que o tumor se encontra. Existem diferentes abordagens que podem ser suscitadas em cada situação. É importante destacar que as opções de medicação para tratamento são inúmeras, mas não serão abordadas. Acompanhe!

Terapia alvo

O tratamento por terapia alvo consegue identificar e atuar especificamente sobre as células do tumor. Desse modo, as células normais são pouco afetadas. Na verdade, bem menos atingidas quando comparada à quimioterapia ou à radioterapia.

Quimioterapia

Com vistas à redução do tamanho do tumor, a quimioterapia é uma opção que pode ser utilizada antes de uma cirurgia, permitindo a retirada de todo o tumor. Também pode empregar a quimioterapia depois do ato cirúrgico, como forma de eliminação de todas as células doentes ainda presentes no corpo.

Cirurgia

A cirurgia para retirada do tumor se realiza sempre que for possível, seja parcial ou para retirada de toda a mama (mastectomia). Este último caso pode alcançar as duas mamas e os linfonodos da axila.

Radioterapia

A radioterapia é um tratamento que o médico pode empregar nos casos em que não retirar totalmente a mama na cirurgia. Dessa forma, atua como um complemento à mastectomia parcial. Também o médico pode utilizar quando houver metástase.

Hormonioterapia

Por outro lado, o tratamento por hormonioterapia é indicado nos casos em que as células cancerígenas apresentarem biomarcadores hormonais positivos. Desse modo, a técnica impede ou minimiza a disponibilidade de estrogênio no organismo e o especialista deve conduzir por, pelo menos, 5 anos após a cirurgia..

Imunoterapia

A imunoterapia, também conhecida por terapia biológica, é um tratamento que faz uso do próprio sistema imunológico da pessoa para atacar as células do tumor. O Atezolizumab, por exemplo, é um medicamento de anticorpos monoclonais empregado no tratamento do câncer de mama que já produziu metástase.

Como você pôde ver, existem diferentes tipos de câncer de mama com características próprias e ações diversas sobre as mamas e o organismo. Alguns são mais invasivos e de desenvolvimento mais rápido. Outros, preponderam sobre os demais, respondendo por maiores números de casos.

Em suma, os cuidados de prevenção e os exames de mamografia são indispensáveis para possibilitar o tratamento o mais precocemente possível. Dessa forma, as possibilidades de cura são bem maiores.

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