Substituir o açúcar  refinado por opções naturais: veja 5 dicas

substituir o açúcar refinado
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Será que você precisa mesmo substituir o açúcar refinado? A pessoa com diabetes não precisa radicalizar e eliminar qualquer consumo de açúcares e adoçantes. Na verdade, o ideal é se basear no equilíbrio, ou seja, no consumo moderado em função das características e respostas de cada organismo.

Existem diversas alternativas naturais que podem ser consideradas por aqueles que convivem com a diabetes. Assim, ter uma alimentação saudável e cuidar dos níveis glicêmicos no sangue podem ser tarefas mais fáceis conhecendo essas alternativas disponíveis.

Conheça 5 opções para substituir o açúcar refinado

1. Estévia

A estévia (Stevia rebaudiana) é uma planta originária da América do Sul, especificamente da região fronteiriça entre o Brasil e Paraguai. Há muitos séculos já era conhecida dos índios Guarani, habitantes da região e, a partir dos anos 1970, seus extratos passaram a ser utilizados como adoçantes.

Suas folhas apresentam um princípio ativo denominado esteviosídeo que, após a extração, se apresenta como um pó branco cristalino muito fino. Seu poder edulcorante (adoçante) é cerca de 300 vezes maior que o da sacarose, o açúcar da cana.

A estévia é uma das melhores opções de adoçante para pessoas com diabetes, pois não afeta os níveis de glicemia do sangue, assim como não oferece calorias quando consumido. Embora seja um edulcorante natural, sua utilização deve se limitar à função de adoçante, uma vez que a ingestão dessa planta deve ser moderada. Na verdade, a utilização de qualquer adoçante por pessoa com diabetes deve ser orientada.

O extrato de estévia resulta em um pó branco, muito utilizado pelas indústrias de bebidas e alimentos. O produto comercial para utilização doméstica como adoçante é apresentado principalmente na forma líquida.

A utilização do produto industrializado em gotas deve ser precedida do cuidado em verificar a idoneidade do fornecedor. Como o mercado de estévia tem sido estimulado há vários anos, alguns fabricantes utilizam adoçantes sintéticos comercializando-os como esteviosídeo natural.

2. Mel de Agave

O agave (Agave tequilana), conhecido como agave-azul, é uma planta mexicana bastante conhecida por ser o principal ingrediente da produção de tequila. A partir da mesma planta é produzido o mel de agave ou calda de agave, como é conhecido esse adoçante muito utilizado na culinária.

Parecido com o mel de abelhas, a calda de agave é mais clara, apresenta um odor agradável e textura ainda mais suave. Embora tenha um poder adoçante 1,5 vezes maior que do açúcar comum, contém cerca da metade das calorias do açúcar refinado.

O produto, em geral, é comercializado sem a adição de conservantes. De todo modo, o mel de agave pode ser consumido pela pessoa com diabetes, mas de forma controlada e com moderação.

Esse cuidado é necessário porque o produto é constituído por 70 a 90% de frutose, um açúcar natural presente em todas as frutas. Pela mesma razão, quem convive com a diabetes deve regular a quantidade de frutas que consome.

3. Xilitol

O xilitol é um adoçante natural encontrado em diversos vegetais, sendo comumente extraído do milho e muito utilizado pela indústria alimentícia. Tem uma aparência semelhante à do açúcar refinado, poder adoçante similar, mas 40% a menos de calorias.

Embora seja um produto natural, o xilitol, assim como o açúcar de cana, também passa por diversos processos industriais. Com isso, consegue chegar à mesa do consumidor como um pó branco, muito parecido com o açúcar comum.

Para a pessoa com diabetes, a vantagem do xilitol é seu baixo índice glicêmico, 10 vezes menor que o do açúcar refinado, ou seja, não eleva os níveis de glicose no sangue. Desse modo, não exige mais esforços do hormônio insulina, atenção sempre necessária às pessoas com a condição.

Além disso, o produto não é totalmente absorvido pelos intestinos, o que é melhor ainda para quem convive com a diabetes. Outro benefício do xilitol é melhorar as condições da saliva e ajudar a reduzir a incidência da placa bacteriana nos dentes.

4. Mel de abelha

Produto natural elaborado a partir do néctar de flores, o mel de abelhas é um ótimo alimento, mas exige que seja utilizado com moderação. Para pessoas com diabetes, o cuidado deve ser maior por possuir elevados teores de glicose e frutose.

O mel de abelhas é um alimento com índice glicêmico alto, mas ainda com menor impacto do que o açúcar refinado. A pessoa com diabetes pode fazer uso do mel, mas em pequenas quantidades e após a avaliação de um profissional médico ou de nutrição.

As respostas ao consumo de mel e sua conversão glicêmica são individuais, ou seja, cada pessoa se comporta de um modo particular. Desse modo, as orientações médica e nutricional, com acompanhamento dos resultados obtidos com sua utilização, são indispensáveis para as melhores decisões.

A pessoa com diabetes pode passar por episódios de hipoglicemia (queda da taxa de glicose no sangue), resultante de medicamento, jejum ou outra causa. O consumo imediato de mel é uma das formas emergenciais de corrigir esse desequilíbrio.

5. Açúcar de coco

O açúcar de coco é produzido a partir da seiva da inflorescência do coqueiro e não da polpa do coco nem da seiva do estipe (tronco), como muita gente acredita. Para sua elaboração, a seiva recolhida do pendão floral é aquecida e desidratada, formando cristais amarronzados.

Esse açúcar sem conservantes, quando produzido de maneira correta, é embalado logo após o esfriamento e comercializado. É muito rico em minerais como potássio, magnésio, zinco e ferro, além de vitaminas do complexo B.

De modo geral, o índice glicêmico do açúcar de coco é menor do que o do açúcar refinado, além de não passar por processos químicos industriais de branqueamento. No entanto, também deve ser utilizado com moderação pelas pessoas com diabetes. Esse cuidado é necessário, pois o produto é constituído por 80% de sacarose. Desse modo, a moderação é necessária, mas o produto é muito melhor do que o açúcar de cana refinado.

Assim, quando se trata de açúcares e adoçantes, a informação correta é a melhor conselheira. No entanto, nada substitui as orientações profissionais médicas e nutricionais, principalmente porque as respostas variam de acordo com o organismo de cada pessoa.

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