Saiba um pouco mais sobre as principais doenças crônicas no Brasil

principais doenças crônicas no brasil
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Você diria que seu cuidado com a saúde é algo diário ou apenas quando surge uma queixa aguda? Se a segunda opção foi a escolhida, precisamos mudar isso! Na Medicina, nem toda doença é pontual, por isso vamos conversar sobre as principais doenças crônicas.

Tais condições requerem um cuidado diário para um manejo adequado. Caso a pessoa não faça isso, o organismo pode desenvolver complicações ao longo do tempo. Então, a doença crônica precisa ser acompanhada de perto por médico e paciente.

Mas, afinal, quais são essas doenças? Algumas são silenciosas, outras podem exacerbar durante crises e existem aquelas que pioram gradualmente. Fato é que o cuidado deve ser constante! Então, venha saber mais!

Hipertensão arterial

Vamos começar por uma das doenças mais prevalentes no Brasil. A hipertensão arterial sistêmica (HAS) acomete cerca de 32,5% da população adulta e 60% dos idosos brasileiros. Um número expressivo, não é mesmo?

Essa condição é caracterizada pelos níveis pressóricos aumentados. Isso quer dizer que o sangue exerce uma pressão acima do ideal nos vasos sanguíneos. A princípio, não vai causar danos. Porém, as complicações vão aparecendo no longo prazo.

O mais curioso de tudo é que a HAS não provoca um sintoma perceptível no início do quadro. Por isso, é muito importante fazer a aferição da pressão arterial periodicamente. Assim, por meio de uma medida simples, a condição pode ser diagnosticada.

Caso o tratamento não seja feito em tempo hábil, a parede dos vasos sanguíneos será cada vez mais acometida pela pressão alta. Consequentemente, as complicações começam a aparecer, como doença renal, infarto agudo, problemas nos vasos periféricos, entre outras.

Então, é ideal que o tratamento seja estabelecido quanto antes. Ele vai incluir medicamentos e melhores hábitos de vida. A condição deve ser acompanhada de perto por um médico, e as condutas só devem ser interrompidas caso o profissional oriente.

Diabetes mellitus

Outro problema de saúde muito observado é a diabetes. A Federação Internacional de Diabetes estimou que 8,8% da população mundial vivia com a condição em 2017. Nesse caso, estamos falando de um problema endócrino-metabólico.

Os pacientes que vivem com diabetes apresentam uma deficiência na produção do hormônio insulina. Assim, o corpo pode não apresentar nada do hormônio ou ter doses insuficientes. Assim, não consegue captar o açúcar do sangue para transformá-lo em energia.

Com isso, a glicemia fica constantemente elevada, sobretudo após as refeições. Alguns sintomas da condição são: mais sede, mais idas ao banheiro para urinar e perda de peso. Contudo, o problema também pode ser silencioso, tudo vai depender do tipo da condição.

Por isso, é importante consultar um médico para avaliar melhor. Os exames laboratoriais são importantes auxiliares nesse momento e fazem com que a condição seja confirmada ou descartada.

Assim como na hipertensão, o tratamento envolve medidas farmacológicas e não medicamentosas. O controle da dieta é um fator-chave para o sucesso do tratamento e a prevenção das complicações.

Obesidade

A obesidade é um enorme problema de saúde pública. De 1975 para cá, os índices quase triplicaram no mundo, sendo que ficaram 5x maiores nas crianças e adolescentes. Isso retrata um contexto muito complexo de hábitos de vida.

Basicamente, as pessoas têm se alimentado mal e estão cada vez mais sedentárias. Com isso, o ganho de gordura se sobressai ao ganho de massa magra e ao consumo de reserva lipídica. Além disso, reflete também no aumento do colesterol e triglicerídeos.

Tudo é muito prejudicial para o organismo. Essa gordura em excesso começa a se depositar na parede dos vasos sanguíneos, o que pode aumentar a pressão arterial e até mesmo provocar infartos.

Além de predispor para hipertensão, também aumenta o risco de diabetes. Isso porque a obesidade deixa o organismo em um estado inflamatório constante. A nível metabólico, pode acarretar uma resistência ao hormônio insulina.

Então, vemos que a obesidade é fator de risco para várias condições. Por isso, ela deve ser combatida por meio de uma alimentação balanceada, bem como exercícios físicos. Não se esqueça: orientação profissional é muito importante!

Asma

Saindo das doenças metabólicas, vamos falar de uma condição respiratória: a asma. Esse problema está muito relacionado com as crianças, porém também pode ser visto em adultos.

Basicamente, retrata uma inflamação crônica das vias aéreas, causada por uma série de fatores. Um deles pode ser a alergia, mas associada à infância. Porém, nem sempre é alérgica. Se a pessoa fica exposta a partículas irritativas, também pode desenvolver a inflamação.

A falta de ar é uma característica da asma. Quando as vias estão inflamadas, elas se tornam mais espessas. Assim, fica mais difícil para o ar passar, resultando na dificuldade para respirar e até mesmo na tosse.

É fundamental que um asmático faça acompanhamento médico. As crises de exacerbação podem ser evitadas com o uso correto de medicamentos. Além disso, é importante fazer um trabalho de fisioterapia respiratória para melhorar a função pulmonar.

Doença de Alzheimer

Alois Alzheimer foi um médico alemão que descreveu, pela primeira vez, o que conhecemos hoje como Doença de Alzheimer. Nesse caso, estamos falando de uma condição crônica que atinge, sobretudo, a população idosa.

As causas da doença ainda não são bem descritas, porém existem pesquisas que a relacionam à deficiência de algumas enzimas e proteínas cerebrais. O que sabemos é que a condição tende a evoluir, o que pode tirar, aos poucos, a autonomia do portador.

A princípio, os sintomas estão bem relacionados com alterações na memória e na personalidade. Com o tempo, também pode acometer outras competências, como linguagem, realização de tarefas e autocuidado.

Infelizmente, ainda não há tratamento para a doença. Mas é importante fazer um acompanhamento da condição, com o intuito de melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

Agora que você sabe quais são as principais doenças crônicas, apostamos que consegue reconhecer um amigo ou familiar que tenha algumas delas. Isso porque são muito prevalentes e, embora sejam frequentes, nem sempre são bem controladas. Por isso, vale reforçar a importância do acompanhamento médico e, principalmente, da adesão ao tratamento. Esse gesto de autocuidado é essencial para melhorar a qualidade de vida.

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