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Entenda o que é poliúria, suas causas e sintomas - Blog WinSocial

Entenda o que é poliúria, suas causas e sintomas

Entenda o que é poliúria, suas causas e sintomas
10 minutos para ler

Mesmo que a frequência que uma pessoa vá ao banheiro mude de acordo com cada organismo e hábitos, as variações no número de vezes ao longo do dia caracterizam diferentes sintomas que podem estar relacionados a diabetes. O mesmo se aplica aos volumes eliminados de cada vez. Dessa forma, é preciso entender o que é poliúria e como isso pode se relacionar a esse quadro.

É preciso entender que a poliúria não é uma condição, mas sim um sintoma, que pode ter origem em causas diversas. Assim, as razões podem variar desde um consumo excessivo de água, em razão de um alimento salgado na refeição, até a presença de uma diabetes não controlada adequadamente.

Portanto, para saber melhor sobre o assunto e ter mais informação para cuidar da sua saúde, continue a leitura e entenda o que é poliúria, suas causas e os sintomas mais comuns.

Afinal, o que é poliúria?

Poliúria é o nome que se dá à frequência elevada na necessidade de urinar. Essa demanda aumentada para eliminação de urina se enquadra nisso quando excede 3 litros (adultos) ou 2 a 2,5 litros (crianças) eliminados no período de 24 horas.

Essa condição não deve ser confundida com outra parecida, a polaquiúria (ou polaciúria), que também apresenta a necessidade de ida ao banheiro mais vezes durante o dia, mas para eliminação de volumes menores de urina. De todo modo, a poliúria não é uma doença, mas um sintoma. Como tal, pode resultar de comportamentos da pessoa, assim como da presença de alguma doença. Suas causas, no entanto, devem sempre ser verificadas, a fim de serem corrigidas com orientação médica.

Quais suas principais causas?

Sempre que surgirem alterações na urina, seja na quantidade produzida, seja na aparência, é recomendável uma consulta médica. Existem distúrbios importantes que podem estar relacionados com essas mudanças, entre eles a diabetes.

De modo geral, as principais causas para o aumento do volume de urina estão demonstradas a seguir. Por vezes, podem ser apenas comportamentos fáceis de mudar, enquanto em outras situações há a exigência de ações mais sérias.

Consumo maior de água e líquidos em geral

De todas as causas de poliúria, o consumo maior de água e líquidos em geral é a mais comum e menos danosa para a pessoa. O organismo não pode manter todo o volume de água ingerido, por isso busca sempre promover o equilíbrio, de modo a não haver excesso. Quando parte da ingestão de líquidos envolve princípios ativos diuréticos, como no caso do café, do chá e de bebidas alcoólicas, por exemplo, a diurese é ainda maior. Assim, tanto a quantidade como a qualidade do líquido ingerido podem conduzir à poliúria.

Desequilíbrio de sais no organismo

Alguns elementos como o sódio e o potássio são responsáveis pelo equilíbrio hídrico no organismo. Esse balanço hídrico é especialmente importante no fluxo de água entre o sangue e as células por ele banhadas. Desse modo, mais água no sangue poderá aumentar o volume de urina ao passar pelos rins. Nesse caso, o descarte será maior, mas poderá despertar mais intensamente a sede para compensar, reforçando o ciclo.

Utilização de medicação diurética

A função da medicação diurética é, antes de tudo, promover a diurese. Assim, ao fazer uso desses medicamentos, haverá um aumento nas idas ao banheiro, em razão de maior volume resultante do estímulo da medicação. Diuréticos são medicamentos que as pessoas com diabetes não devem utilizar sem indicação médica. É um cuidado a ser observado, sobretudo por conta de seu uso indiscriminado para fins de estética corporal associado à atividade física.

Condições relacionadas à saúde

Diabetes mellitus

Na diabetes, como ocorre grande concentração de glicose para ser eliminada, há uma demanda maior de água. Por essa razão, o volume para a composição da urina acaba aumentando. Disso resulta maior frequência e maior quantidade na eliminação. Ao mesmo tempo, a sensação de sede promovida pela maior perda de água conduz a um consumo maior, retroalimentando o ciclo.

Diabetes Insipidus Central

A diabetes insipidus central não tem relação com a diabetes mellitus, isto é, com a concentração de glicose no sangue. Trata-se, na verdade, de um distúrbio que ocorre por alterações nas regiões do cérebro que são responsáveis pelo armazenamento, produção e liberação do hormônio antidiurético (ADH), mas também pode ter origem por conta de uma disfunção renal.

No primeiro caso, ocorre insuficiência na produção de ADH, também conhecido como vasopressina, responsável por controlar a velocidade que a urina é produzida. Com isso, a quantidade excretada pelos rins não é controlada. São várias as causas dessa condição, incluindo tumor cerebral, cirurgia cerebral, lesão cerebral ou tuberculose. No caso da disfunção renal, pode ocorrer uma incapacidade de reabsorção de água para retorno ao sangue. Desse modo, o volume excretado também aumenta.

Diabetes Insipidus Nefrogênico

Já a diabetes insipidus nefrogênico (DIN) está relacionada com a incapacidade de concentrar a urina por conta de uma resposta renal errada que prejudica a ADH, provocando excreções de grandes quantidades diluídas. Ela pode ser tanto herdada quanto secundária às condições que prejudiquem a capacidade de concentração renal.

Por ser adquirido, pode ocorrer quando condições ou medicamentos alteram a camada medular que impede a capacidade de concentração de urina, fazendo com que os rins fiquem insensíveis à produção do hormônio antidiurético. Entre os principais sinais e sintomas temos a produção abundante de urina diluída — entre 3 a 20l/dia — é possível hipernatremia devido à desidratação extrema, que pode causar sintomas neurológicos como confusão, excitabilidade neuromuscular, convulsões e até mesmo coma.

Infecção Urinária

Visto que com a piora da glicemia e a hipoglicemia o risco de infecções urinárias é maior, a pessoa com diabetes está mais suscetível a viver com esses desconfortos. Causada por bactérias que vivem no intestino e que chegam ao sistema urinário, migrando para a bexiga, uretra ou rins.

Apesar de os sintomas variarem bastante de uma pessoa para a outra e também do local afetado no sistema urinário, os principais são a queimação ao urinar, sensação de peso na bexiga, baixa quantidade de xixi, vontade frequente de ir ao banheiro e urina escura ou com cheiro forte.

Qual o sintoma mais comum?

Agora que você já sabe o que é poliúria, é preciso entender qual o sinal mais comum. O principal sintoma observado nos eventos de poliúria é a polidipsia. Na verdade, a polidipsia também pode ser causada pela poliúria e, nesse caso, uma induz à outra.

Assim como a poliúria se caracteriza pelo aumento no volume de urina liberada pelo organismo, a polidipsia constitui um consumo excessivo de água, acima do que seria normal para a pessoa. Com certa frequência, observa-se que a poliúria ocorre na sequência de episódios de polidipsia.

Como o diagnóstico é feito?

Como se viu antes, a poliúria é um sintoma e sua verificação se faz pela aferição do volume de urina no período de 24 horas. Esse volume deve alcançar valores acima de 3 litros nesse período para caracterizar o caso. Para o diagnóstico da poliúria, deve-se diferenciá-la de outro sintoma: a frequência urinária.

Ela, por sua vez, consiste na necessidade de urinar várias vezes, tanto ao longo do dia como durante a noite, mas as quantidades eliminadas são pequenas de cada vez.

Exame Físico

Geralmente, em um exame físico para poliúria observamos sinais de obesidade (como um fator de risco para diabetes melito tipo 2), caquexia e desnutrição, que podem estar ligados a um distúrbio alimentar, uso inadequado de diuréticos ou até mesmo câncer subjacente.

É feito um exame de pescoço e cabeça, notando bocas e olhos secos. Já no exame da pele o profissional observará a presença de qualquer hiperpigmentação ou lesão, úlceras e inchaços subcutâneos. Além disso, um exame neurológico completo nota quaisquer déficits focais, avaliando o status mental do indivíduo.

Alguns sinais de alerta no exame físico são:

  • doença psiquiátrica;
  • início imediato ou durante as primeiras semanas de vida;
  • suores noturnos;
  • tosses ou perda ponderal.

Exames Sanguíneos

Uma vez que for constatado o débito urinário por meio de histórico médico, é preciso realizar a dosagem de glicemia para descartar qualquer possibilidade de diabetes descontrolada. Caso o exame sanguíneo não detecte a hiperglicemia, é necessário a realização de outros procedimentos, como:

  • bioquímica sanguínea e urinária;
  • nível plasmático do hormônio antidiurético (ADH);
  • osmolalidade sérica urinária e sanguínea.

Caso o diagnóstico permaneça incerto, é possível realizar a dosagem sódica sérica e urinária em um teste de privação de água, porém, como existe a possibilidade de desidratação grave, ele somente deve ser feito sob a supervisão de um profissional capacitado.

Quais os cuidados necessários?

A própria pessoa pode suspeitar do aumento de volume excretado ao longo de um dia. Do mesmo modo, pode avaliar se as causas residem em situações simples ou hábitos que podem ser corrigidos, por exemplo, o consumo de bebidas diuréticas.

Não encontrando causa aparente, deve-se procurar uma avaliação médica especializada para diagnóstico. Uma vez diagnosticada a existência de poliúria e percebidas suas causas, o médico definirá as medidas a serem tomadas. Entre as indicações, poderão estar presentes:

  • o controle da diabetes mellitus, caso ela esteja presente;
  • o ajuste na dosagem de diuréticos, se houver utilização;
  • a avaliação da possibilidade de diabetes insipidus.

A poliúria, portanto, é um sintoma que pode estar associado a uma diabetes não controlada ou à diabetes insipidus, além de outras possibilidades. Em qualquer caso, a orientação médica é imprescindível para se ter certeza de sua origem e providenciar o tratamento.

Temos certeza que agora ficou claro para você o que é poliúria, seus sintomas e causas, e como ela está diretamente ligada a diabetes. Por isso, é essencial ficar de olho em seu corpo e seguir o tratamento correto para não agravar a condição e piorar seu caso.

Agora que você já sabe tudo isso, que tal compartilhar essas informações nas suas redes sociais? Assim, você ajuda outras pessoas e garante que elas cuidem da saúde da melhor maneira possível!

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