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Poliúria noturna: entenda o que é e como funciona o tratamento

Poliúria noturna: entenda o que é e como funciona o tratamento

Poliúria noturna: entenda o que é e como funciona o tratamento
7 minutos para ler

Entre os distúrbios sintomáticos que podem se manifestar em pessoas com determinadas condições de saúde, está a poliúria noturna. Trata-se da produção de urina em volumes maiores que os normais, durante o sono à noite. 

Quase sempre, essa ocorrência obriga a pessoa a despertar para ir ao banheiro. Como resultado, noites mal dormidas podem se acumular, gerando perdas na qualidade de vida. Afinal, durante o sono são produzidos diversos hormônios essenciais para o funcionamento regular do organismo.

Então, quer entender mais sobre a poliúria noturna? Continue a leitura e entenda o que é esse transtorno, como funciona seu tratamento e muitas outras informações essenciais!

O que é poliúria noturna?

Em condições normais, 1/3 da urina produzida pelo organismo ao longo das 24 horas se dá durante a noite. Nesse sentido, a chamada poliúria noturna consiste na produção de volumes maiores que os considerados normais enquanto a pessoa dorme. 

Em razão disso, entre outras causas, é comum observar a incidência de outro efeito: a noctúria. Esta, por sua vez, é a necessidade de se levantar durante a noite para urinar, visto que a produção elevada deixa a bexiga cheia mais rapidamente.

Deve-se considerar que, após os 60 anos, há uma tendência de os volumes diurno e noturno de produção de urina se tornarem equilibrados. Ao mesmo tempo, a poliúria também pode ser um dos primeiros sintomas apresentados pela pessoa com diabetes, em qualquer idade.

Quem pode sofrer de poliúria noturna?

Após conhecer mais sobre a definição de poliúria noturna, é natural se preocupar e ficar com medo que o transtorno atinja você. Nesse sentido, saiba que qualquer pessoa pode ser atingida pelo problema. Inclusive, mais de 50 milhões de pessoas nos Estados Unidos sofrem com isso, segundos dados publicados na revista científica Pubmed

Porém, existe o público com maior propensão a desenvolver esse transtorno. É o caso de pessoas mais velhas, em que a incidência é de quase 50% no grupo masculino acima dos 70 anos. Novamente, os dados são da Pubmed. Contudo, também há muitas mulheres mais jovens que já são afetadas pela poliúria noturna. 

Outros fatores que elevam os riscos para a condição são a gravidez e a apneia do sono. No primeiro caso, a bexiga é comprimida pelo útero a medida que ele aumenta de tamanho, o que justifica a frequente vontade de urinar. 

Quais as suas causas?

Várias causas diferentes podem provocar a poliúria, entre elas a incidência de determinadas doenças ou desequilíbrios. Desse modo, veja a seguir as principais condições que podem ocasionar a poliúria noturna:

  • diabetes (mellitus e insipidus);
  • distúrbios renais (doença renal policística, infecção renal, insuficiência renal, síndrome nefrótica);
  • distúrbios hepáticos (problemas no fígado);
  • hipertensão arterial (pressão alta);
  • insuficiência cardíaca congestiva (coração não bombeia de modo suficiente);
  • anemia falciforme;
  • hipercalcemia (nível elevado de cálcio no sangue);
  • gestação;
  • alguns medicamentos (diuréticos);
  • consumo excessivo de água ao longo do dia.

Por que a pessoa deve tratar?

A poliúria não é uma doença, mas um sintoma. Nesse sentido, algumas situações não precisam de tratamento, como a poliúria resultante da gravidez, que costuma ser resolvida após o nascimento do bebê. Por sua vez, quando a origem do distúrbio reside na elevada quantidade de água ingerida, um equilíbrio nesse volume tende a solucionar a questão.

Entretanto, quando estiver relacionada a algum distúrbio de saúde, a poliúria necessita ser tratada. No caso de ser provocada pela diabetes, por exemplo, um controle dos níveis de glicose no sangue costuma resolver sua ocorrência. Esse é mais um motivo pelo qual a pessoa com diabetes deve manter a glicemia sob controle. Portanto, considere a poliúria como um alerta e procure identificar sua origem para tratá-la, se pertinente.

Como é realizado o tratamento?

As principais medidas para o tratamento da poliúria noturna consistem em iniciativas individuais, no sentido de mudar alguns hábitos e regularizar o sono. Sendo assim, veja a seguir as principais ações para esse fim:

  • introduzir horário limite para a ingestão de líquidos;
  • reduzir o uso de bebidas à noite, inclusive água, sucos e chás;
  • reduzir o consumo de sal;
  • limitar ao meio da tarde o horário para uso de diuréticos;
  • manter as pernas elevadas antes de se deitar para dormir (cerca de meia hora);
  • praticar atividades físicas, mesmo leves.

No entanto, qualquer iniciativa o profissional da saúde precisar orientar, pois ele poderá adequar o tratamento a cada caso. Afinal, não se deve fazer experiências quando já existe um distúrbio.

A poliúria noturna tem cura?

Como foi possível notar ao longo da leitura, a poliúria noturna é um sintoma, não uma doença. Assim, esse transtorno pode ser curado ou cessado, conforme a situação em que o paciente se encontra. Muitas vezes, não é necessário nem tratamento para atingir esse objetivo.

Por exemplo, você já entendeu que a gravidez é um dos fatores que contribuem para o surgimento da poliúria noturna. Então, quando a paciente der à luz e o útero parar de comprimir a bexiga, a tendência é que o sintoma da poliúria seja controlado.

A mesma lógica serve para outros fatores que influenciam no surgimento da poliúria noturna, como apneia do sono ou diabetes. Isto é, se for o caso e o paciente precisar de tratamento médico, ao segui-lo adequadamente é possível curar o transtorno e livrar-se do problema.

Por outro lado, a cura não ocorre se a razão principal para a poliúria noturna é a idade avançada. Nesse caso, o tratamento pode minimizar os sintomas, mas ele não deve sumir totalmente.

Quais são os tipos de poliúria?

Outra informação essencial sobre a poliúria que você precisa conhecer é a sua subdivisão. Ou seja, ela é dividida em dois tipos, a poliúria tradicional e a noturna, mencionada ao longo do texto. No primeiro caso, o indivíduo urina acima de 3,0 ml em 24 horas, normalmente por uma dificuldade na filtragem de água pelos rins. 

As razões mais comuns para o surgimento da poliúria tradicional envolvem problemas diabéticos não tratados, alta ingestão de líquido e outros fatores. 

O outro tipo de poliúria é a noturna, apresentada para você no artigo. Nesse caso, o desejo intenso de urinar é restrito à noite. Assim, na parte diurna e vespertina o volume de urina é controlado, diferentemente da poliúria tradicional. Como visto, as causas mais comuns para a poliúria noturna envolvem: 

  • dieta rica em sólido; 
  • insuficiência cardíaca; 
  • alta ingestão de líquido antes de dormir; 
  • distúrbios de sono; 
  • consumo de medicamentos específicos (como vitamina D, demeclociclina, lítio, proproxifeno, diuréticos etc.).

Como você pôde ver, a poliúria noturna pode acometer qualquer pessoa, mas, em geral, é característica de algumas condições, como a diabetes, gravidez, idade avançada e muito mais. Com orientação profissional, medidas relativamente simples podem reduzir esse sintoma e até fazer com que ele desapareça.

Você já passou por essa experiência? Então, siga a nossa página do Instagram e continue se informando sobre esse e outros assuntos. Agora que você já sabe o que significa poliúria noturna, veja mais sobra polaciúria e se você também se identifica com esses sintomas para começar o tratamento desde já!

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