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Obesidade infantil: saiba quais são os riscos e as causas - Blog WinSocial

Obesidade infantil: saiba quais são os riscos e as causas

Obesidade infantil: saiba quais são os riscos e as causas
6 minutos para ler

Que o excesso de peso é um problema crescente na sociedade, todo mundo já sabe. No entanto, nem todos imaginam o quanto a obesidade também afeta os pequenos. Cerca de 28% das crianças entre 5 e 9 anos apresentam sobrepeso.

Desde já, é preciso deixar claro que a pauta principal não é a estética, mas os riscos que a obesidade representa para a população infantil. Também vale lembrar que os malefícios ocorrem em curto e longo prazos. Por isso, é importante saber o que causa a obesidade infantil, além de entender a melhor forma de preveni-la. Continue a leitura e confira!

Entenda o que é obesidade infantil

Existem diversas maneiras de caracterizar a obesidade infantil do ponto de vista da saúde. A forma mais prática é por meio do Índice de Massa Corporal (IMC). Nesse caso, basta dividir o peso pelo quadrado da altura. Se o resultado for acima de 25, é considerado excesso de peso. Acima de 30, os especialistas da saúde já definem obesidade, a qual pode ser graduar nos níveis I, II e III. Além do IMC, é possível utilizar a medida de dobras cutâneas para identificar o percentual de gordura.

Uma vez determinada a obesidade, é interessante ressaltar que a condição tem maior prevalência nas classes econômicas mais altas. Dessa forma, vemos que ela não está relacionada diretamente à quantidade de alimentos, mas, em especial, à qualidade deles. Sendo assim, não foi à toa a aprovação da Década de Ação das Nações Unidas sobre Nutrição (de 2016 a 2025), cujo objetivo é a união de diversos países a fim de adotarem medidas que estimulem a boa alimentação.

É importante ressaltar que os pais têm papel determinante na educação alimentar dos pequenos. Primeiro, porque são eles que adquirem os alimentos e os oferecem aos filhos. Segundo, porque as crianças se espelham muito nos exemplos obtidos no convívio familiar. Logo, há maior chance de conseguir bons resultados a partir dos hábitos de vida se a família toda resolver adotá-los.

Saiba quais as principais causas

A obesidade está relacionada a uma série de fatores de risco, desde genéticos até ambientais. Desse modo, não podemos atribuir como causa apenas um ou outro aspecto. Entretanto, devemos estar atentos aos riscos e saber como cada um influencia essa condição.

No caso dos ambientais, o sedentarismo e a má nutrição têm papel-chave. Nos últimos anos, a pandemia agravou a situação, quando o isolamento social colocou algumas limitações à prática de atividades físicas. Em consequência, os exercícios coletivos, tanto ao ar livre quanto aqueles realizados nas escolas, ficaram prejudicados. Mas não é só isso: quando o sedentarismo está associado à baixa qualidade na alimentação, ocorre o aumento da ingesta calórica e a diminuição da queima delas.

Nesse quesito, é importante lembrar que a nutrição infantil deve ser baseada no aleitamento materno exclusivo e em livre demanda nos 6 primeiros meses de vida. Em seguida, os pais deve introduzir a criança, de maneira progressiva, à alimentação da família. Se o aleitamento for interrompido antes do momento adequado, há maior risco de problemas com os hábitos alimentares.

No entanto, não é apenas a alimentação complementar que requer cuidado. Os anos seguintes são determinantes para combater os alimentos gordurosos e o excesso de açúcar, como pizza, hambúrguer e refrigerante. Além disso, se a família não apresenta hábitos saudáveis, eles vão introduzir a criança à mesma condição.

Veja os riscos dessa condição

Assim como acontece com os adultos, a obesidade infantil representa um risco para a saúde das crianças, uma vez que compromete os mais diversos sistemas do corpo em curto e longo prazos.

O primeiro ponto é o aumento de colesterol e triglicérides, ou seja, da gordura no organismo. Logo, o processo aterosclerótico, que é o acúmulo de gordura na parede dos vasos sanguíneos, inicia-se desde cedo. Isso pode progredir de diferentes maneiras, mas o fato é que prejudica a saúde cardiovascular como um todo. Nos casos mais graves, afeta diretamente o coração e pode provocar o conhecido infarto.

Além das doenças coronarianas, a obesidade também predispõe à hipertensão arterial. As doenças articulares não ficam de fora, de forma que a mobilidade dos pequenos também pode ficar acometida, seja comprometendo o desenvolvimento, seja resultando em maiores dores ou desgastes. Entretanto, nem precisa estar obeso para ter um maior risco de desenvolver outras condições de saúde: o sobrepeso por si só já aumenta em 3 vezes a chance de diabetes mellitus.

O que é observado em curto prazo tende a se tornar crônico caso não seja feita alguma intervenção. Também vale dizer que a obesidade infantil aumenta o risco de obesidade na vida adulta. Vemos, assim, que é essencial focar no combate ao problema.

Descubra como evitar o problema

Vamos a um fato: quem inicia a infância com bons hábitos tende a mantê-los ao longo da vida. Mas nunca é tarde para isso! Então, alimentação saudável e atividades físicas devem ser estimulados sempre.

Pode não ser fácil dar o primeiro passo, mas a determinação de toda a família vai aumentar a chance de bons resultados. Sendo assim, a mudança começa ainda no supermercado, com os produtos adquiridos. O importante é priorizar alimentos naturais, como frutas, verduras e legumes. Deve-se, ainda, prezar pela diversidade entre eles. É importante contar com boas fontes de proteínas, por exemplo, ovos e carnes magras.

Vale lembrar também os cuidados com o aleitamento materno. Você já sabe sobre a importância dele no primeiro semestre de vida, mas isso não significa que precise ser interrompido com a introdução da alimentação complementar. Na verdade, a amamentação é recomendada até os 2 anos.

Por fim, as atividades físicas também têm seu papel no combate à obesidade. A pessoas devem planejar essas atividades e, sobretudo, que sejam regulares, o que auxilia a se tornarem um hábito agradável ao longo do tempo.

Concluímos, assim, que a obesidade infantil oferece vários riscos aos pequenos. Muitos deles podem acompanhá-los no decorrer da vida, prejudicando a saúde em longo prazo. Logo, os cuidados com a alimentação devem ser adotados no âmbito familiar e escolar, de modo que englobe todas as esferas sociais em que a criança está inserida. Assim, é mais difícil encontrar brechas para a entrada de hábitos ruins.

Agora, que tal conhecer um pouco mais sobre um estilo de vida que limita o consumo de carboidratos?

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