Cadastre-se para receber atualizações por e-mail

x
x
Nefropatia diabética: entenda o que é e quais as principais causas - Blog WinSocial

Nefropatia diabética: entenda o que é e quais as principais causas

6 minutos para ler

Quando falamos sobre diabetes, estamos lidando com uma condição que resulta em níveis aumentados de açúcar no sangue. Seja por não produzir insulina, seja pela produção insuficiente do hormônio, o organismo acaba sendo submetido à hiperglicemia.

Portanto, o tratamento de diabetes visa mudar o cenário, ou seja, preconiza manter níveis recomendados de glicose. Porém, quando o objetivo do tratamento não é cumprido, a pessoa pode ficar exposta a níveis elevados da glicemia.

O excesso de açúcar no sangue causa complicações, sendo uma delas a nefropatia diabética. A prevalência da doença renal em pessoas com diabetes varia de 30 a 50% e deve ser detectada precocemente para evitar a necessidade de diálise. Saiba mais!

Entenda o que é a nefropatia diabética

Os rins são órgãos essenciais para o bom funcionamento do corpo. A principal função é realizar a filtração do sangue, reabsorvendo aquilo que é importante para o metabolismo e excretando pela urina substâncias em excesso ou dispensáveis.

Assim, durante o processo de formação da urina, é importante manter no organismo as proteínas, evitando a eliminação delas. Para isso, os rins trabalham o tempo inteiro, seja filtrando, seja reabsorvendo, seja eliminando.

A doença renal no diabetes é caracterizada pela menor taxa de filtração dos rins e pela eliminação da proteína albumina na urina. Isso mostra que o desempenho dos órgãos está prejudicado, pois filtram menos e ainda eliminam uma substância essencial para o organismo.

Já a nefropatia diabética é associada, principalmente, à eliminação de proteínas na urina, quadro conhecido como proteinúria. Além disso, está diretamente associada à elevação da pressão arterial e, consequentemente, ao aumento do risco para doenças cardiovasculares.

Descubra o que causa o problema

Afinal, o que prejudica o desempenho dos rins? O principal motivo são os danos causados pelo excesso de açúcar no sangue, pois o quadro de hiperglicemia gera lesões nos vasos sanguíneos.

O processo é chamado de glicosilação, ou seja, quando moléculas de glicose se aderem às proteínas. Nos rins, isso incentiva a produção de células e causa lesões na parede dos vasos. Com a proliferação, o órgão fica com paredes espessadas e aumenta de tamanho.

A princípio, há o aumento na taxa de filtração. Porém, com a lesão estabelecida, a taxa começa a cair e a pressão sanguínea tende a aumentar. Em seguida, pode ser detectada a microalbuminúria, ou seja, a discreta presença de albumina na urina, o que também pode agravar a evolução do quadro.

Com o aumento da proteinúria e a manutenção do quadro, há o risco de evoluir para um estágio terminal, com hemodiálise e necessidade de transplante renal.

Saiba quais os sintomas da condição

Vimos então que as primeiras modificações acontecem na composição dos rins, mais especificamente no aumento do número de células e lesões nos vasos. Nos estágios iniciais, dificilmente haverá manifestação clínica, sem sintomas claros.

Porém, é possível detectar a microalbuminúria por meio de exames laboratoriais — viu só como é importante o acompanhamento médico? Caso não seja estabelecido um tratamento, a hipertensão arterial também pode ser identificada. 

Já em estágios mais avançados, podem ser detectados sintomas como náuseas, perda de peso e vômito. Além disso, é comum encontrar outros tipos de complicações, como a retinopatia diabética e as neuropatias.

Veja como é feito o diagnóstico

Tendo em vista que o quadro inicial da doença é assintomático, é indispensável buscar maneiras de detectar a complicação ainda no princípio. Assim, a forma mais indicada é acompanhar a função renal por meio de exames laboratoriais.

O chamado rastreamento da doença renal deve ser feito 5 anos após o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1, mas se o paciente estiver na puberdade, logo deve ser solicitado o exame. Já para o tipo 2, é recomendada a solicitação de exames de rastreio 5 anos após o diagnóstico.

Para o rastreamento, é solicitada tanto a medida de albuminúria como é feita a estimativa da taxa de filtração dos rins. A partir dos resultados, é possível ainda classificar o risco para doenças cardiovasculares.

Se o teste indicar a microalbuminúria, é necessário confirmar o diagnóstico por meio de outras amostras. Já para o cálculo da taxa de filtração, são utilizadas equações devidamente elaboradas para cada tipo de população.

Confira as formas de tratamento

Considerando o alto risco de eventos cardiovasculares que a nefropatia diabética oferece, o objetivo do tratamento consiste em: 

  • evitar a progressão do quadro;
  • atingir níveis normais de albumina na urina;
  • retardar o processo de queda da taxa de filtração.

O fator que mais contribui para esse processo é a normalização da pressão arterial. Para isso, são utilizados fármacos que atuam na regulação renal da pressão. Reduzir a pressão é uma medida essencial para minimizar os riscos cardiovasculares, principalmente em pacientes que ainda não estão em falência renal.

Também é importante fazer o controle do perfil lipídico, ou seja, de colesterol e triglicérides. Nesse caso, existe uma importante classe de medicamentos que pode desacelerar a redução da filtração, mas não se esqueça de que a alimentação adequada é indispensável.

Complementando, há indicação de restrição proteica, reduzindo a quantidade de proteínas ingeridas na alimentação. Para efeitos positivos da medida, é necessário aderir de fato às recomendação de dieta.

Conheça algumas maneiras de prevenção

Quando analisamos as causas da neuropatia, percebemos que o estímulo inicial para a diminuição da função dos rins é o estado de hiperglicemia. Assim, a principal maneira de prevenir a complicação é manter o diabetes controlado.

A partir do momento em que a condição não está descompensada, há menor risco de desenvolver não só a nefropatia, mas também outras complicações associadas ao diabetes, como retinopatia, neuropatia, pé diabético, entre outras.

Portanto, não deixe de aderir ao tratamento estabelecido pelo profissional que acompanha o caso e de realizar uma mudança de hábitos. Alimentação saudável e prática de atividades físicas podem parecer clichês, mas são determinantes para evitar a falência de órgãos.

Em suma, ressaltamos a importância de ter um bom profissional acompanhando o paciente. Dessa forma, é possível adequar a conduta e as orientações, além de realizar todas as etapas para a identificação de risco, como os testes de rastreamento. Se forem detectados sintomas, não deixe de procurar ajuda especializada. Com bons profissionais ao seu lado, é possível manter uma vida saudável e longe das complicações do diabetes!

Gostou do artigo sobre nefropatia diabética? Não deixe de assinar nossa newsletter e não perca nenhum novo conteúdo!

Comentários

Você também pode gostar
-