Insulina inalável: entenda o que é e quando ela pode ser usada

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Conforme as pesquisas e a tecnologia avançam, cada vez mais as pessoas podem contar com novas alternativas para realizar os seus tratamentos. Um bom exemplo dessas novidades é a insulina inalável. Você já ouviu falar nela?

Trata-se exatamente do que o nome sugere: uma modalidade de administração de insulina que é feita por meio de inalação. Seu funcionamento é relativamente simples, necessitando apenas de um inalador para administrar o hormônio ao paciente. No entanto, é preciso ter atenção à sua dosagem e possíveis restrições.

Aprovada pela Anvisa em 2019, a insulina inalável tem seus prós e contras, que o diabético precisa avaliar antes de decidir pelo seu uso. Pensando nisso, falaremos neste artigo um pouco mais sobre como ela funciona e se vale a pena utilizá-la. Boa leitura!

O que é a insulina inalável e como ela funciona no corpo?

Quem tem diabetes conhece muito bem a insulina tradicional e o papel que ela exerce em normalizar o controle de glicose no sangue, certo? Pois a insulina inalável é uma forma de realizar essa mesma tarefa por meio de uma inalação.

Ela é comercializada em cartuchos contendo um pó com diferentes tipos de dosagem. O paciente faz uso de um inalador para utilizá-la, que leva a substância ao pulmão para que seja absorvida pelo sangue, onde exercerá o seu papel de reduzir os níveis de glicemia.

Um dos diferenciais mais perceptíveis da insulina inalável é o seu tempo de atuação. Ela é capaz de começar a agir em até 15 minutos após a administração, durando cerca de 3 horas depois disso. A opção injetável, em comparação, demora uma média de 30 a 40 minutos para agir, permanecendo em atividade no organismo por até 5 horas.

A comercialização e o uso da insulina inalável foram autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2019, já estando disponíveis nas farmácias brasileiras. No entanto, ainda é preciso ficar atento, porque ela não pode ser utilizada em todos os casos.

Em quais casos ela pode ser usada?

De fato, apesar de ser uma alternativa bastante interessante para a administração de insulina em quem tem diabetes, não é em todo caso que essa variante inalável pode ser utilizada. Para entender isso melhor, é preciso lembrar que existem dois tipos principais de insulina.

O primeiro é o basal (que o organismo produz quando há glicose em excesso, atuando o dia inteiro), e o segundo é o bolus (gerada pelo pâncreas durante as refeições). Enquanto a insulina do tipo basal requer apenas duas doses por dia, a bolus precisa ser aplicada antes de todas as refeições.

O fato é que a insulina inalável substitui a do tipo bolus, servindo como uma maneira de diminuir o número de agulhadas necessárias no dia de quem tem diabetes, além de lhe proporcionar uma maior qualidade de vida. Também vale dizer que ela não pode ser utilizada por crianças, pessoas que fumam ou que tem problemas respiratórios. Entre os seus efeitos colaterais, pode surgir uma tosse que tende a diminuir com o tempo.

Quais são os prós e contras do uso da insulina inalável?

Como qualquer decisão relacionada a tratamentos de saúde, o uso do hormônio inalável carrega consigo algumas vantagens e desvantagens. Juntamente ao seu médico, você deverá colocar esses prós e contras na balança para decidir se essa é uma alternativa válida para o seu tratamento ou não. Conheça, a seguir, os principais deles!

Diminui o número de injeções

Mesmo com o rodízio entre os locais de aplicação, a pessoa com diabetes que se incomoda com o número de agulhadas necessárias da insulina injetável pode enxergar uma ótima alternativa nessa versão inalável. Afinal, como o hormônio é recebido pelos pulmões, de maneira rápida, não há a necessidade de usar agulhas.

Não substitui totalmente a opção injetável

Como dissemos, a insulina inalável substitui apenas o tipo bolus, logo, ainda há a necessidade de aplicações diárias de ação lenta e duradoura. Não se trata, portanto, de trocar uma opção pela outra, mas sim de combinar as duas para aproveitar as suas vantagens de maneira separada.

Oferece restrições a quem tem problemas pulmonares

Por se tratar de uma solução inalável, esse tipo de insulina pode trazer algumas restrições a pessoas que têm problemas respiratórios. Até porque toda a eficácia da insulina inalável depende de uma boa absorção do hormônio pelos pulmões. Em outras palavras, quem tem doenças pulmonares ou é fumante não deve utilizar esse tipo de insulina.

É mais fácil de armazenar

A insulina injetável requer bastante cuidado quando ao seu armazenamento em casa, devendo inclusive ser guardadas na geladeira antes de serem retiradas para a aplicação. Já a insulina inalável não requer esse tipo de armazenamento com refrigeração, podendo ser guardada onde for mais conveniente (ou seguro) para o usuário.

Seu custo é mais alto

Por se tratar de uma novidade no mercado, essa opção inalável chegou com um valor alto às farmácias brasileiras. Esse preço pode ser proibitivo para o consumo de todos os interessados — ao menos, até que caia com a popularização dessa solução no mercado, o que ainda não sabemos quando acontecerá.

Oferece menos opções de dosagem

Diferentemente da injetável, a insulina inalável tem números fixos de dosagem, que podem representar limitações desvantajosas para alguns pacientes. Em geral, ela costuma vir em doses de 4, 8 e 12 unidades, enquanto a injetável pode contar com doses de até meia unidade. Essa possibilidade é permitida em crianças — algo que já não é possível em se tratando da opção inalável.

Enfim, considerando todas as características da insulina inalável, você já tem as informações que precisa para tomar uma decisão em relação a essa alternativa de tratamento. Lembre-se sempre de que qualquer mudança relacionada a medicamentos deve antes ser discutida com o seu médico, já que ele conhece as suas características e históricos para recomendar o melhor caminho a ser seguido.

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