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Hipo e hiperglicemia: entenda a diferença entre elas

Hipo e hiperglicemia: entenda a diferença entre elas

Hipo e hiperglicemia: entenda a diferença entre elas
6 minutos para ler

A saúde do corpo encontra, por vezes, circunstâncias de excesso ou de falta, como resultado de diferentes causas. Hipo e hiperglicemia são exemplos de situações em que o organismo responde às condições genéticas, ambientais ou de comportamento reagindo à maior ou menor quantidade de açúcar no sangue.

Existe uma situação considerada normal e duas outras, de falta ou de excesso. Essas duas merecem atenção, pois podem indicar condições de saúde que requerem cuidados.

Continue a leitura e entenda a diferença entre hipo e hiperglicemia.

O que você precisa saber sobre nutrição?

Quase todos os alimentos apresentam em sua constituição, entre outros nutrientes, os carboidratos, uma importante fonte de energia para o organismo e também a biomolécula mais abundante na natureza. Alguns alimentos, porém, têm maiores quantidades desses hidratos de carbono, seu outro nome e, com isso, se destacam.

Nesse grupo, estão massas, pães, bolos e biscoitos tradicionais, assim como frutas e os diferentes tipos de açúcares que elas contêm. Na verdade, todos os açúcares são carboidratos, que podem sem ser simples e pequenos (monossacarídeos), médios (dissacarídeos) ou complexos e muito grandes (polissacarídeos).

A glicose (um tipo de açúcar simples) é um carboidrato monossacarídeo e constitui a unidade de grandes moléculas (polissacarídeos) como, por exemplo, o amido. Assim, saiba que cada molécula de amido é construída a partir de muitas moléculas de glicose unidas entre si.

Por essa razão, quando você ingere um alimento feito de amido, como um pedaço de pão, você, na verdade, está ingerindo muitas moléculas de glicose. Isso é verdade para massas em geral, bolos e outros pratos feitos com amido, mas também para as batatas, arroz e uma infinidade de outros.

Alguns desses alimentos, quando ingeridos, liberam essa glicose rapidamente para a corrente sanguínea, enquanto outros vão liberando mais lentamente. De toda forma, a glicose é a principal fonte de energia do nosso organismo e você pode considerar que cerca de 80% das calorias ingeridas pelo ser humano vêm do amido.

O que são hipoglicemia e hiperglicemia?

Ao ingerir um alimento rico em glicose, uma quantidade desse açúcar segue para o sangue após a digestão. Essa glicose fica disponível para o organismo utilizar em qualquer atividade do corpo, pois o simples batimento do coração consome energia, assim como a respiração. Na verdade, viver consome muita energia.

O restante do nutriente ingerido é armazenado no fígado, na forma de glicogênio. Este, por sua vez, é uma reserva de glicose para quando os níveis no sangue estiverem baixos precisando ser repostos. Afinal, a glicose é utilizada principalmente para viabilizar a produção da energia que o organismo vai requerendo.

Assim, a glicose presente no sangue em um determinado momento pode ter sido originada diretamente da digestão dos alimentos ingeridos ou pode ter vindo do fígado, a partir do glicogênio armazenado. De qualquer forma, a quantidade desse açúcar no sangue recebe o nome de glicemia.

A glicemia é medida, geralmente, utilizando a unidade “miligramas por decilitro”, simbolizada por mg/dl. Em uma situação normal, existem duas possibilidades de valores para a glicose:

  • pessoa em jejum de 8 a 12 horas: de 70 a 100 mg/dl;
  • pessoa 2 horas após se alimentar: até 140 mg/dl.

Hipoglicemia

Quando, por alguma razão, a quantidade de glicose no sangue (glicemia) está muito baixa, dá-se a essa condição o nome de hipoglicemia (hipo significa “pouco” ou “baixo”). Existem várias situações que podem originar uma hipoglicemia na pessoa, algumas momentâneas ou agudas e outras mais demoradas ou crônicas.

Valores de glicemia entre 60 e 70 mg/dl já são considerados uma fase inicial de hipoglicemia. É uma situação que exige atenção para que seja corrigida, pois sua evolução pode ser grave.

Principais sintomas da hipoglicemia

Nessa fase da hipoglicemia, os sintomas mais comuns são:

  • dor de cabeça;
  • sono;
  • fome;
  • alterações de humor.

É preciso levar em conta que, uma vez que estes são sintomas comuns e por vezes se manifestam de forma branda, a pessoa pode ignorar a situação. No entanto, a redução da glicemia para níveis abaixo de 60 mg/dl pode agravar os sintomas e provocar desmaios, convulsões e coma e, em alguns casos, até mesmo o óbito.  

Hiperglicemia

Na hiperglicemia (hiper significa “muito” ou “alto”) acontece o contrário do que se viu na hipoglicemia. Assim, os níveis de glicemia se mostram mais elevados que o normal, isto é, a concentração de glicose no sangue se apresenta alta, nas seguintes condições:

  • pessoa em jejum de 8 a 12 horas: acima de 110 mg/dl;
  • pessoa 2 horas após se alimentar: acima de 200 mg/dl.

Principais sintomas da hiperglicemia

A ocorrência de hiperglicemia pode provocar sintomas como, por exemplo:

  • xerostomia (boca seca);
  • aumento da sede;
  • aumento da fome;
  • perda de peso;
  • aumento da frequência de urinar;
  • dor de cabeça;
  • visão turva;
  • fadiga.

A hiperglicemia é a condição que caracteriza a diabetes. Nesse sentido, consideram-se que os primeiros valores acima da normalidade ou mesmo próximos dos limites máximos da faixa normal já configuram um quadro de pré-diabetes.

Embora sejam caracterizadas pela condição de hiperglicemia, pessoas com diabetes podem apresentar quadros de hipoglicemia como resultado da oscilação que ocorre nos níveis de glicose no sangue. Dois principais fatores estão por trás da hiperglicemia:

  • uma produção insuficiente de insulina no organismo (a insulina promove a absorção da glicose diminuindo os níveis no sangue); caracteriza a diabetes tipo 1;
  • uma resistência à insulina pelas células do corpo (existe insulina suficiente, mas não é eficaz); caracteriza a diabetes tipo 2 ou síndrome metabólica.

Quais os cuidados que a pessoa com diabetes deve tomar?

Algumas medidas todas as pessoas devem adotar a fim de reduzir as possibilidades de que ocorram situações de hipoglicemia ou de hiperglicemia. Veja a seguir algumas recomendações gerais:

  • mantenha uma rotina de alimentação saudável;
  • faça as refeições nos mesmos horários;
  • desenvolva hábitos saudáveis;
  • pratique exercícios físicos, mesmo uma caminhada diária;
  • procure orientação médica ao perceber sinais e sintomas de variações na glicemia.

Hipo e hiperglicemia constituem uma perfeita ilustração de que o melhor caminho é o do equilíbrio. Dessa forma, procurar manter os níveis de glicemia dentro das faixas de normalidade ajuda o corpo a regular suas limitações. Mesmo assim, a busca por auxílio médico é indispensável ao perceber sintomas característicos das variações dos níveis de glicose no sangue.

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