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O guia completo sobre amamentação: confira as melhores dicas!

O guia completo sobre amamentação: confira as melhores dicas!

O guia completo sobre amamentação: confira as melhores dicas!
12 minutos para ler

A amamentação exclusiva de leite materno é recomendada pelo menos até os seis anos de idade, segundo a OMS. Você sabia? Isso ocorre porque, especialmente nesse período, o bebê começa a se desenvolver e precisa de nutrientes completos para isso.

Além disso, o leite materno também é essencial para proteção contra infecções, diarreia, síndrome de morte súbita na infância etc. E ainda, esses benefícios afetam também a vida adulta, já que protege contra a obesidade e pode melhorar o desempenho escolar.

Considere também que a amamentação materna é uma maneira de potencializar os laços entre a progenitora e o bebê. Apesar de ser um processo natural, existem alguns desafios iniciais e informações essenciais que devem ser conhecidas para trazer mais benefícios.

Pensando em ajudar você a saber mais sobre o assunto, preparamos este post sobre amamentação. Tem interesse no assunto? Continue a leitura e saiba mais!

O que é a amamentação? 

Conforme mencionado, a amamentação é um processo natural para muitas pessoas que se tornam progenitoras ou simplesmente sabem como isso funciona. Esse processo pode envolver com exclusividade o leite materno para o bebê (AME), mesmo que não seja diretamente dos seios. 

E ainda, também existe a possibilidade de introduzir outros líquidos ou sólidos, como frutas, no leite. Nesse caso, a amamentação é classificada como predominante (AMP). Ela também pode ser definida como amamentação complementada (AMC). 

Ela ocorre quando os sólidos ou semisólidos recebidos pelo bebê são complementares, e não substitutos ao aleitamento materno. Uma outra classificação para a amamentação materna é a mista (AMM), em que outros tipos de leite são ingeridos pela criança, além do leite materno. 

Após entender o que é amamentação e seus diferentes tipos, é preciso deixar claro que não existe leite materno fraco, mesmo quando a gestante sofre de desnutrição. Isso porque eles contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê. 

O máximo que ocorre é que algumas mulheres podem ter dificuldade para amamentar — por questões físicas ou psicológicas —, o que reduz a disponibilidade do leite antes do previsto. Para entender melhor, é importante conhecer mais sobre o leito materno. Acompanhe!

Em que consiste o leite materno?

Como visto, o leite materno é uma das possibilidades de amamentação. Ele pode ser oferecido exclusivamente — da forma mais recomendada —, predominante, complementado ou misto. Seja como for, saiba que a sua produção ocorre nas glândulas mamárias, durante a gravidez.

A composição do leite materno envolve proteínas, lipídios e carboidratos. Ainda, ele também contém enzimas, substâncias anti-inflamatórias e antimicrobianas e anticorpos. Logo, trata-se de um alimento completo para o desenvolvimento da criança. De qualquer maneira, a composição do leite materno varia conforme o tempo do parto. Assim, ela é dividida em três fases. Confira!

Colostro

Nos primeiros dias o leite é chamado de colostro. Este tem uma menor concentração de gordura e mais proteínas. Outros pontos positivos para o colostro é a maior concentração de substâncias de defesa do que em outras fases do leite materno. Por isso, ele pode ser considerado por muitos como a vacina do bebê, por proteger contra inúmeras doenças, embora essa continue sendo indispensável.

A aparência do leite colostro é visceral, como se fosse transparente e semelhante à água de coco. Por essa razão, é comum que muitos considerem que se trata de um leite fraco e pouco nutritivo. Conforme mencionado, essa visão é errada. Inclusive, bastam poucas quantidades para que o bebê esteja completamente alimentado. 

Leite de transição

Por volta do sexto e décimo quinto dia pós-parto, a composição do leite materno já sofreu algumas alterações para se adaptar às necessidades do bebê. Assim, existe uma redução na concentração de proteínas e elevação do nível de gordura e lactose

Além disso, na fase da transição é comum que as mamas fiquem mais pesadas e firmes, o que costuma causar incômodos para a progenitora. Felizmente, as mamadas frequentes tendem a ajudar a avaliar essa situação.

Leite maduro

Como o próprio nome sugere, o leite maduro é considerado o último estágio do desenvolvimento do leite materno. Essa produção costuma ocorrer cerca de duas semanas depois do parto. Por se tratar da fase mais completa, ela fornece todos os nutrientes essenciais para o crescimento físico e cognitivo da criança.

Isso inclui proteínas, carboidratos, lipídios, ferro, cálcio, zinco, minerais, vitamina A e C. A água também faz parte dessa composição e ocupa mais de 80% do leite. Essa composição varia ao longo da mamada ou outra forma de ingestão pelo bebê. 

Por exemplo, o final costuma ter uma maior concentração de gordura, o que eleva a saciedade e o ganho de peso. Assim, é válido reforçar que o leite materno é um alimento completo e não precisa de complementos.

Qual é a importância da amamentação?

Após conhecer mais sobre a composição do leite materno, fica mais fácil compreender a importância da amamentação. Primeiro, ela é fundamental para nutrir o bebê, já que ele precisa disso para ganhar peso, repor suas necessidades e proteger contra as adversidades. 

Mas além disso, existem outros benefícios, tanto para a criança quanto para a mãe, que precisam ser destacados. Acompanhe:

  • redução no risco de câncer de mama para as progenitoras;
  • reforço dos laços entre a progenitora e o bebê;
  • melhoria no desenvolvimento cognitivo das crianças;
  • aumento da velocidade na perda de peso das gestantes;
  • promoção de melhorias no desenvolvimento da cavidade bucal do bebê;
  • redução no risco de inúmeras enfermidades, como obesidade, hipertensão, alergias, colesterol alto, infecções respiratórias etc.

Qual o tempo ideal de amamentação?

Como visto, a recomendação da OMS é que o aleitamento materno ocorra até os seis meses de idade do bebê. Ir contra essa indicação e oferecer outros alimentos, sólidos ou líquidos, eleva os riscos de diarréia. 

Passado o período de seis meses, a criança já pode ter a alimentação complementada para além do leite materno. Afinal, mesmo que a criança já tenha uma dieta sólida e líquida, o leite materno continua a oferecer benefícios e ajudar no fortalecimento da imunidade.

Assim, o aleitamento materno pode ocorrer de forma complementada até os 2 anos de idade. Esse período é considerado como a “missão cumprida’’ da amamentação, já que o seu papel já foi desempenhado. De qualquer forma, algumas pessoas continuam esse processo até 3 ou 4 anos de idade, principalmente em culturas não-ocidentais.

É importante deixar claro que o processo de desmame pode ficar a critério da família. De qualquer maneira, a principal recomendação é que ele ocorra naturalmente, para que o bebê se adapte gradativamente ao desmame. Os principais sinais para isso é o menor interesse da criança nas mamadas e aceitar com mais tranquilidade outros alimentos.

Como saber se o bebê mama adequadamente?

Você já entendeu os benefícios envolvidos na amamentação. Ainda assim, é natural se perguntar se o bebê está mamando corretamente para aproveitar todos os nutrientes oferecidos. Afinal, por mais que esse seja um processo natural para a gestante e o bebê, nem sempre é fácil, principalmente no início. 

Assim, saiba que na mamada adequada a criança precisa manter o pescoço levemente curvado para trás ou ereto. Ainda, é preciso que a boca dela esteja bem aberta, para garantir a correta absorção e voltada para a da progenitora. Outro ponto para manter atenção é que a barriga do bebê precisa estar próxima ao tórax da mãe.

Além disso, o queixo da criança deve tocar o seio da progenitora. Caso haja incômodos durante esse processo para o bebê ou a mãe, isso pode sinalizar que a mamada está incorreta. Então, se mesmo ao seguir as recomendações essa situação ocorrer, é necessário procurar ajuda profissional. 

E se o bebê demora muito para querer a amamentação?

É comum que alguns bebês fiquem irritados quando não conseguem mamar adequadamente ou até parecem querer passar muito mais tempo nos seios da progenitora. No entanto, também existem casos em que eles ficam muito sonolentos e demoram para ter interesse pela amamentação.

Esse comportamento é considerado atípico e costumam sinalizar que existe algo errado, o que torna necessário a procura de ajuda médica. Normalmente, isso se associa com outras circunstâncias, como a mãe ter dores ao amamentar, dificuldade para o bebê ganhar peso e até para dormir etc.

Além disso, também é importante ter atenção para os casos em que a criança pode não mamar o quanto gostaria. Como é possível imaginar, isso impede a absorção necessária do leite. Muitas vezes, esse problema se relaciona com a língua presa, ansiedade, estresse, refluxo gastroesofágico, dor, pegada errada. Ainda, o uso de complemento na amamentação no momento errado.

Qual tempo médio uma mamada deve ter?

Como visto, mães e bebês podem ter dificuldade na hora da amamentação. Assim, é natural que, principalmente recém-nascidos, demorem mais para colocar o ato em prática. Então, nesses casos, esse processo costuma demorar em torno de 60 minutos para finalizar uma mamada completa.

Com o tempo e após passarem a praticar o ato, esse período costuma ser encurtado e durar em torno de 5 a 15 minutos. Na maioria das vezes, esse estágio chega por volta dos 3 meses de idade.

Por outro lado, a recomendação principal é que a amamentação ocorra de forma fluida e natural, sem excesso de preocupação com o tempo ocorrido. Isso ajuda no relaxamento do corpo, o que beneficia tanto a mãe quanto o bebê. 

Como saber a hora certa de amamentar?

A pouca comunicação exercida pelo bebê dificulta o entendimento de quando ele está com fome e deseja mamar. Assim, é fundamental prestar atenção aos sinais emitidos por ele e que antecedem o choro, que costuma demonstrar a fome mais intensa. Os principais deles são:

  • fechar as mãos;
  • mexer a cabeça;
  • o bebê está alerta;
  • buscar o peito ao ficar perto do colo da mãe;
  • fazer movimentos de sucção com a boca;
  • colocar as mãos na boca.

Em momentos de satisfação, quando a fome for saciada, é comum que a criança relaxe os membros superiores e inferiores, além de fechar os olhos. 

Qual o intervalo de amamentação de um recém-nascido?

Além de saber os sinais emitidos pelo bebê quando ele está com fome, é importante entender a frequência com que a amamentação deve ocorrer. Assim, saiba que esse tempo costuma ser estipulado pela própria criança, à medida que ela sente fome. 

Inicialmente, isso costuma ocorrer de hora em hora nos primeiros dias. Não existe problema com relação a isso. Inclusive, essas mamadas são úteis para estimular a produção de leite, que deve se tornar sob medida para as necessidades do bebê gradativamente.

Quando isso ocorre, a fome da criança tende a ser menos frequente. Assim, a amamentação costuma ser feita a cada 2 ou 3 horas, o que corresponde a cerca de 12 vezes diárias. 

Como saber se a amamentação foi suficiente?

Outra dúvida natural sobre o processo da amamentação é como saber se ela foi suficiente para saciar o bebê. Assim, além das dicas mencionadas, existem outros detalhes que ajudam esse momento, como:

  • parar de chorar após a mamada;
  • produzir cerca de seis fraldas diárias de urina e até cinco de fezes até aproximadamente a sexta semana de vida;
  • sentir o peito vazio após o fim da mamada;
  • fezes não ficarem duras e secas;
  • urina clara e com forte odor.

O que pode ajudar na hora da amamentação?

Mesmo com as informações mencionadas você ainda deseja saber mais sobre o assunto para driblar qualquer dificuldade? Existem algumas práticas que podem ser úteis, por exemplo:

  • cuide dos seus mamilos para evitar dores durante a amamentação;
  • peça ajuda profissional se achar necessário;
  • evite a chupeta muito cedo para não atrapalhar a sucção.

Então, conseguiu entender mais sobre o processo de amamentação? Ele envolve muitas questões e costuma gerar dúvidas. Afinal, trata-se de um momento muito importante para a relação mãe e filho é essencial para nutrição do bebê. Porém, com as dicas fornecidas você já pode ganhar mais confiança nessa área e driblar esse desafio.

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