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Gestante com HIV: 5 coisas que você precisa saber

Gestante com HIV: 5 coisas que você precisa saber

Gestante com HIV: 5 coisas que você precisa saber
7 minutos para ler

A gravidez costuma ser um período delicado para a saúde da mãe, exigindo atenção redobrada dela e dos médicos. No entanto, esse cenário fica ainda mais complexo no caso de uma gestante com HIV.

O HIV é uma infecção sexualmente transmissível que também se transmite por meio do compartilhamento de agulhas ou de mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou a amamentação.

Então, é fundamental que as mulheres grávidas façam o exame de HIV o mais cedo possível na gravidez, já que isso permitirá que possam receber o tratamento e os cuidados apropriados. Assim, reduz o risco de transmissão de mãe para filho.

A seguir, confira as principais informações que uma gestante com HIV precisa saber sobre o assunto para cuidar da saúde de si mesma e do bebê.

Como uma gestante pode contrair o vírus HIV?

Gestantes podem contrair o HIV da mesma forma que qualquer outra pessoa, já que o vírus tem diversas vias de transmissão. O HIV é um vírus que ataca o sistema imunológico e é transmitido principalmente via contato sexual com uma pessoa infectada.

Além disso, o HIV também pode ser transmitido por meio do compartilhamento de agulhas ou outros equipamentos de uso de medicamentos de injeção. O HIV está presente no sangue, sêmen, secreções vaginais e leite materno, sendo transmitido por meio da troca desses fluidos corporais.

Gestantes com HIV que não recebem cuidados médicos adequados também correm o risco de transmitir o vírus para seus bebês durante a gravidez, o parto ou a amamentação. Para diminuir o risco de transmissão do HIV, é importante que as mulheres grávidas tomem medidas para se proteger a si mesmas e seus bebês.

Quais são os sintomas mais comuns de gestante com HIV?

Muitas pessoas que vivem com HIV não apresentam sintomas nos estágios iniciais da infecção. Então, é possível que uma gestante tenha HIV e não esteja ciente disso. No entanto, algumas pessoas têm sintomas semelhantes aos de uma gripe dentro de algumas semanas após a infecção, incluindo:

A mulher grávida que estiver apresentando esses sintomas e corre o risco de infecção pelo HIV (por exemplo, se ela praticou sexo desprotegido ou compartilhou agulhas) deve fazer o teste de HIV o quanto antes. O diagnóstico e o tratamento precoces podem ajudar a evitar a progressão do HIV para AIDS e reduzir o risco de transmissão de mãe para filho.

Se uma mulher grávida está vivendo com HIV e não está recebendo tratamento, ela também pode sofrer outros sintomas conforme o vírus progride. São estes:

  • diarreia persistente;
  • perda de peso;
  • infecções por fungos;
  • tosse seca;
  • falta de ar.

Dessa forma, a gestante que apresentar esses sintomas deverá consultar um médico o mais rápido possível para iniciar um tratamento o quanto antes.

O que a gestante com HIV precisa saber?

Tendo em vista o quanto o HIV é um vírus que exige atenção e pode fazer surgir inúmeras dúvidas quando combinado à gestação, é fundamental compreender todas as questões relacionadas a ele. 

A seguir, selecionamos 5 coisas fundamentais que a gestante com HIV precisa entender.

1. Por que o pré-natal é importante?

O pré-natal é essencial para todas as mulheres grávidas, sendo ainda mais importante para a gestante com HIV. Esse conjunto de medidas inclui check-ups regulares com um profissional de saúde, testes de laboratório e outros exames médicos.

Um dos motivos pelos quais o pré-natal é importante para a gestante com HIV é por ajudar a impedir a transmissão de mãe para filho. O HIV pode ser transmitido dessa forma durante a gravidez, o parto ou a amamentação se a mãe estiver vivendo com HIV sem receber cuidados médicos adequados.

Os cuidados pré-natais também são importantes por ajudar a lidar com outros problemas de saúde que relacionam-se à gravidez. No entanto, as mulheres grávidas que vivem com HIV podem ter um risco aumentado de certas complicações, como parto prematuro, bebê com baixo peso ao nascer e até risco de natimorto.

2. Como fazer a testagem do HIV na gestante?

Existem vários tipos de testes de HIV que podem ser aplicados em mulheres grávidas. É o caso, por exemplo, de:

  • exame de sangue: o objetivo dele é buscar por anticorpos HIV. São proteínas que o corpo produz em resposta à infecção pelo HIV. Geralmente, são necessários cerca de três meses para o corpo produzir níveis detectáveis ​​de anticorpos HIV após a infecção;
  • teste de líquido oral: envolve coletar uma amostra de líquido oral (saliva) da boca e testá-la para o HIV. Ele costuma ser menos sensível do que o exame de sangue, portanto, pode não ser capaz de detectar o HIV tão cedo quanto o exame de sangue;
  • teste rápido de HIV: envolve a coleta de uma amostra de sangue ou líquido oral. Os resultados são obtidos em cerca de 20 a 30 minutos. Disponíveis em farmácias e prontos-socorros, eles proporcionam conveniência, mas são menos precisos que os exames de sangue e podem precisar ser confirmados com um teste mais sensível.

3. Como evitar a transmissão do HIV para o bebê?

Existem várias formas de uma gestante com HIV se proteger contra o risco de transmitir o vírus para o bebê. A seguir, veja algumas delas:

  • optar pela Terapia Antirretroviral (TARV): trata-se de uma combinação de medicamentos que podem ajudar a suprimir o vírus e reduzir a quantidade de HIV no corpo. Se uma mulher grávida está vivendo com HIV e está recebendo TARV, o risco de transmissão de mãe para filho pode ser bastante reduzido;
  • deixar de amamentar: o HIV pode ser transmitido por meio do leite materno, por isso é importante que a gestante com HIV evite amamentar seu bebê, sendo necessário buscar alternativas para isso;
  • eliminar comportamentos de risco: as mulheres grávidas que vivem com HIV também devem tomar medidas para reduzir o risco de transmissão do HIV, como usar preservativos durante o sexo e evitar o compartilhamento de agulhas.

4. Gestantes com HIV podem ter parto normal?

Em geral, é seguro para as mulheres grávidas que vivem com HIV terem um parto natural. No entanto, a decisão entre essa modalidade de parto ou uma cesariana a grávida deve tomar em conjunto com o médico, levando em consideração a saúde da mãe e do bebê e quaisquer riscos potenciais.

Também é importante que a gestante com HIV receba cuidados pré-natais regulares e siga as recomendações do médico.

5. Depois do parto é necessário acompanhar o bebê para o risco de HIV?

É importante que os bebês recém-nascidos recebam exames médicos regulares para garantir a sua saúde e bem-estar. No entanto, se a mãe estiver vivendo com HIV, é ainda mais importante acompanhar de perto a saúde do bebê para garantir que ele não esteja infectado pelo HIV.

A mãe que recebe cuidados médicos e tratamento adequados, incluindo a TARV, tem o risco de transmissão bastante reduzido. No entanto, mesmo com cuidados médicos apropriados, há um pequeno risco de transmissão do HIV de mãe para filho.

Depois do parto, a recomendação é que os profissionais da saúde submentam os recém-nascidos a testes de HIV e recebam cuidados médicos específicos, conforme necessário.

A gravidez pode ser um momento desafiador e emocionante para qualquer mulher, e é importante que uma gestante com HIV receba cuidados médicos e apoio adequados para garantir a saúde e o bem-estar de si mesmas e de seus bebês. É sempre essencial buscar orientação médica e seguir à risca os tratamentos recomendados pelos profissionais de saúde.

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