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Edema macular diabético: O que é, causas e sintomas - Blog WinSocial

Edema macular diabético: O que é, causas e sintomas

9 minutos para ler

Quando falamos em diabetes, estamos lidando com uma condição que pode manter o organismo em um estado de hiperglicemia. O principal foco do tratamento é estabilizar os níveis glicêmicos, evitando as complicações que isso causa para os diversos órgãos e tecidos.

Se não tratada, há mais riscos de desenvolver tais complicações, considerando que a exposição aos níveis elevados de glicose causa alterações metabólicas de impacto sistêmico.

Para a visão, por exemplo, a retinopatia seguida pelo edema macular diabético pode levar o indivíduo à perda de visão e, portanto, esses problemas devem ser detectados quanto antes, a fim de iniciar o tratamento e evitar a piora do quadro. Continue a leitura e saiba mais sobre o tema!

Descubra o que é o edema macular diabético

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, o edema macular diabético é a principal alteração capaz de causar uma perda irreversível da visão, sendo que a prevalência é em torno de 7%. Mas, afinal, o que é essa complicação?

Muito se ouve falar sobre a retinopatia diabética, mas é preciso diferenciar cada uma das condições. Na verdade, o edema macular é consequência da retinopatia e, para entender melhor, vamos explicar um pouco dos dois.

Anatomicamente, o olho é composto por diversas camadas e estruturas, as quais viabilizam a chegada dos raios luminosos até a retina. É na retina que os raios são captados e transformados em estímulos nervosos que serão enviados para o cérebro.

Na retina, existem diversos fotorreceptores, mas é na chamada mácula que há maior concentração deles, de modo que melhora consideravelmente a acuidade visual. Portanto, um acometimento da retina diminui a capacidade visual.

Embora uma condição seja consequência da outra, apresentar o edema macular diabético não quer dizer que a retinopatia esteja em um quadro mais grave ou em estágio avançado. Então, o edema pode ser associado a qualquer estágio da doença.

Saiba quais são seus sintomas e complicações

Agora que você já sabe o que é o edema macular, vamos entender como ele é formado e saber quais são seus sintomas. O estado de hiperglicemia sustentado provoca alterações nos vasos sanguíneos, as quais consistem, principalmente, em diminuir a oxigenação e bloquear o fluxo.

Nessas condições, ocorre um aumento na permeabilidade vascular. A consequência disso é a maior saída de líquido de dentro dos vasos para as estruturas adjacentes, formando, então, um edema (intumescimento com aumento de líquido). Com esse edema formado, há uma barreira para a chegada dos raios luminosos até a região da mácula.

Por conseguinte, o principal sintoma é a perda na acuidade visual, de modo que a vista pode se tornar embaçada, com distorção das imagens e até mesmo resultar na perda visual. Por outro lado, há ainda a possibilidade de a condição ser assintomática e a pessoa não perceber o que está ocorrendo.

Vale ressaltar que, quando a retinopatia atinge o grau proliferativo, são liberadas substâncias que resultam no crescimento irregular de novos vasos sanguíneos. Esse crescimento aumenta a gravidade do quadro, pois acentua o edema e o estado inflamatório na retina.

Entenda como é feito o diagnóstico

Como foi dito, em muitos casos, os pacientes não apresentam sintomas e, ao descobrir a doença, estão em um quadro avançado e de difícil tratamento. Em pessoas com diabetes, o acompanhamento deve ser constante não apenas da glicemia, mas também dos parâmetros que podem indicar lesões em órgãos-alvo.

Da mesma maneira que há o cuidado em verificar a integridade dos vasos sanguíneos nos membros inferiores — a fim de detectar precocemente o pé diabético —, é preciso lançar mão de medidas que detectam parâmetros de acometimento da retina e evitar o risco de passar despercebido.

Sendo assim, há uma rotina pré-determinada para realizar avaliação oftalmológica. Nos pacientes com diabetes tipo 2, a consulta ao oftalmologista deve ser feita imediatamente após o diagnóstico, considerando que não se sabe exatamente há quanto tempo o organismo está no estado de hiperglicemia.

Por outro lado, em pacientes com diabetes tipo 1, a detecção da condição ocorre mais precocemente, de modo que não há longo período prévio de exposição a níveis elevados de glicose por falta de diagnóstico. Portanto, a avaliação oftalmológica pode começar depois de 3 a 5 anos do diagnóstico.

Nessa avaliação oftalmológica, são realizados alguns testes específicos, como: 

  • acuidade visual, verificando o desempenho no teste;
  • mapeamento de retina, após dilatação da pupila com auxílio medicamentoso;
  • biomicroscopia em lâmpada de fenda, para examinar cada camada do olho;
  • tonometria, a fim de identificar a pressão ocular.

Conheça algumas formas de tratamento

O rastreamento é muito importante para detectar as modificações ocorridas ainda em estágio inicial da doença. No entanto, independentemente do tempo de evolução, é preciso tomar medidas que reduzam o risco de progressão dos danos visuais.

Assim, iniciativas como realizar o controle glicêmico, adequar a pressão arterial, ajustar o perfil lipídico e realizar a fotocoagulação a laser podem ser necessárias e até indispensáveis. Os exames e os cuidados que promovem, além de serem fundamentais para um melhor manejo, são importantes porque envolvem fatores de risco para a retinopatia. Conheça, a seguir, mais sobre cada uma delas.

Controle glicêmico

Tirar o organismo da condição de hiperglicemia diminui as chances de piora do quadro e evita o desenvolvimento de outras complicações nos diferentes órgãos-alvo. Para isso, é necessário manter um controle sobre os níveis de glicemia do sangue avaliando a intensidade e a frequência com que flutuam.

Existem diversos métodos para o acompanhamento das condições glicêmicas da pessoa. Os principais, desde os laboratoriais até os domésticos podem ser assim referidos:

  • sistema de monitoramento contínuo da glicose;
  • dosagem de glicemia no hemograma;
  • hemoglobina glicada;
  • automonitoramento domiciliar da glicemia.

O automonitoramento domiciliar é muito útil e complementa os exames laboratoriais. Sua principal vantagem é poder ser realizado pela própria pessoa em diversos momentos do dia, em qualquer local em que esteja.

O processo é simples e se faz por meio da leitura de uma gota de sangue capilar retirada do dedo pelo próprio dispositivo portátil para esse fim (glicosímetro). Dessa forma, consegue-se corrigir rapidamente tanto os picos hiperglicêmicos como as situações de hipoglicemia porventura ocorrentes.

Adequação da pressão arterial

A hipertensão arterial é um conhecido fator de risco para a pessoa com diabetes. Na verdade, a incidência de pressão arterial elevada é duas vezes mais frequente nesse público do que na população em geral.

Também o edema macular diabético pode ser afetado e sua recuperação ficar comprometida se não houver um adequado controle da pressão arterial. Ainda antes do desenvolvimento do edema macular, a existência de hipertensão arterial começa a produzir alterações nos vasos sanguíneos da retina.

A necessidade de cuidados preventivos é ainda maior porque os danos não são percebidos imediatamente e vão se instalando sem que a pessoa se dê conta. Por essa razão, pessoas com diabetes e especialmente as que desenvolvem hipertensão devem manter um acompanhamento de suas condições para fins de controle em tempo hábil.

Ajuste do perfil lipídico

Pessoas com diabetes também necessitam acompanhar e manter em níveis adequados recomendados o seu perfil lipídico, a fim de reduzir o risco de desenvolvimento ou de progressão do edema macular diabético. Isso significa que devem ser realizados lipidogramas periódicos a fim de verificar os níveis de colesterol e triglicerídeos.

A avaliação dos níveis de colesterol nesses casos requer a leitura de LDL, HDL, VLDL e colesterol total. Para a realização dessas verificações será necessária a coleta de uma amostra de sangue a cada exame. Em função da história clínica apresentada por cada pessoa, poderá ser solicitado o exame com jejum de 12 horas.

Fotocoagulação a laser

Embora as medidas citadas anteriormente sejam fundamentais, existem tratamentos mais incisivos que podem ser indispensáveis, como a fotocoagulação a laser. Considerando que no estágio avançado do acometimento visual existe a formação de novos capilares sanguíneos, o objetivo desse tratamento é evitar a progressão deles.

Por meio da fotocoagulação, faz-se uso do laser para destruir os capilares formados, submetendo-os a um estado de coagulação. Portanto, esse método de controle deve ser utilizado apenas quando houver proliferação de vasos anômalos ou quando a situação da pessoa estiver na iminência desse quadro.

A permanência do desenvolvimento daqueles capilares pode conduzir ao surgimento de outros distúrbios da visão como o glaucoma neovascular. A forma de proceder à sua eliminação se dá principalmente por meio de aplicações direcionadas aos vasos específicos.

Assim como a intervenção pode ser feita por laser, existe também a opção de utilizar medicamentos, os quais têm função antiangiogênica, ou seja, de impedir a proliferação de novos vasos. Em casos mais graves, a cirurgia indicada é a vitrectomia, que substitui um fluido gelatinoso ocular por outra substância, como gás ou líquido.

Vimos que o edema macular diabético pode ocorrer em qualquer estágio da retinopatia, sem indicar necessariamente a gravidade dessa condição. Os principais sintomas estão associados à dificuldade ou perda visual, requerendo diagnóstico em tempo hábil para minimizar os danos e evitar a progressão do acometimento. Portanto, não deixe de realizar a avaliação oftalmológica com um especialista periodicamente!

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