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Conheça a diabetes tipo 3 e sua relação com o alzheimer - Blog WinSocial

Conheça a diabetes tipo 3 e sua relação com o alzheimer

6 minutos para ler

Você sabia que existe uma diabetes tipo 3 e ela está relacionada com o Mal de Alzheimer? Essas duas doenças, que provavelmente muita gente acredita não terem relação, estão mais ligadas do que se imagina.

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde em conjunto com o IBGE, cerca de 18 milhões de brasileiros têm diabetes. Entender a doença é fundamental, já que é parte da vida de tanta gente.

Ficar de olho nas discussões e pesquisas realizadas nessa área é tão importante quanto isso. A proposta de uma diabetes tipo 3 e as suas ligações com o que entendemos sobre o Mal de Alzheimer. Isso pode mudar a forma como ambas doenças são encaradas.

Quer saber mais? Então confira o restante do artigo para entender o que é a diabetes tipo 3 e a sua relação com o Mal de Alzheimer.

Quais são as características de diabetes tipos 1 e 2?

Existem dois tipos principais de diabetes, chamados de tipo 1 e 2. Ambos são casos crônicos da doença que afetam a forma como o corpo processa o açúcar no sangue, ou glicose. Para que consiga realizar esse processo, é necessário insulina.

Quem tem diabetes tipo 1 não produz insulina. Já o corpo de quem tem diabetes tipo 2 não processa a insulina corretamente e, mais adiante no desenvolvimento da doença, também deixa de produzi-la.

As diabetes do tipo 1 e 2 têm sintomas semelhantes, como visão turva, necessidade constante de urinar, sede quase insaciável e dificuldades na cicatrização de ferimentos. No entanto, eles podem se apresentar de maneiras diferentes no paciente. Por exemplo, no caso do tipo 2, muitos dos sintomas só se manifestam muitos anos depois.

E a diabetes tipo 3, quais as características dela e como se manifesta?

O nome diabetes tipo 3 é uma proposta para se referir à resistência à insulina no cérebro que é provocada pelo Mal de Alzheimer. Ou seja, não se trata de um novo tipo de diabetes que foi descoberto, mas sim de uma nova maneira de se referir a um problema já conhecido, mas que apenas recentemente foi associada ao Alzheimer.

Dessa forma, a proposta a se pensar é que o diabetes tipo 3 seja uma forma da doença que está relacionada à resistência na absorção da insulina pelo cérebro. É diferente do que ocorre no tipo 2, em que essa resistência ocorre no corpo todo.

Não se trata de uma definição totalmente aceita pela comunidade médica global, já que essa relação entre diabetes e o Mal de Alzheimer ainda está no centro de diversas pesquisas da área. O maior avanço que já se chegou até o momento é o de associar as anormalidades causadas aos neurônios pelo Alzheimer terem características relacionáveis com a diabetes.

Histórico

A primeira proposta de se pensar em uma diabetes tipo 3 com essas características vem de um estudo realizado em 2005, pelo médico Eric Steen, da Brown University, nos EUA. Por meio de suas análises, Steen percebeu que seus pacientes com Mal de Alzheimer contavam com menos receptores de insulina no cérebro.

Com isso, foi possível perceber que era um processo de resistência insulínica semelhante ao que acontece com a diabetes tipo 2.

Também se constatou uma maior ocorrência desse caso entre os idosos, o que se corrobora com um dos fatores de risco para o desenvolvimento do Mal de Alzheimer. 

Fatores de risco

Como qualquer outra condição médica, essa proposta de diabetes tipo 3 tem alguns fatores de risco que merecem atenção. Isso não significa que pessoas com essas características terão a doença, mas sim que estão mais propensas a ela. Também não quer dizer que pessoas fora desses grupos estejam imunes.

Veja a seguir os principais fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 3:

  • idade;
  • histórico familiar;
  • problemas cardiovasculares;
  • quadro preexistente de diabetes;
  • colesterol e/ou triglicerídeos altos;
  • sedentarismo;
  • hábito de fumar.

Sintomas

Como qualquer outra condição médica, essa proposta de diabetes tipo 3 tem alguns sintomas característicos que merecem atenção. Eles são os mesmos sinais iniciais do desenvolvimento de demência, prenunciando o surgimento do Mal de Alzheimer.

Estes são os sintomas que devem ser considerados para classificar a demência e, consequentemente, a diabetes tipo 3:

  • perdas frequentes de memória;
  • mudanças súbitas de humor e personalidade;
  • dificuldades em realizar atividades do dia a dia;
  • problemas em tomar decisões do cotidiano.

Prevenção

É possível diminuir as chances de desenvolvimento do diabetes tipo 3 ao adotar alguns hábitos saudáveis no dia a dia. Não são formas de adquirir imunidade total à doença, mas sim de não oferecer a ela as condições ideais para se desenvolver no nosso corpo.

Veja a seguir as principais formas de se prevenir contra o diabetes tipo 3:

  • faça consultas médicas periodicamente para monitorar sua saúde;
  • mantenha seus exames em dia para ter um acompanhamento;
  • fique de olho em eventuais sintomas e busque orientação médica se surgirem;
  • realize atividades físicas regularmente;
  • alimente-se de forma balanceada;
  • evite fumar ou o excesso no consumo de álcool.

Tratamento

O uso de medicamentos possibilita aprimorar a capacidade do cérebro de metabolizar a glicose, proporcionando uma melhoria nas funções cognitivas dele. Dessa forma, tanto a dificuldade de absorção da glicose quanto os demais reflexos do Mal de Alzheimer podem receber o tratamento adequado.

Como é o caso de várias outras doenças, o acompanhamento próximo de um médico é fundamental para que seja possível diagnosticá-la apropriadamente e receber o tratamento adequado. Ao perceber os primeiros sintomas, priorize a busca por orientação médica.

A diabetes tipo 3 tem uma relação muito próxima com o Mal de Alzheimer, o que já serve como um sinal de alerta para quem se preocupa com a própria saúde e a de outras pessoas da família. Conhecer as características dessas doenças e como elas interagem pode ser determinante para detectar o problema cedo e iniciar um tratamento eficaz. Lembre-se de sempre consultar o médico para manter a saúde em dia.

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