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Qual é a diferença entre diabetes tipo 2 e 1? Entenda!

Qual é a diferença entre diabetes tipo 2 e 1? Entenda!

Qual é a diferença entre diabetes tipo 2 e 1? Entenda!
7 minutos para ler

A diabetes é uma condição na qual os níveis de glicose no sangue podem estar muito elevados. Em primeiro lugar, existem razões distintas para isso e, segundo essas diferentes origens, podem se desenvolver duas condições: diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2. Cada uma apresenta sintomas próprios, mas resultantes de uma realidade comum: níveis elevados de glicose sanguínea. Por essa razão, ambas devem ser cuidadas adequadamente.

Continue a leitura e saiba qual a diferença entre diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2.

Quais as principais diferenças entre diabetes 1 e 2?

Glicemia é a concentração de glicose na corrente sanguínea de uma pessoa, isto é, a quantidade desse açúcar que está livre no sangue. A glicose sanguínea tem origem na alimentação, direta ou indiretamente, em especial nos carboidratos ingeridos.

Por sua vez, a diabetes é uma condição na qual os níveis de glicose no sangue podem se apresentar muito elevados. No entanto, quando isso acontece com uma certa frequência, podem surgir distúrbios para a saúde da pessoa, como de origem cardiovascular, renal ou ocular.

Existem dois tipos essenciais de diabetes, conhecidos como tipo 1 e tipo 2. Em suma, cada um tem características próprias, resultantes de sua origem específica. Então acompanhe!

Diabetes tipo 1

Na diabetes tipo 1, existe uma condição do organismo da pessoa, por vezes de origem genética, que não está relacionada com a alimentação ou com os hábitos de vida. Trata-se de um comportamento do próprio sistema imunológico (o sistema de defesa do organismo), o qual agride as células do pâncreas que produzem insulina.

Esse hormônio coordena os mecanismos que retiram a glicose do sangue, de forma que impedir sua produção regular eleva a glicemia. Aos poucos, sem insulina, o corpo não consegue mais metabolizar a glicose para as células. Desse modo, o açúcar passa a se concentrar na corrente sanguínea.

A diabetes do tipo 1 costuma ser diagnosticada principalmente em crianças e jovens, mesmo que adotem hábitos de vida saudáveis. Adultos também podem apresentar essa condição, mas é menos usual.

Os sintomas mais comuns no diabetes tipo 1 são:

  • vontade de comer e de beber;
  • necessidade de urinar muitas vezes ao dia;
  • cansaço e fraqueza;
  • perda de peso;
  • náusea e vômito.

Diabetes tipo 2

A diabetes do tipo 2, por sua vez, resulta de uma resistência do corpo à ação da insulina. Então, o hormônio é produzido, mas não consegue atuar regularmente porque o organismo já não responde às suas investidas, como se tivesse perdido a sensibilidade à sua ação.

Essa condição se desenvolve a partir da manutenção de hábitos alimentares inadequados e desregrados, além do sedentarismo. Por isso se relaciona tão de perto com a obesidade, isto é, pessoas obesas acabam por desenvolver esse tipo de diabetes.

Em razão da baixa resposta à insulina, o pâncreas se esforça para aumentar a quantidade do hormônio e, assim, reduzir a glicemia. Embora a diabetes do tipo 2 seja mais comum em pessoas adultas que adotam hábitos de alimentação irregular e comportamento sedentário, já é observada também em crianças.

Os sintomas mais comuns na diabetes tipo 2 são:

  • maior suscetibilidade às infecções;
  • cicatrização difícil;
  • sensação de formigamento nos pés;
  • capacidade visual alterada;
  • inflamação de folículo piloso e ao redor dele (furúnculo).

Principal diferença entre diabetes 1 e 2

Como você já percebeu, a principal diferença entre os dois tipos de diabetes é que, no tipo 1, o corpo não consegue produzir a insulina para metabolizar a glicose. Por sua vez, no tipo 2, existe uma resistência do próprio organismo à ação da insulina produzida, como se ela não fizesse o efeito que lhe é próprio.

Existe ainda um tipo de diabetes próprio das mulheres gestantes, chamado diabetes gestacional, na qual a glicemia se eleva durante esse período. A razão pode estar na dificuldade de o pâncreas suprir o organismo da mãe, que fica maior, além do bebê em gestação.

Mulheres nessa condição precisam manter medidas de cuidado e acompanhamento médico para não haver excessos na situação glicêmica. A ocorrência desse tipo é um fator de risco e pode induzir o desenvolvimento da diabetes tipo 2 nessas mulheres.

Quais os fatores de risco para a diabetes 2?

É importante considerar que, no caso da diabetes do tipo 2, não há cura, mas se facilita os cuidados quando se adota hábitos saudáveis de vida. Assim, uma alimentação equilibrada e adequada à condição, a atividade física regular e o monitoramento contínuo da glicemia são medidas essenciais.

Como fatores de risco mais importantes para a diabetes do tipo 2 devem ser destacados:

  • idade: o risco cresce com a idade, sobretudo após os 45 anos, em razão da tendência de ganho de peso;
  • peso: a condição de sobrepeso é um dos principais fatores de risco, uma vez que as células se tornam resistentes à insulina à medida que aumenta a concentração de gordura depositada;
  • distribuição da gordura corporal: observa-se um aumento na incidência de diabetes do tipo 2 em pessoas cujo corpo prioriza o abdômen como local de depósito de gordura;
  • sedentarismo: pessoas sedentárias, com menos atividades físicas, consomem menos glicose, facilitando sua concentração;
  • histórico familiar: a existência de irmãos, pais ou avós diabéticos, por exemplo, aumenta o risco de desenvolver a diabetes do tipo 2;
  • pré-diabetes: níveis glicêmicos mais elevados que o normal, se não corrigidos, podem levar ao desenvolvimento da diabetes do tipo 2;
  • diabetes gestacional: diabetes durante a gestação pode levar ao surgimento do tipo 2, e, por essa razão, é importante os cuidados já observados anteriormente.

Como é feito o diagnóstico da diabetes?

A consulta com o médico e a explanação dos sintomas apresentados e dos hábitos de vida da pessoa vão se somar aos exames solicitados pelo profissional. Às vezes, um exame feito por outras razões já pode sinalizar alguma irregularidade em razão de níveis elevados de glicose na corrente sanguínea.

Inicialmente, um exame simples, feito com uma gota de sangue, já consegue avaliar os níveis glicêmicos em poucos minutos. Se os valores encontrados estiverem elevados, outros exames específicos podem qualificar de modo mais exato a condição da pessoa.

Uma maneira de se confirmar o diagnóstico é a realização da chamada curva glicêmica, um tipo de teste oral de tolerância à glicose. O exame é feito em várias etapas de 30 minutos, após a ingestão de uma dose de xarope de glicose em cada intervalo, a fim de verificar as respostas do organismo.

Os resultados das diferentes medições constituem os pontos para construção do gráfico conhecido como curva glicêmica. Desse modo, é possível ter uma visão mais precisa das respostas do organismo à presença de teores elevados de glicose no sangue.

Para melhor entendimento da condição da pessoa, mede-se a glicemia em jejum e duas horas após uma refeição. Uma situação normal deve estar abaixo dos seguintes limites:

  • em jejum: 100 mg/dL
  • duas horas após uma refeição: 140 mg/dL

Essa avaliação permite constatar três possíveis situações:

  • condição normal;
  • condição de pré-diabetes;
  • condição instalada de diabetes.

Conclusão

Como você pôde ver, os diferentes tipos de diabetes, em especial os tipos 1 e 2, diferem entre si essencialmente na origem: ausência de insulina suficiente ou ausência de resposta do organismo mesmo diante do hormônio controlador dos níveis de glicose.

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