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Afinal de contas, o que é diabetes mellitus? Entenda! - Blog WinSocial

Afinal de contas, o que é diabetes mellitus? Entenda!

Afinal de contas, o que é diabetes mellitus? Entenda!
6 minutos para ler

Atire a primeira pedra quem nunca ouviu falar sobre diabetes mellitus. Não seria de se espantar que você tenha conhecido um familiar que apresenta a condição. Isso porque quase 10% da população mundial tem diabetes.

Embora seja uma doença passível de manejo, a falta de cuidado com o tratamento pode aumentar o risco de complicações. Nessa perspectiva, a glicemia elevada é o terceiro maior fator de mortes prematuras.

Nem sempre fica claro para a população como essa doença se inicia ou quais são os sintomas associados. Por isso, é importante conversar sobre o manejo da condição, afinal, só assim para manter uma boa qualidade de vida mesmo com o diagnóstico de diabetes.

É sobre isso que falaremos aqui. Acompanhe!

Entenda o que é diabetes mellitus

Primeiro de tudo: a diabetes é uma condição em que os níveis de glicose permanecem elevados no sangue. Para entender como isso acontece, vamos pensar, primeiro, em um indivíduo saudável.

A glicose é uma importante fonte de energia para o corpo. Logo após a alimentação, os níveis de glicemia vão ficar bem altos no sangue. É nesse momento que a glicose precisa ser captada da corrente sanguínea e levada para o interior das células.

Quem realiza essa tarefa é a insulina, um hormônio produzido no pâncreas e liberado na presença de glicose. Assim, a fonte de energia será levada para o interior das células e, apenas lá, é transformada em energia de fato.

Veja que o papel da insulina é fundamental para manter a dinâmica adequada. Porém, se não houver a produção do hormônio ou se o organismo desenvolver algum tipo de resistência a ele, a glicose vai permanecer no sangue.

É justamente aí que a diabetes mellitus vai ser representada.

Descubra a diferença entre os tipos

Porém, engana-se bastante quem acredita que existe só um tipo de diabetes. Antes de tudo, vamos fugir um pouco da diabetes mellitus: vamos falar sobre a diabetes insipidus. Nesse caso, esqueça a dinâmica comentada sobre a insulina e a glicose.

Aqui, o problema estará na produção de um hormônio chamado ADH. É ele o grande responsável pela reabsorção de água nos rins. Sem ele, a urina do indivíduo será bastante diluída e o organismo sofrerá com a perda hídrica.

Viu só como o mecanismo é outro? Mas vamos voltar para a diabetes mellitus e falar sobre os dois principais tipos. O primeiro deles é o tipo 1, diretamente associado com a deficiência na produção de insulina. Se o corpo não produz o hormônio, você já pode imaginar como é o tratamento.

Agora vamos falar sobre o tipo 2! Aqui, o organismo vai desenvolver uma resistência ao hormônio. Isso faz com que o pâncreas tenha que liberar quantidades cada vez mais elevadas para que exerça a mesma função.

No entanto, chega um ponto em que o órgão fica tão sobrecarregado que a produção também vai ser prejudicada, mas não abolida. Nesse caso, o manejo será feito de uma maneira um pouco diferente do tipo 1.

Saiba quais são os sintomas

Antes de entendermos como é feito o tratamento em cada caso, vamos pincelar como uma pessoa pode identificar os sintomas da doença. Você vai perceber que não é muito difícil, basta raciocinar como fica o organismo sem glicose. 

Portanto, se não houver produção de energia, não haverá o estoque dela. Isso faz com que a pessoa se sinta mais fraca e cansada. Além disso, o organismo vai precisar recorrer às reservas existentes, o que resulta em uma importante perda de massa magra, sobretudo no tipo 1.

É importante ressaltar, também, que a quantidade de urina vai aumentar consideravelmente. Se o diagnóstico não for feito de maneira precoce, existe o risco de a pessoa começar a eliminar glicose durante a micção. 

Outro sintoma muito característico é o excesso de sede, afinal, a corrente sanguínea vai estar repleta de glicose. Isso aumenta a concentração do sangue e, em contrapartida, a sede, com o intuito de fazer a diluição.

Veja como é feito o tratamento

Para o manejo da condição, não existe muito mistério. Porém, é importante verificar qual o tipo de diabetes para que o profissional da saúde possa determinar o tratamento correto e orientar sobre as medidas assistenciais.

Se for o tipo 1 — aquele que não há produção de insulina —, é preciso oferecer, de alguma forma, o hormônio para o corpo. Nesse caso, são realizadas aplicações de insulina, diariamente, em quantidade a ser determinada em cada caso.

Aqui, é importante fazer a contagem de carboidratos nas refeições a fim de evitar grandes oscilações glicêmicas. De fato, exige maior consciência sobre refeições e compreensão sobre o manejo.

Porém, isso não quer dizer que o tipo 2 seja mais fácil de tratar. Na verdade, pode até ser mais difícil, já que não se limita a administrar medicamentos. Aqui, o ponto-chave do tratamento se chama mudança de hábitos.

Sendo assim, é preciso fazer uma reeducação alimentar e fugir do sedentarismo. Dependendo dos resultados, existe até a possibilidade de se ver livre da diabetes eventualmente.

Conheça algumas complicações

Por último, não poderíamos deixar de alertar sobre os riscos de um manejo inadequado. No tipo 1, existe grande risco de complicações agudas e graves, como hipo e hiperglicemia. Em ambos os casos, pode ser necessário comparecer a uma unidade de pronto atendimento.

Já no tipo 2, como o pâncreas ainda produz certa quantidade de insulina, os efeitos negativos do manejo inadequado são um pouco mais tardios. Porém, não deixam de ser graves! Isso porque a presença de glicose no sangue pode lesar a parede interna dos vasos.

Isso gera acometimentos em diferentes estruturas, como capilares renais, vasos retinianos, artérias periféricas, entre outras. Então, não é raro os casos de nefropatia e retinopatia diabética, além do famoso pé diabético.

Pensando nisso, toda a abordagem da diabetes mellitus visa oferecer uma vida saudável para o paciente. Independentemente da causa, o grande objetivo do tratamento vai ser manter a glicemia em valores ideais e, consequentemente, evitar as complicações que a doença pode provocar. Por isso é tão importante que os pacientes entendam do que se trata os próprios casos e, principalmente, o motivo de se fazer o tratamento daquela forma.

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