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Descubra as causas da diabetes infantil e como pode ser tratada

Descubra as causas da diabetes infantil e como pode ser tratada

Descubra as causas da diabetes infantil e como pode ser tratada
6 minutos para ler

A diabetes é uma doença que cresce cada vez mais na sociedade. O principal motivo disso está relacionado com os hábitos de vida, ou seja, uma população cada vez mais sedentária e com uma alimentação de baixa qualidade. Mas será que isso vale para a diabetes infantil?

Bem, de certa forma, sim! Porém, é preciso entender, desde já, que existem diferentes tipos de diabetes. Cada um deles está associado a uma causa específica, mas todos requerem cuidados com os níveis glicêmicos.

Isso porque as consequências do açúcar elevado no sangue podem ser sérias. Algumas são vistas em longo prazo. Já outras podem acontecer em questão de horas, sobretudo na chamada diabetes infantil. Continue a leitura!

Entenda o que é diabetes

Antes de tudo, vamos entender o que é diabetes mellitus. As células do nosso corpo precisam de energia para realizar suas funções básicas. É essa a base que nos mantém vivos! Para nós, seres humanos, a energia vai ser obtida a partir da glicose.

Portanto, toda vez que nos alimentamos, a glicose precisa ser captada e transformada em energia por meio de processos metabólicos. Quem captura o açúcar no sangue e o leva para dentro das células é o hormônio insulina.

Esse hormônio é produzido no pâncreas e liberado quando a glicose começa a subir no sangue. Mas lembre-se: apenas quando ela está no interior da célula será transformada na energia necessária.

Essa energia vai seguir dois caminhos: parte será utilizada e parte armazenada, principalmente nos músculos e no tecido gorduroso. Assim, se o açúcar abaixar no sangue, nosso corpo utiliza as reservas energéticas.

Dito tudo isso, a diabetes é um problema na captação da glicose, seja pela falta de insulina, seja pela resistência a ela. Portanto, a condição retrata níveis elevados de glicemia, que devem ser combatidos com medicações e mudanças nos hábitos de vida.

Saiba qual dos tipos caracteriza a diabetes infantil

O conceito básico de diabetes você já sabe. Porém, existem diferentes causas que justificam a glicemia elevada. São essas causas que vão caracterizar os tipos de diabetes.

No diabetes mellitus tipo 1, o pâncreas é incapaz de produzir insulina. Na maioria das vezes, isso é decorrente de uma reação autoimune. Em outras palavras, o próprio organismo vai atacar as células produtoras de insulina até que elas sejam incapazes de produzir o hormônio.

Por outro lado, o tipo 2 está mais relacionado com a obesidade. Existem diversas explicações aprofundadas sobre isso, porém, basta ter em mente que o organismo adquire uma resistência à ação da insulina.

Portanto, mesmo que o pâncreas continue produzindo o hormônio e até tente vencer a resistência, isso não acontece. Pior: cada dia mais, as células produtoras de insulina vão entrar em falência.

Mas, afinal, qual dos tipos é a diabetes infantil? Bem, no passado, ela estava relacionada com o tipo 1. Ou seja, ainda na infância, o pâncreas, por mecanismos autoimunes, deixava de produzir o hormônio.

Contudo, com casos cada vez mais frequentes de obesidade infantil, tem sido observado o aumento de casos do tipo 2 em crianças.

Veja quais os sintomas da doença

A partir do momento em que você entende a relação da insulina com a glicose, fica fácil compreender os sintomas. Então, primeiro de tudo: você não obtém energia se a glicose não for captada. Assim, o organismo busca forças de sua reserva enérgica: músculos e gordura.

Logo, existe uma perda de peso significativa, sem que a pessoa faça esforço. Além disso, há aumento significativo no volume de urina. Então, as pessoas com diabetes queixam-se de mais idas ao banheiro.

Como a concentração de açúcar no sangue aumenta muito, ele fica menos diluído. Para compensar isso, nosso organismo tende a sentir mais sede. Então, tenha em mente estes 4 sintomas:

  • perda de peso;
  • aumento da sede; 
  • aumento da fome.
  • polaciúria

Afinal, se a energia não é produzida e há significativa perda de peso, nosso corpo pede socorro por meio da fome.

Veja como é o diagnóstico e o tratamento

O diagnóstico da condição é bem simples: basta identificar o aumento da glicemia. Isso pode ser feito por meio de diversos exames. O mais comum deles é a glicemia de jejum: se estiver alta, mesmo sem alimentação, quer dizer que há um problema com a insulina.

Existe também o teste oral de tolerância à glicose, que avalia a glicemia antes e logo após a ingestão do açúcar. Há, também, a glicemia ao acaso. Aqui, a pessoa não precisa ter feito jejum: se há níveis elevados e sintomas da doença, já é feito o diagnóstico.

Já o tratamento vai ser de acordo com o tipo de diabetes. Como no tipo 1 não é produzida insulina, é preciso injetar o hormônio. Isso pode ser feito com seringa, caneta ou mesmo bombas de infusão.

No tipo 2, como ainda há uma produção residual, alguns medicamentos podem potencializar o efeito ou contribuir para reduzir a glicemia. Além disso, bons hábitos alimentares e atividades físicas são indispensáveis para o tratamento.

Descubra quais os cuidados necessários

Vimos acima como é feito o tratamento, mas existem detalhes importantes que não podemos esquecer. No tipo 1, por exemplo, se a insulina injetada foi insuficiente, há o risco de hiperglicemia. Nos casos mais graves, pode chegar à cetoacidose diabética.

Porém, se injetar mais insulina que o necessário ou se a pessoa não se alimentar, a glicose tende a ficar muito baixa. Isso vai provocar sintomas como suor excessivo e tonturas, que podem levar a pessoa ao pronto atendimento.

Já no tipo 2, o principal cuidado deve ser com a alimentação e atividade física. Isso porque as complicações tendem a ser em longo prazo. Então, se o tratamento for inadequado, a hiperglicemia ao longo dos meses e anos prejudica os chamados órgãos-alvo:

  • sistema urinário;
  • visão;
  • sistema cardiovascular.

Vimos, então, que a diabetes infantil pode envolver qualquer um dos tipos, sendo mais comum o tipo 1. Vale ressaltar que os sintomas se instauram muito rápido. Então, o diagnóstico pode ser feito em questão de horas ou dias. Cabe aos pais terem bastante atenção ao comportamento do filho. Uma vez diagnosticada a doença, não se desespere! Busque orientações sobre o tratamento e veja como é possível oferecer qualidade de vida e bem-estar aos pequenos!

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