Coronavírus e diabetes: esclareça suas dúvidas sobre a vacina

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Quando se colocam juntos coronavírus e diabetes, alguns aspectos devem ser bem-esclarecidos para que não sejam tomadas decisões equivocadas. Nesse sentido, um dos mais importantes diz respeito à vacinação, sobretudo esclarecer a importância da aplicação da vacina.

Pessoas com diabetes encontram-se em uma situação de maior risco em relação à COVID-19 do que a população em geral. Isso ocorre porque a diabetes fragiliza a capacidade de resposta do organismo e, desse modo, há um risco maior de incorrer em situações graves da doença pandêmica.

Continue a leitura e esclareça suas dúvidas sobre coronavírus e diabetes.

Tenho diabetes, posso tomar a vacina?

Durante o ano de 2020, ao longo da pandemia de COVID-19, foram definidos cuidados clássicos, como, uso de máscara, higienização pessoal e do ambiente e distanciamento social, entre outros. Além desses, a ferramenta mais intensa de que se dispõe atualmente para prevenção e controle da doença é a respectiva vacina.

As ocorrências de elevação de níveis de glicose no sangue reduzem a eficiência do sistema imunológico na proteção contra invasores do organismo, como os vírus. Por essa razão, a pessoa com diabetes apresenta maior suscetibilidade às infecções de modo geral.

Assim, a diabetes e outras doenças crônicas são consideradas entre os fatores de risco para evolução de formas graves da COVID-19. Portanto, a vacinação para a pessoa nessa condição é altamente recomendável e não deve ser evitada sem uma razão médica suficiente para tal.

É importante salientar que isso vale também para as demais vacinas. A título de exemplo, a pessoa com diabetes não deve deixar de tomar as vacinas Pneumocócica e contra a Hepatite B, entre outras.

Existe algum risco comprovado?

Inicialmente, é bom saber que o risco maior reside na ausência do uso da vacina, muito mais do que em sua utilização. Por sua vez, não existem riscos diferenciados para pessoas com e sem diabetes receberem a vacina contra COVID-19. De todo modo, as vacinas disponíveis são seguras.

O receio despertado na população se deve principalmente à rapidez aparente com que foram desenvolvidas as vacinas contra a COVID-19 em todo o mundo. Ficou parecendo que não houve avaliações suficientes para se ter segurança com o seu uso, daí nascendo o receio de sua utilização.

Na verdade, as coisas não foram assim. De modo geral, a população desconhece, mas as pesquisas começaram bem antes da pandemia. A família dos coronavírus já havia se manifestado anteriormente em 2002 (SARS) e novamente em 2012 (MERS).

Os estudos foram interrompidos àquela época, sendo retomados com o surgimento da COVID-19, já em estado avançado. Além disso, não se pode perder de vista que houve um empenho de milhares de cientistas e o interesse dos governos de todo o mundo, o que acelerou ainda mais a obtenção dos resultados alcançados.

Posso ter efeitos colaterais?

De modo geral, as pessoas com diabetes estão sujeitas às mesmas possíveis reações ou efeitos colaterais da vacinação contra COVID-19 comuns à população em geral. No entanto, são poucas essas ocorrências e, quando se dão, são bem parecidas com o que ocorre nos casos de vacinação contra gripe.

Assim, no caso de vacinação contra COVID-19, é possível que ocorram respostas do organismo como, por exemplo:

  • alguma dor no local da picada;
  • dor de cabeça;
  • alguma dor muscular;
  • alguma dor nas articulações;
  • febre e calafrios;
  • sensação de cansaço.

No entanto, quando ocorre algum efeito colateral, o mais comum é que se trate de apenas um desconforto ou dor no local onde foi aplicada a injeção. Nesse caso, o uso de compressas frias e mesmo de um analgésico podem ser suficientes para resolver.

Quais os cuidados após a vacinação?

Inicialmente, é importante considerar a permanência dos cuidados que devem ser adotados independentemente da aplicação da vacina. Assim, mesmo após receber as doses necessárias (conforme o tipo de vacina), os hábitos de higienização, uso de máscara e distanciamento social devem permanecer.

Além disso, como em qualquer vacina, também no caso da COVID-19 algumas medidas de atenção devem ser consideradas. Destacam-se as seguintes:

  • não fazer uso de compressa quente no local da aplicação;
  • não aplicar cremes ou pomadas no local;
  • não fazer curativos no local;
  • lavar a região da injeção apenas com água e sabão e mantê-la seca;
  • não ingerir bebida alcoólica nos 15 dias seguintes;
  • não receber nenhuma outra vacina nos 15 dias seguintes.

É importante que eu tome a vacina?

Sim! É muito importante que a pessoa com diabetes seja vacinada contra a COVID-19, se não houver alguma razão médica específica impeditiva. É de se destacar que esse motivo para não tomar a vacina deve ser explicitado pelo médico e não simplesmente se levar pela opinião de pessoas que não sejam especialistas.

Como visto antes, existem razões na fisiologia e no sistema imunológico do diabético que tornam sua condição mais suscetível a contagiar-se na pandemia e padecer de manifestações graves da doença. Por essa razão, toda pessoa com diabetes deve estar atenta para o agendamento da vacinação e não perder a oportunidade.

Se a pessoa tiver qualquer dúvida, é bom orientar-se com seu médico. No entanto, deve evitar decidir por si que seria melhor não se vacinar. Pode ser um grande equívoco com sérias consequências para a própria saúde.

Apenas se combate essa pandemia da COVID-19 com a vacinação.

Quando a pessoa com diabetes não pode se vacinar?

Aqui, também, as pessoas com diabetes devem seguir a regra para a população em geral. Dessa forma, existem algumas situações ou condições que são contra indicativas para a vacinação, destacando-se:

  • a pessoa tomou alguma outra vacina recentemente (menos de 15 dias);
  • a pessoa está com febre;
  • a pessoa teve febre nas últimas 24 horas antes da vacinação;
  • a pessoa tem histórico de reação alérgica (precisa antes se orientar com o médico).

Como se viu, coronavírus e diabetes precisam ser abordados com responsabilidade, procurando garantir a vacinação para a pessoa com diabetes, mas também orientando-se quanto aos cuidados que devem ser observados nesses casos. Tire suas dúvidas com seu médico e mantenha-se informado com sites de confiança para a pessoa com diabetes.

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