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Com qual frequência devo medir minha glicemia? - Blog WinSocial

Com qual frequência devo medir minha glicemia?

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14 minutos para ler

“Tenho diabetes tipo 2 há mais ou menos 3 anos. Segundo indicação do meu endocrinologista, tento medir a glicemia em jejum pela manhã, no almoço, e no período da noite. Assim, consigo manter a medição 3 vezes por dia, seguindo o seguinte processo: uma medição ao acordar antes da medicação, outra 1 hora após o almoço, e a última antes de dormir. Em caso de alimentação desregular como festas ou saídas, geralmente faço a medição após ao evento para verificar se está tudo ok.” (Priscilla A.)

Você sabe como medir glicemia? Fazer isso de forma adequada ajuda a controlar a taxa glicêmica, tornando possível reduzir significativamente as complicações da diabetes mellitus (DM). Dessa forma, os métodos que avaliam a frequência e a variação dos níveis da glicose no sangue (hiper e hipoglicemias) são essenciais no acompanhamento da DM.

Afinal, todo monitorar a glicemia permite com que a pessoa faça ajustes ao longo do tratamento, de acordo com as peculiaridades do paciente. Mas será que somente as famosas “picadas” na ponta dos dedos podem ser consideradas adequadas para medir a glicemia?

Para esclarecer dúvidas comuns sobre o tema, elencamos alguns tópicos explicativos. Tem interesse no assunto? Acompanhe!

O que é a glicemia?

Glicemia se refere à concentração da glicose presente na corrente sanguínea. Ou seja, o quanto de açúcar se acumula em nosso sangue. A variação glicêmica está intimamente relacionada a fatores, como:

  • prática de atividades físicas;
  • hábitos alimentares (passar muito tempo sem comer, se alimentar em horários inadequados etc.);
  • estresse;
  • dieta baseada no consumo de carboidrato (como massas, bolos, pães etc.).

Além disso, existem dois hormônios que ajudam a regular a variação glicêmica: insulina e glucagon. O primeiro deve diminuir a presença da glicose no sangue ao bloquear sua produção. O segundo atua para elevar os níveis de açúcar no fígado.

Em níveis regulares, a glicose é importante para fornecer energia ao corpo. Contudo, é preciso que a taxa glicêmica esteja equilibrada para afastar o risco de problemas de saúde. Desse modo, a insulina e o glucagon atuam conjuntamente.

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Quais são os riscos da variação glicêmica?

Você já entendeu o que é glicemia, agora é o momento de aprender mais sobre os riscos causados pela variação glicêmica. Os principais envolvem quadros de hiperglicemia ou hipoglicemia. Saiba mais sobre cada um!

Hiperglicemia

Está relacionada à alta concentração de glicose no sangue. Isso sobrecarrega o pâncreas, responsável pela produção de insulina, o qual deixa de operar adequadamente. Assim, o corpo se torna incapaz de transformar em energia todo o açúcar presente. Diante desse quadro, os sintomas mais comuns são:

Hipoglicemia

Por outro lado, a hipoglicemia é caracterizada pela baixa concentração de açúcar no sangue. Como visto, a glicose é importante para que o corpo produza energia. Dessa forma, quadros de hipoglicemia levam a sintomas, como:

  • fraqueza;
  • palpitações;
  • ansiedade;
  • palidez;
  • suores frios;
  • tremores;
  • irritabilidade;
  • entre outros.

Como medir glicemia?

É possível medir a glicemia por meio de exames de sangue. Eles permitem o diagnóstico da diabetes e, posteriormente, o manejo adequado da condição. Para isso, existem algumas orientações gerais.

O paciente deve ficar entre 8 e 13 horas em jejum, sem o consumo de qualquer alimento ou bebida. O principal objetivo dos exames é monitorar as taxas de açúcar no sangue de pessoas com diabetes ou com suspeita desse diagnóstico. Assim, se necessário, é possível encaminhá-las para os melhores tratamentos.

Quais são os principais exames?

Existem diversas maneiras de medir a glicemia para controlar possíveis problemas de saúde. Acompanhe a seguir os principais exames!

Hemoglobina glicada (HbA1c)

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o exame laboratorial mais utilizado para o controle glicêmico é a hemoglobina glicada. Ele mede a quantidade de açúcar associado à hemoglobina, que trata-se de uma proteína presente nas células sanguíneas. Assim, ao analisar a porção do sangue ligada a essa molécula, é possível mensurar a quantidade de açúcar em circulação nos últimos 120 dias.

Continuous Glucose Monitoring (CGM) e Flash Glucose Monitoring (FGM)

Além do exame de sangue, existem outros que permitem o monitoramento da glicose. Trata-se do Continuous Glucose Monitoring (CGM) e Flash Glucose Monitoring (FGM), que fazem a medição pelo líquido intersticial.

Considerando que disciplina e frequência são fundamentais para o sucesso do tratamento, o uso desses sensores pode ajudar a pessoa com diabetes a alcançar um melhor controle de sua glicemia. Por exemplo, o FGM funciona 24 horas por dia e pode testar você enquanto dorme.

Glicemia capilar

Tão importante quanto a verificação em laboratórios é o automonitoramento da glicemia capilar (AMGC). Felizmente, ele pode ser feito em qualquer local, o que aumenta a praticidade do exame. Comumente conhecido pelas famosas “picadas” nas pontas dos dedos, esse formato de monitoramento consiste em um recurso muito valioso. O sangue capturado nesse processo passa por uma análise para avaliar o nível de glicose na corrente sanguínea. Qualquer pessoa pode fazer esse exame, desde que tenha orientação quanto à prática adequada.

Contudo, atualmente há instrumentos que fazem a medição sem picadas. Por exemplo, existe um sensor que pode ser usado inúmeras vezes ao dia. Isso é benéfico tanto para o paciente quanto para o médico, uma vez que fornece um maior número de informações sobre o dia a dia alimentar e as respostas glicêmicas de cada indivíduo.

Glicemia de jejum

Consiste em um exame que avalia a taxa de açúcar no sangue e que ajuda no diagnóstico da diabetes ou no seu monitoramento. Para isso, o paciente precisa passar um período de 8 a 12 horas em jejum. Porém, pode ser necessária a indicação de exames complementares, como a hemoglobina glicada.

Curva glicêmica

Outro exame de sangue feito em jejum é a curva glicêmica. Nele, além do jejum, o paciente é avaliado 2 horas após a ingestão oral de 75g de glicose. Também é necessário que, 3 dias antes do exame, o indivíduo se alimente com uma dieta rica em carboidratos.

Glicemia pós-prandial

A glicemia pós-prandial verifica o índice glicêmico em 1 ou 2 horas após o paciente ter feito uma refeição. Assim, é possível acompanhar o pico de hiperglicemia. Normalmente ele serve para complementar o exame de glicemia em jejum.

Sensor de glicemia no braço

Conforme mencionado, atualmente existem alguns métodos que medem o nível de glicemia sem precisar de picadas. É o caso do sensor aplicado no braço, o que não provoca dor ou desconforto. Assim, a medição é feita ao aproximar o celular ou outro aparelho específico.

Por que é preciso medir a glicose?

O risco de manter a glicose sempre alta no organismo é desenvolver quadros de pré-diabetes ou diabetes tipo 2. Nesse sentido, é fundamental entender como seu corpo tem reagido aos níveis de concentração de açúcar na corrente sanguínea. É a partir da medição que se pode ter um parâmetro acerca da variação diária da glicemia e, a partir do monitoramento, adotar as medidas necessárias para controlar a glicose. Entre elas, a aplicação de insulina na medida exata.

Acompanhar essa variação ao longo do dia também permite conferir quais são os hábitos, as dietas ou os alimentos que mais prejudicam o equilíbrio glicêmico. É por essa razão, inclusive, que o profissional pode recomendar a medição em vários momentos da rotina do paciente, a fim de conferir essas oscilações.

Para aqueles que apresentam índices de glicose muito baixos, o acompanhamento também é fundamental para que o médico possa indicar o melhor tratamento conforme as causas da condição.

Como fazer a medição na prática?

O kit de medição para o automonitoramento, em geral, inclui medidor de glicose, lancetador, tiras de teste e lancetas. Desse modo, para utilizá-lo, o paciente deve seguir os seguintes passos:

  • com as mãos limpas, utilize o lancetador (aparelho que lança as lancetas) para fazer um pequeno furo na ponta dos dedos e coletar uma amostra de sangue;
  • em seguida, encaixe a tira de teste no local apropriado e deposite sobre ela a gota de sangue;
  • após essa etapa, basta aguardar alguns segundos e observar na tela do medidor o valor exibido.

Por último, vale esclarecer uma dúvida comum sobre o melhor local para tirar a amostra de sangue. O teste pode ser feito em qualquer um dos dedos das mãos, embora o usual seja o indicador. O ideal é que você evite furar o mesmo local a cada medição e prefira a parte lateral do dedo, uma vez que a região central, além de doer mais, estará em contato com bactérias e outros microrganismos ao longo do dia. Lembre-se, ainda, de higienizar muito bem as mãos antes de utilizar o kit.

Quando devo medir a glicemia?

“Legal, mas qual é a frequência adequada para medir a glicemia?” — você deve estar se perguntando. Por isso, listamos algumas informações:

  • frequência de medição — de 4 a 6 vezes diárias;
  • horário de medição — em jejum e de 1 a 2h depois das 3 refeições principais.

Essas recomendações são válidas para todos os tipos de diabetes. Do mesmo modo, é fundamental verificar essas variações antes das refeições, para aqueles que têm diabetes tipo 1. No entanto, isso não substitui a consulta médica regular. De qualquer forma, tenha atenção! Somente o médico poderá indicar a frequência adequada de monitoramento para você, visto que não existe um padrão geral recomendado para todos os pacientes. Assim, é preciso analisar cada condição clínica de forma personalizada.

Crie um calendário de medições

Após as recomendações médicas, é indispensável anotar sua glicemia regularmente, pois você pode levar ao médico para avaliar o quadro e, se necessário, ajustar o tratamento. Para isso, existem algumas planilhas que podem ser baixadas, para maior controle. É o caso da disponibilizada pelo portal Drauzio Varella.

Caso contrário, não medir ou medir a taxa de glicemia erroneamente eleva os riscos de doenças associadas à diabetes. Entre elas:

  • perda de visão;
  • infarto;
  • neuropatias;
  • paralisia dos rins;
  • amputação dos membros;
  • entre outras.

Lembrando que os valores glicêmicos variam bastante ao longo do dia. Isso ocorre devido a medicamentos, ao estresse, às atividades físicas e à ingestão de alimentos para pessoas com diabetes. Por isso, o autoconhecimento e o acompanhamento com profissionais especializados são fundamentais.

Vou me “picar” para sempre?

Nada é para sempre, mas vamos ser sinceros: o automonitoramento da glicemia não é uma das tarefas mais prazerosas, e não é difícil encontrar pessoas que tenham medo de agulhas. Nesse sentido, há instrumentos que medem o nível de glicemia por sensor, o que dispensa a picada. Você pode adquirir o kit em farmácias ou solicitá-lo pelo SUS. No entanto, essa última opção ainda enfrenta alguns desafios na liberação do sensor.

De todo modo, saiba que existem inúmeros novos formatos de monitoramento glicêmico, como:

  • utilização de sensores de luz na polpa digital;
  • aplicação de nanopartículas em tatuagens;
  • medição da glicose através dos olhos (como se fossem lentes de contato);
  • sensores de respiração de última geração.

Outra excelente notícia é que já é comum no mercado brasileiro o uso de sensores de glicemia acoplados à bomba infusora, em que o próprio display da bomba é o receptor para o sensor, evitando, assim, dois aparelhos na cintura do paciente. Tudo isso é importante para trazer mais conforto e praticidade às pessoas com diabetes, seja tipo 1 ou tipo 2.

Como baixar o nível de açúcar no sangue?

Conforme visto, é fundamental buscar acompanhamento médico caso seu índice glicêmico esteja acima dos níveis considerados adequados. Somente o profissional poderá indicar os melhores hábitos de acordo com suas necessidades específicas e seu histórico médico.

Entretanto, para baixar os níveis de açúcar no sangue, algumas recomendações são gerais, como adotar uma alimentação saudável e rica em fibras. A presença desses nutrientes na dieta diminui a velocidade da digestão e, por consequência, reduz a absorção da glicose no organismo, controlando os níveis de açúcar no sangue após as refeições.

Também é recomendado, entre outros, tomar bastante água ao longo do dia, praticar esportes ou qualquer outra modalidade de atividade física e adaptar a rotina para reduzir os níveis de estresse.

Quais cuidados preciso tomar ao medir glicose?

Em suma, medir a glicose dentro da periodicidade recomendada continua a ser fundamental para o tratamento da diabetes. O não acompanhamento, afinal, torna difícil a identificação das necessidades do paciente e das adaptações que devem ser feitas em todos os âmbitos da vida. É o caso da rotina, dos hábitos alimentares, da prática de atividades físicas, entre outros fatores determinantes para o equilíbrio glicêmico.

Além disso, também é importante garantir a higienização, esperar as mãos secarem e evitar contato com frutas ou cremes. Isso pode alterar o resultado do exame de glicemia capilar.

Então, conseguiu entender como medir a glicose corretamente? A prática adequada ajuda no manejo da diabetes e afasta o risco de outras condições de saúde. Portanto, procure o médico para uma orientação mais personalizada e tenha disciplina nesse quesito.

Qual é a melhor forma de medir a glicose?

Não há uma fórmula mágica para medir a glicose. Cada paciente deve seguir uma prática continuada de educação em diabetes, não apenas na fase inicial da descoberta da doença, mas também conforme a evolução da enfermidade. Ainda não existe um padrão de testes que possa ser recomendado para todos os pacientes, muito pelo contrário, essa frequência deve ser individualizada e adaptada às peculiaridades de cada um.

Portanto, saber a tendência da glicemia é tão importante quanto conhecer seu número absoluto. Essas informações podem reduzir o tempo de exposição à hiperglicemia, prevenir hipoglicemias, reduzir amplas variações e modificar comportamentos por parte dos pacientes.

Ademais, os resultados do automonitoramento devem ser efetivamente utilizados pelo médico e pelos demais profissionais de saúde com o objetivo de promover ajustes constantes na conduta terapêutica e na orientação complementar das áreas de Enfermagem, Nutrição, Psicologia e Educação Física.

Em suma, medir a glicose dentro da periodicidade recomendada continua a ser fundamental para o tratamento do diabetes. O não acompanhamento, afinal, torna difícil a identificação das necessidades do paciente e das adaptações que devem ser feitas em todos os âmbitos da vida: desde a rotina, até os hábitos alimentares, desenvolvimento de atividades físicas entre outros fatores determinantes para o equilíbrio glicêmico.

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Fonte:

¹ Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). 2017-2018.

²³ Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). 2015-2016.

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