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Como é o tratamento do câncer de mama gestacional?

Como é o tratamento do câncer de mama gestacional?

Como é o tratamento do câncer de mama gestacional?
6 minutos para ler

O câncer de mama gestacional (durante a gravidez) reduz um pouco as opções de tratamento da mulher. Por um lado, deseja e precisa tratar do tumor, mas, por outro, não pode adotar qualquer tratamento, pois corre o risco de afetar o bebê em gestação.

As abordagens mais adequadas vão depender de diferentes fatores, sobretudo, da idade gestacional. A maior parte dos tratamentos não pode ser realizada nos três primeiros meses da gravidez, enquanto outros não podem ser utilizados nas semanas finais.

Quer saber mais? Continue a leitura e saiba como é o tratamento de câncer de mama gestacional.

O que é o câncer de mama gestacional?

O câncer de mama é um desenvolvimento anormal de tecidos da mama, provocado pela multiplicação desordenada de um grupo de células constituindo um tumor. Essa formação apresenta potencial para invadir outros tecidos e órgãos.

Câncer de mama é o tipo de tumor que mais acomete as mulheres em todo o mundo. Mas, também se manifesta nos homens.

Por sua vez, o conceito de câncer de mama gestacional se aplica quando a mulher percebe a doença crônica durante o período da gestação ou até um ano após o parto. Na verdade, todo caso diagnosticado durante a amamentação, qualquer que seja a sua duração, também será considerado gestacional.

Tecnicamente, o câncer de mama gestacional é uma neoplasia maligna (câncer) com o diagnóstico realizado durante o ciclo gravídico-puerperal (durante a gravidez e logo após o parto). Sua incidência é relativamente baixa, observando-se que aproximadamente uma a cada 1.000 gestações concluídas serão acometidas pela doença.

É importante ressaltar que essa incidência não difere daquela observada em mulheres não gestacionais. Além disso, observa-se que a média de idade das gestantes com câncer de mama é de 33 anos, enquanto a idade gestacional do diagnóstico está entre 17 a 25 semanas de gravidez.

Quais seus principais sintomas?

De maneira geral, o câncer de mama gestacional se apresenta como uma massa palpável e indolor. Embora seja menos comum, pode haver uma descarga papilar hemorrágica, isto é, uma secreção dos mamilos não relacionada à gestação. Essas secreções constituem o segundo sinal mais comum da doença, depois da detecção do nódulo.

Diagnóstico

Cerca de 80% das lesões mamárias encontradas na gestação são de natureza benigna. Para o diagnóstico, as mulheres podem utilizar a ultrassonografia das mamas e a mamografia com segurança.

Nesse sentido, a gestante deve ser investigada fazendo uso de uma rotina comum ao diagnóstico de câncer de mama, por meio de exames de imagem e de biópsia da lesão, quando for necessária. No entanto, o emprego de imagem em pacientes grávidas exige maior experiência do profissional examinador.

Na verdade, a dificuldade é maior em razão do aumento da vascularização, assim como da densidade mamária e dos edemas observados nas mamas das gestantes. Por sua vez, a biópsia de uma lesão suspeita é o padrão-ouro para fechamento do diagnóstico.

Qual o tratamento mais indicado?

A estratégia terapêutica (o tratamento da doença) a ser adotada em pacientes com câncer de mama gestacional deverá levar em conta aspectos como:

  • o tipo de tumor observado;
  • o estágio em que a doença se encontra;
  • a idade gestacional no momento do diagnóstico;
  • o desejo da paciente e de seus familiares.

De maneira geral, a cirurgia e a quimioterapia são os métodos mais indicados para o tratamento da gestante após o terceiro mês de gestação. Por sua vez, a radioterapia, a hormonioterapia e a terapia-alvo são os tratamentos menos indicados, pois podem afetar a formação do bebê.

De todo modo, o tratamento do câncer de mama gestacional deve estar bem próximo daquele proposto para pacientes não grávidas e no mesmo estágio clínico. O cuidado principal deve ser o de não adiar o início do tratamento da paciente, nem promover a prematuridade iatrogênica (nascimento prematuro por intervenção médica).

Cirurgia

A cirurgia costuma ser a primeira medida para tratar o câncer de mama em estágio inicial e também a mulher pode realizar durante a gravidez com pouco risco para o feto. A mastectomia (remoção completa do seio) geralmente é o método cirúrgico mais indicado para gestantes, uma vez que a remoção parcial requer posterior tratamento radioterápico, medida não indicada na gravidez.

Quimioterapia

Em geral, a quimioterapia é segura para gestantes, com exceção dos três primeiros meses de gestação, em razão de sérios riscos para o bebê. Além disso, após 35 semanas, a quimioterapia deve ser adiada, inicialmente pelo risco de neutropenia (redução do número das células sanguíneas protetoras chamadas neutrófilos).

Quando se trata de gestantes jovens, a quimioterapia é ainda mais indicada, uma vez que o tumor de mama costuma apresentar maior agressividade em pacientes mais jovens. Assim, as diretrizes para o emprego da quimioterapia costumam ser as mesmas indicadas para pacientes não gestantes, com as exceções apontadas.

Radioterapia

A radioterapia é contraindicada no período de gestação em razão da quantidade de radiação necessária para o tratamento do tumor. Os níveis a que o feto seria submetido são capazes de levar a riscos de toxicidade.

Tecnicamente, na radioterapia da mama a indicação é de uma dose média da ordem de 5.000 cGy (centigray, unidade de radiação ionizante absorvida), resultando em uma exposição fetal de até 200 cGy no último trimestre. Por sua vez, a teratogenicidade está presente para exposição fetal acima de 5 cGy.

Por essa razão, costuma-se esperar até alguns dias após o parto. No entanto, essa espera pode ter resultados negativos no tratamento, especialmente para aqueles pacientes que não estão recebendo a quimioterapia como abordagem.

Hormonioterapia

No tratamento do câncer de mama, os médicos utilizam a terapia hormonal quando após os exames for verificado que o tumor é sensível aos hormônios estrogênio e progesterona. Mas, não deve ser a opção da gestante, pois pode afetar o feto, devendo aguardar até passado o parto.

Como você pode ver, o câncer de mama gestacional requer cuidados com a gestante e com o filho em formação quando se pensa no tratamento mais adequado para ambos. Cada possibilidade deve avaliar à luz dos diferentes parâmetros que podem afetar a escolha mais segura.

Você tem alguma opinião formada a esse respeito? Então, deixe aqui o seu comentário.

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