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Câncer de mama: quais são os sintomas mais comuns dessa doença?

Câncer de mama: quais são os sintomas mais comuns dessa doença?

7 minutos para ler

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente entre as mulheres no Brasil e no mundo, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Embora também possa afetar homens, atualmente, o câncer de mama acomete cerca de 28% das mulheres, normalmente com idade acima dos 35 anos de idade.

Apesar dos dados alarmantes, a conscientização crescente do câncer de mama e as novas pesquisas sobre o assunto ajudaram a desenvolver diversos avanços no diagnóstico e no tratamento da doença. Com isso, o câncer de mama deixou de ser uma sentença, já que a chance de cura se torna cada vez mais alta.

Para que você saiba mais sobre o assunto, abordaremos, neste artigo, os sintomas mais característicos do câncer de mama e a importância de realizar o seu diagnóstico precoce. Acompanhe a leitura e confira!

O que é o câncer de mama e quais as suas causas?

Também conhecido como neoplasia, o câncer de mama é caracterizado pela multiplicação desordenada de células cancerígenas na mama, que forma um tumor com potencial para invadir outros órgãos

De modo geral, a condição pode apresentar diversas causas, uma vez que tanto fatores externos quanto internos ao organismo favorecem o desenvolvimento da doença.

Enquanto as causas externas estão ligadas ao meio ambiente, aos hábitos e à qualidade de vida do indivíduo, as internas são, na maioria das vezes, predeterminadas geneticamente e estão associadas à capacidade do corpo de se defender das agressões externas.

Por exemplo, os principais fatores de risco do desenvolvimento do câncer de mama são:

  • idade avançada, principalmente acima dos 50 anos;
  • excesso de peso corporal;
  • sedentarismo e falta de atividade física;
  • consumo de bebidas alcoólicas;
  • exposição excessiva à radiação ionizante;
  • uso de contraceptivos hormonais;
  • histórico familiar de câncer de mama;
  • mutações genéticas, principalmente dos tipos BRCA1 e BRCA2

Quais os sintomas mais característicos da doença?

Primeiramente, o câncer de mama pode se manifestar de diferentes maneiras. Por esse motivo, conhecer os principais sintomas ajuda no diagnóstico precoce, assim como auxilia na compreensão das alternativas de tratamento disponíveis.

Na maioria das vezes, o câncer de mama é assintomático, ou seja, que não apresente sintomas. No entanto, existem alguns sinais que podem aparecer. A forma mais fácil de identificar esses sinais no estágio inicial, é a alteração na forma ou no tamanho da mama e mudanças na pele.

A seguir, listamos os sintomas mais comuns do câncer de mama, confira:

  • inchaço;
  • sensação de calor;
  • dores na região da mama;
  • irritação ou vermelhidão na pele;
  • descamação do mamilo;
  • alteração no tamanho ou formato da mama;
  • retração cutânea ou inversão do mamilo;
  • nódulo ou caroço único endurecido;
  • secreção papilar; escurecimento na pele da mama;
  • inchaço, nódulo ou caroço nas axilas;
  • sulco na mama (quando a mama está afundada em alguma região);
  • formação de crostas ou feridas na pele junto do mamilo;
  • veia facilmente observada e crescente.

Em geral, o principal sintoma do câncer de mama é o aparecimento do nódulo (caroço). Quando o nódulo é sólido, indolor e com bordas irregulares, é possível que seja um tumor maligno, porém os cânceres também podem ser sensíveis ao toque, macios, redondos e, até mesmo, dolorosos. Por isso, é fundamental que qualquer sinal seja examinado por um médico.

E em caso de estágio avançado?

No caso de o câncer estar em estágio avançado, outros sintomas podem surgir, além dos já citados, como enjoo, mal-estar e náuseas, dor e incômodo na cabeça e nos ossos do corpo, além da paciente não apresentar apetite e ficar fraca.

O autoexame pode identificar esses sintomas, geralmente alguns dias após a menstruação, quando as mamas estão menos inchadas. Além disso, ao identificar qualquer sinal, é necessário atentar para a frequência o prolongamento, pois, caso as mamas já estejam alteradas há um tempo, isso é um sinal de alerta

Vale destacar que com o auxílio de um profissional especializado, é possível investigar todos esses sintomas, pois não necessariamente eles podem estar associados a doenças malignas da mama.

Nesse caso, a postura atenta das mulheres em relação à saúde das mamas, que consiste em conhecer o seu corpo e as possíveis alterações consideradas suspeitas, é essencial para a detecção precoce da doença, aumentando, assim, as chances de cura.

Como realizar o diagnóstico?

Para a investigação, além do exame clínico das mamas e do exame de sangue, o médico deve solicitar exames de imagem, como mamografia, ultrassonografia, ressonância magnética ou teste genético conhecido como exame FISH.

Porém, a confirmação do diagnóstico é realizada apenas por meio da biópsia — uma técnica que consiste na retirada de uma pequena parte do nódulo ou da lesão suspeita por meio de punções ou de uma pequena cirurgia. Portanto, o patologista pode analisar o material retirado para a definição de um diagnóstico assertivo.

Vale lembrar que a mamografia permite detectar o problema ainda em estágio inicial, o que faz com que as chances de cura sejam maiores, chegando a 95%. Por isso, mulheres com mais de 40 anos ou conforme orientação médica devem realizar anualmente o exame.

Quais os tipos de tratamento indicados para quem tem câncer de mama?

Para o tratamento da condição, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza todos os tipos de cirurgia, como mastectomias, cirurgias conservadoras e reconstrução mamária, assim como quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e tratamento com anticorpos.

Em geral, o tratamento da doença é realizado a partir da combinação de uma ou mais opções. A modalidade mais adequada será escolhida pelo médico conforme a localização, o tipo do câncer e a dimensão da doença.

Com relação à prevenção do câncer de mama, podemos dizer que, devido à multiplicidade de fatores relacionados ao surgimento da doença, o processo não é totalmente possível. Nesse caso, a prevenção é baseada no controle dos fatores de risco e no estímulo aos aspectos protetores, especialmente aqueles considerados modificáveis.

Conhecido no mundo inteiro pelas suas ações afirmativas relacionadas à prevenção e ao diagnóstico precoce da doença, o mês de Outubro celebra anualmente, desde a década de 90, o famoso Outubro Rosa, com o objetivo compartilhar informações a respeito do câncer de mama e, recentemente, do câncer de colo do útero, possibilitando a conscientização e um maior acesso aos serviços de diagnóstico.

Esperamos que tenha gostado do nosso artigo e que ele tenha tirado suas dúvidas a respeito do câncer de mama. Lembre-se de que o toque e a observação das mamas são essenciais. No entanto, só conhecendo o próprio corpo fica mais fácil identificar a descoberta de alguma alteração mamária.

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