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Pessoas com diabetes podem fazer tatuagem? Confira!

Pessoas com diabetes podem fazer tatuagem? Confira!

PESSOAS COM DIABETES PODEM FAZER TATUAGEM? CONFIRA!
10 minutos para ler

O diabetes mellitus é um diagnóstico que interfere diretamente nos hábitos de vida do paciente. Diante dos acometimentos e possíveis complicações sistêmicas, é fundamental que o indivíduo entenda as permissões e possíveis limitações associadas.

A alimentação é um dos aspectos que requer acompanhamento rígido, porém, há outras práticas que carecem de atenção. Embora o cenário possa parecer muito negativo, existem, de fato, tantas restrições para diabéticos?

A fim de esclarecer isso vamos abordar neste texto uma dúvida comum na sociedade: tatuagem e diabetes podem conviver harmoniosamente? Caso seja possível, existem cuidados específicos para esse grupo de pessoas? Continue a leitura e se inteire acerca do assunto!

Mito ou verdade: pessoas com diabetes podem fazer tatuagem?

Antes de tudo, é preciso quebrar logo com o mito: diabéticos podem sim fazer tatuagem! Mas é preciso atenção. Esse processo pode oferecer riscos tanto para pessoas diagnosticadas com algum tipo de diabetes como para aquelas que não têm tal doença crônica.

Entendendo os riscos de modo geral

Para entender os riscos, é preciso compreender no que consiste a tatuagem. Ao gravar na pele determinado desenho, forma ou escrito, deve ser considerado que a marca em questão não sairá, a menos que seja realizado um procedimento especializado para remoção.

Mas como a tinta permanece no organismo? Em seu trabalho, o tatuador utiliza um aparelho equipado com agulhas previamente escolhidas, que conseguem atingir camadas do subcutâneo, onde será depositada a tinta.

Grosso modo, essa prática é considerada pelo organismo como uma agressão, visto que um agente estranho atinge uma região interna. Dessa forma, o sistema imune é acionado, mobilizando células chamadas de macrófagos para realizar a captação do corpo estranho. Ao englobar a tinta, tais elementos morrem e ficam depositados na respectiva região.

Parâmetro para o diabético fazer tatuagem sem risco

Diante dos processos associados com a realização da tatuagem, é fundamental que o organismo do indivíduo esteja apto a responder às etapas de cicatrização. Portanto, para que um diabético possa fazer tatuagem, é imprescindível que sua glicemia esteja controlada.

Além disso, o parâmetro considerado deve ir além da glicemia de jejum. Assim, deve ser observada, ainda, a hemoglobina glicada, a fim de obter um perfil prévio do estado de controle do diabetes.

Todo esse cuidado é decorrente do possível comprometimento dos vasos envolvidos na microcirculação, uma das complicações do diabetes. Isso também prejudica a cicatrização da tatuagem, além de potencializar os acometimentos decorrentes de infecções que podem ocorrer no processo.

E os cuidados gerais?

Agora que você já sabe os aspectos envolvidos na realização da tatuagem e os parâmetros observados que viabilizam a prática em diabéticos, é importante tomar nota acerca dos cuidados posteriores.

Os cuidados pessoais com a tatuagem são tão importantes quanto a escolha do profissional e a técnica por ele utilizada, visto que a cicatrização é diretamente associada à aparência final do desenho. Confira a seguir quais são as boas práticas do processo!

Opte por um estabelecimento de confiança

O primeiro passo para realizar a tatuagem é a escolha do estúdio e do tatuador. Para tanto, é fundamental fazer uma pesquisa profunda, conhecendo os estilos de trabalho e buscando por referências, ou seja, perguntando às pessoas que já passaram pelo estabelecimento como foi a experiência delas.

É importante ressaltar que, nesse caso, a relação custo-benefício deve valorizar a qualidade do trabalho feito, uma vez que o barato pode custar muito caro posteriormente. Considere tanto as referências prévias como a vertente de tatuagem que o tatuador realiza, como old school, aquarela, P&B, entre outras.

Por fim, valorize os equipamentos utilizados, desde a validade e qualidade da tinta até o uso de agulhas estéreis e utensílios de proteção pessoal, como máscaras e luvas. Isso diminui o risco de contaminação e desenvolvimento de doenças infectocontagiosas, como hepatites B e C, além de HIV.

Evite mexer na tatuagem com as mãos sujas

Como dito no princípio, a tatuagem provoca um ferimento na pele. Portanto, o local perfurado pela agulha representa um canal para o meio externo, além de possibilitar o armazenamento de sujeira.

Nos três primeiros dias, é necessário o uso de um filme plástico, com o intuito de proteger a tatuagem contra o depósito de poeira e demais impurezas. Depois disso, com a tatuagem exposta, é orientado não coçar ou tirar as casquinhas que se desenvolvem nos primeiros dias de cicatrização.

Hidrate o local

Para uma cicatrização adequada, é ideal manter a região da tatuagem bem hidratada. Cuidado, isso não quer dizer lavagens constantes com água! Na verdade, a fim de promover a hidratação necessária, é ideal utilizar pomadas específicas que potencializam o processo. Além disso, não é preciso depositar em excesso, mas sim o suficiente para não deixar o local seco.

Durante o banho, basta lavar o local com água corrente, sem acréscimo de sabonetes, shampoos ou condicionadores, bem como evitar buchas. Todo esse cuidado é necessário para não desencadear reações de hipersensibilidade, ou seja, alergias.

Evite exposição solar

Outro cuidado fundamental é não deixar a região tatuada exposta à luz solar. Isso contribui para o desbotamento da tinta, o que é muito indesejado para quem fez o desenho recentemente. Com o intuito de prolongar o aspecto de boa tonalidade, é recomendado manter o local protegido por meio de filtros solares.

Por sua vez, os cuidados com a pele na área tatuada devem ser redobrados até que a cicatrização local esteja completamente consolidada. Isso significa que, além dos cuidados com o sol, devem ser evitados os banhos de piscina e de mar, assim como a utilização de saunas.

Leve em conta que uma tatuagem ainda não cicatrizada totalmente é, na realidade, uma ferida aberta na pele. Portanto, a higienização do local também deve ser cuidadosa.

Cuide da alimentação

Por fim, mas não menos importante, atenção deve ser dada à alimentação, pois ela também apresenta papel-chave na cicatrização. Nesse caso, é indicado que a pessoa evite alimentos ricos em gorduras e carboidratos, além dos que, costumeiramente, são considerados alergênicos.

Embora existam indicações para restrição, há alimentos que beneficiam o processo, como aqueles ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios. Do mesmo modo, deve ser considerada a utilização daqueles que apresentam elevada quantidade do ácido graxo ômega 3.

Existem aspectos específicos para diabéticos?

Os cuidados mencionados anteriormente devem ser seguidos por qualquer pessoa que considere a realização de uma tatuagem. Para o caso das pessoas com diabetes, existem tópicos específicos a serem considerados que serão abordados a seguir.

Controle da glicemia

Como dito no início do texto, pessoas diagnosticadas com diabetes mellitus só podem fazer tatuagem caso sua glicemia esteja devidamente controlada. Para esse fim, os exames são indispensáveis, em especial o exame de hemoglobina glicada, o mais importante para o controle do diabetes, que, além disso, não necessita que se esteja em jejum.

Para fins de controle, é ideal que o valor medido por esse exame esteja inferior a 7%. Em tais condições, os níveis de complicações do diabetes são reduzidos.

Manutenção de baixos valores na época da tatuagem

Um cuidado fundamental consiste em destinar especial atenção ao controle da glicemia durante todo o mês de cicatrização da tatuagem realizada. Desse modo, os níveis de glicose no sangue devem ser mantidos em valores baixos, assegurando o sucesso do procedimento.

Descuidar desse aspecto pode trazer risco de maior facilidade para o surgimento de infecções. Na verdade, esse risco é resultado do processo de cicatrização tornar-se inadequado na condição de glicemia descontrolada.

Escolha da área do corpo a ser tatuada

Como já ficou claro, os processos de cicatrização são especialmente sensíveis para a pessoa com diabetes. Para que tudo se dê dentro da normalidade, além do controle da glicemia, é preciso levar em conta a área do corpo que será tatuada.

Leve em conta que as regiões mais distantes do coração são de mais difícil cicatrização pela menor circulação sanguínea que apresentam. Do mesmo modo, regiões como as nádegas e a parte da frente das pernas devem ser evitadas, tanto quanto os pés.

O mesmo cuidado deve ser adotado com referência às áreas de aplicação de insulina, que deverão permanecer com visibilidade adequada. Finalmente, áreas onde existem tendões costumam se inflamar com mais facilidade e, portanto, precisam se manter facilmente visíveis.

Arte e saúde

Existe um aspecto importante que pode ser muito bem aproveitado pela pessoa com diabetes quando decide fazer uma tatuagem: a escolha do desenho como forma de identidade. Assim, o desenho escolhido pode estar diretamente associado à condição, sendo uma forma de identificação muito eficiente e efetiva para o dia a dia daquela pessoa.

Na verdade, a tatuagem tornou-se uma aliada das pessoas com diabetes e poderia ser bem aproveitada nesse sentido. É de elevado interesse da saúde essa identificação, principalmente nos casos da ocorrência de alguma emergência que requeira abordagem médica da pessoa.

Além disso, pode também representar uma homenagem aos que estão na mesma condição. Iniciativas dessa natureza de arte e saúde conseguem valorizar o esforço e a luta diária diante dos constantes desafios que se apresentam.

Quais os riscos de se tatuar sem os devidos cuidados?

Como você percebeu desde o começo, a pessoa com diabetes pode fazer tatuagem, mas precisa dos cuidados que já foram apontados. Por sua vez, nessa condição, a não observância das precauções citadas pode trazer alguns riscos sérios, como:

  • ocorrência de hipertensão durante o processo de tatuagem;
  • incidência de maior lentidão nos processos de cicatrização;
  • ocorrência de infecções de difícil solução, podendo evoluir para situações mais graves.

Como você pode ver, tatuagem e diabetes podem conviver harmoniosamente. Isso significa que uma pessoa com diabetes pode fazer tatuagem, desde que garanta o controle de sua glicemia, de modo a permitir o procedimento sem riscos para sua própria saúde.

Também podemos perceber que os cuidados posteriores são os mesmos para todas as pessoas. Ao mesmo tempo, você deve cuidar para que sejam estritamente seguidos a fim de garantir boa cicatrização e sucesso estético da tatuagem. Finalmente, a tatuagem pode representar uma homenagem ou, até mesmo, salvar a vida de uma pessoa diabética, mantendo explícita a condição e orientando condutas adequadas.

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