Entenda o que é e quais os principais tipos de insulina

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No mundo dos medicamentos, o tratamento e a adesão se tornam mais naturais e agradáveis quando o paciente conhece melhor a substância que está sendo utilizada.

No caso da insulina, seu objetivo é transportar glicose para dentro das células. Embora seja um hormônio produzido naturalmente pelo organismo, em alguns casos, é necessário fazer a sua reposição.

A tecnologia utilizada para a produção da insulina é considerada uma das grandes descobertas da medicina moderna. Por meio dela, muitas pessoas podem ter uma vida com mais qualidade e um estilo de vida mais flexível.

Neste artigo, apresentaremos uma visão geral sobre a insulina, mostrando quais são suas classificações e apresentando os diferentes tipos de insulina usados atualmente. Continue a leitura e saiba mais sobre o assunto!

O que é a insulina?

Como dito, a insulina é conhecida como um hormônio produzido naturalmente pelo pâncreas. Ela tem como propósito metabolizar o nível de açúcar no sangue (glicose), produzindo energia para as células.

Quando ocorre algum problema na produção da insulina, e ela não consegue cumprir sua função, é preciso usar medicamentos com insulina sintética. Nesses casos, na maioria das vezes, a pessoa é diagnosticada com diabetes. Para o controle da glicose na corrente sanguínea, realiza-se a reposição exógena da insulina, por meio de aplicações diárias do hormônio.

Apesar de existirem outras opções disponíveis, grande parte dos pacientes introduz a insulina com seringas ou canetas, materiais especialmente voltados ao tratamento. Os frascos são de 10 ml (para uso com seringas de insulina), e os refis são de 3 ml (usados em canetas de aplicação). Também podem vir em canetas de aplicação descartáveis.

Como ela funciona?

De modo geral, a insulina atua como uma chave que abre as fechaduras das células do corpo, para que a glicose entre e seja utilizada a fim de gerar energia. Isto é, a insulina ajuda a glicose a entrar nas células do organismo.

Ao nos alimentarmos, o intestino quebra os carboidratos ingeridos em substâncias menores, entre elas, a glicose. Do intestino, a glicose passa para a corrente sanguínea, indo para todo o organismo, a fim de ser utilizada como fonte de energia.

Quando o pâncreas nota que o nível de glicose no sangue está alto, ele secreta o hormônio insulina, já que as células não conseguem utilizar a glicose diretamente, precisando que a insulina se conecte a elas e transmita a informação para que as reações ocorram.

O pâncreas produz insulina em quantidades contínuas, conhecidas como basal, que mantêm estáveis os níveis de açúcar no sangue. Durante as refeições, o pâncreas produz descargas extras de insulina, chamadas de bolus, que são liberadas quando o corpo percebe que haverá uma alteração nos níveis de glicose do sangue. A mastigação, por exemplo, é um gatilho para que o pâncreas produza insulina. 

Quais são as suas classificações?

Até recentemente, a insulina era retirada dos animais, como bovinos e suínos, depois purificada para uso humano. Embora o procedimento fosse eficaz, muitas pessoas tinham reações alérgicas. Por isso, acabou perdendo sua utilidade.

Graças aos avanços da engenharia genética, os cientistas passaram a produzir insulina em bactérias, introduzindo o DNA humano para que elas “fabricassem” a substância.

Os diferentes tipos de insulina utilizados atualmente são desenvolvidos em laboratórios e comercializados. Classificam-se em humanas e análogos às humanas. A insulina de origem humana é produzida em laboratório a partir da tecnologia de DNA recombinante, mas se assemelha muito ao hormônio produzido pelo pâncreas.

Já as de origem análogas são preparações de insulina que sofreram modificação na cadeia de aminoácidos para melhorias no tempo de atuação.

A seguir, conheça as quatro categorias das insulinas, divididas com base na duração de seu efeito.

Insulina de ação regular

Esta insulina pode ser utilizada para um controle da glicose no momento das refeições. Ela começa a agir em 30 a 60 minutos. O pico acontece em duas a quatro horas e seu tempo de ação dura um total de 6 a 8 horas.

Insulina de ação rápida (ou ultrarrápida)

A insulina de ação rápida começa a agir no organismo cerca de 15 a 30 minutos após a injeção, com duração de 3 a 6 horas. Além de possibilitar mais liberdade para o indivíduo se alimentar quando quiser, essa insulina tem menos propensão a causar hipoglicemia do que a regular, já que não permanece no corpo após a glicose da refeição ser utilizada.

Insulina de ação prolongada

No oposto, está a insulina lenta de ação prolongada, que demora 4 horas para começar a fazer efeito. Já sua ação total dura de 8 a 72 horas, dependendo do tipo de insulina. Isso permite um nível baixo constante de insulina com apenas uma injeção diária, sobretudo nos casos em que ainda se pode usar medicação.

O que avaliar para escolher o tipo de insulina mais adequado?

A insulina ajuda a normalizar os valores de glicemia detectados pelo exame de sangue e permite que a pessoa mantenha um estilo de vida saudável, evitando as complicações do diabetes, como retinopatia, insuficiência renal e infarto.

Entretanto, o produto só deve ser introduzido por indicação do médico especialista, uma vez que o tipo de insulina e as quantidades mudam de acordo com as necessidades de cada organismo. Afinal, cada tipo apresenta um perfil específico de ação e de duração do efeito terapêutico.

É importante ressaltar que, para que qualquer tipo de insulina seja eficaz, é crucial aplicar a substância de forma correta. Para isso, antes de injetar, é preciso realizar uma pequena prega na pele, de modo que a insulina seja absorvida na região subcutânea. Em seguida, a agulha deve ser introduzida perpendicularmente à pele, aplicando a injeção. O ideal é alterar os lugares das injeções entre braço, coxa e barriga, para evitar hematomas.

Agora que você já conhece os tipos de insulina, que tal saber os alimentos que ajudam na absorção dessa substância? Leia agora mesmo o nosso artigo e saiba mais sobre o assunto!

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