O que são sensores de glicemia?

sensores de glicemia
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Sabemos que a tecnologia pode ser uma grande aliada para o manejo do diabetes. Glicosímetro, sensor de glicemia, aplicativo de celular e gadgets em geral, são alguns exemplos de dispositivos disponíveis. Aqui, gostaria de falar um pouco sobre os sensores de glicemia. Vamos nessa?

 

O que são?

Conforme também falei no artigo sobre os glicosímetros (ver artigo completo aqui ), diferentemente desta tecnologia, o principal conceito do funcionamento do sensor de glicemia é que eles trabalham com a glicemia do líquido intersticial e não com glicemia capilar. Em outras palavras, o sensor informa a glicemia medida em um líquido da pele, que reflete com uma proximidade aceitável a glicemia que está no sangue da capilaridade.

Por outro lado, é possível haver algum atraso nesta contagem quando há variação glicêmica, e por isso, quanto mais tempo a glicemia estiver estável, maior será a tendência de precisão na contagem de glicemia no interstício.

De forma geral, no contexto de monitoração do nível de açúcar no sangue, o sensor de glicemia é um dos dispositivos mais revolucionários. A seguir, vou focar nas categorias que temos disponíveis no Brasil (a variedade ainda é pequena no mundo), pois em nosso país, apenas dois deles estão presentes, mas a chegada deles foi revolucionária para o manejo glicêmico das pessoas que têm acesso a essa tecnologia.

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Categorias do sensor de glicemia

Vamos avançar neste conceito e entender agora que existem duas categorias principais de sensores de glicemia: os FGM (Flash Glucose Monitoring), traduzindo fica Monitoração de Glicose Instantânea e os CGM (Continuous Glucose Monitoring), que em português pode ser compreendido como Monitoração Contínua de Glicose.

FGM: apesar de medir a glicemia no líquido do interstício a cada minuto, este tipo de sensor de glicemia envia os resultados para o leitor somente quando a pessoa liga e aproxima este leitor ao sensor. Neste momento, as informações de até oito horas de leituras contínuas são copiadas para o leitor, sendo disponíveis para o usuário.

Hoje no Brasil, temos somente um sensor de glicemia nesta categoria que é o Freestyle Libre. Seu leitor armazena até 90 dias de informações que podem ser mais que as leituras, caso o usuário informe também quantidades de insulina e carboidratos. Ainda, é possível conectá-lo a um computador através de uma interface USB e gerar um relatório completo, baseado no AGP (Ambulatory Glucose Profile), padrão internacional reconhecido pelo IDC (International Diabetes Center), bastante utilizado como referência para relatórios e mapas de glicemia.

Outra característica importante desse sensores do tipo FGM é que custo de produção menor, o que torna o produto mais barato, facilitando assim o acesso para o público em geral.

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CGM: os sensores de glicemia deste tipo também leem a glicemia a partir do líquido intersticial. Porém, diferentemente do tipo anterior, esse modelo está ligado a um transmissor que envia continuamente os resultados a um dispositivo externo. Daí a origem da palavra “contínuo” na definição da sua categoria. 

No Brasil, temos somente o sensor Enlite nesta categoria. O ponto negativo é que este dispositivo envia seus dados de leituras de glicemia somente para a bomba de infusão contínua da mesma fabricante, ou seja, somente usuários dessa bomba de insulina específica, podem utilizar este sensor de glicemia no Brasil. 

Três modelos de bomba dessa mesma fabricante utilizam esse formato de sensor, permitindo a geração de relatórios super funcionais, com gráficos de glicemia e infusão de insulina, além de cruzar as informações e trazer vantagens na hora de avaliar o seu manejo do diabetes.

De modo geral, temos hoje disponíveis diferentes tecnologias para atender a cada tratamento, sempre claro, entendendo as necessidades e escolhas de cada pessoa.

Apesar da chuva de informações técnicas, minha ideia é tentar explicar um pouco da tecnologia que temos hoje para descomplicar e dar mais qualidade de vida para todos nós! Espero ter contribuído!

 

Abraço!

Mário Márcio | Educador em Diabetes e Fundador da Academia dos Novos Diabéticos

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