Sensor x tiras: qual é o medidor de glicose mais em conta?

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Pessoas com diabetes têm necessidades bem específicas no controle da condição. Nessas atividades diárias, o medidor de glicose é um grande aliado e praticamente um amigo inseparável. Com o avanço da tecnologia, sistemas cada vez mais modernos e práticos surgiram, e hoje temos 2 opções interessantes no mercado: o sensor de glicemia e as tiras de glicemia.

Cada um deles tem diferentes métodos e custos, o que pesa muito na hora de escolher. Mas não vale a pena pensar só no preço que você paga ao comprar. O custo-benefício é algo mais amplo e que deve ser considerado com cuidado. Nós vamos ajudar você nessa decisão! Saiba neste post como funciona cada um deles e veja um comparativo para saber qual é o mais vantajoso.

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Os sensores de glicemia

Os sensores de glicemia vieram para mudar a forma como os níveis de glicose eram medidos. O fim da picada, nesse contexto, tem um sentido um pouco diferente e realmente literal. Nesse novo modo de fazer a medição, não é mais preciso colher o sangue da ponta do dedo, ou seja, a era do furinho e do sangue, enfim, ficou para trás. O sensor é simples, prático e conectado a uma estação digital.

Funciona da seguinte forma: o sensor deve ser conectado na parte de trás do braço, na altura do bíceps. Após 1 hora, já é possível verificar a medição de glicemia na tela do medidor, que recebe todas as informações do sensor, conectado ao seu braço. De forma prática, todos os dados do nível glicêmico aparecem na tela e podem ser armazenadas por até 8 horas. Lembrando que nesta opção, a leitura é feita através do líquido intersticial e não pelo sangue.

O leitor também pode se integrar a um computador, o que permite o fornecimento de relatórios de controle dos seus níveis glicêmicos. É possível aproveitar toda essa tecnologia a fim de observar melhor a sua condição com o auxilio do seu médico e procurar entendê-la. O uso é prático e simples, e os sensores ficam presos ao braço por até 14 dias.

As tiras de glicemia

O método mais conhecido e tradicional como medidor de glicose é por meio das tiras. Ele é bem prático e, para quem prefere algo com o qual já está acostumado, é sempre uma ótima alternativa. Seu funcionamento é bem simples: após um furinho no dedo, o sangue é colhido por meio das tiras, vendidas separadamente do aparelho medidor tradicional.

A pessoa conecta a fita ao medidor, que pede uma amostra de sangue. A fita absorve o sangue proveniente do furo no dedo e então faz uma análise do sangue para entender como estão os níveis glicêmicos do usuário. As mais antigas necessitam daquela gotinha mais cheia para poder fazer a leitura, mas as opções mais modernas têm a função de absorção. Nessas, a quantidade de sangue depositada é menor.

A leitura é bem rápida, indo de 5 a 30 segundos, dependendo muito da modernidade do medidor de glicose utilizado. Você também visualiza as informações de maneira muito prática na tela do aparelho, de forma digital.

A comparação entre os medidores

Decidir pelo melhor aparelho medidor de glicose não é uma tarefa muito simples. Em nível de competência, ambos entregam o que se espera dele com precisão em teoria. Contudo, há diferentes fatores que influenciam na sua decisão: preços, os métodos realizados, sua disposição a sentir as picadas (afinal, elas contam muito, certo?) e outras questões voltadas às particularidades de cada um.

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Comparar considerando como cada tipo de medidor funciona ajuda a entender qual medidor de glicose atende melhor o seu caso. Confira a seguir alguns fatores importantes e entenda como cada método se apresenta diante deles.

Valores

O sensor é ainda um dispositivo recente no Brasil e, por ser uma tecnologia mais avançada, também tem um custo naturalmente maior. Em números, isso representa o seguinte: por volta de R$ 599,90 o valor do aparelho no kit inicial (com 2 sensores), e R$ 239,90 o valor de cada sensor adicional. Cada um dos sensores dura cerca de 14 dias.

Já o medidor apresenta valores bem menores, isso falando de marcas que são referências, amplamente usadas no segmento. Um dos mais conhecidos, o Accu-Check Active, está na faixa de R$ 59,90, já com 10 tiras iniciais. Um kit com 50 tiras está na faixa de R$ 69,90. Cada pessoa tem uma rotina, mas geralmente, 3 medições são feitas ao dia, o que faria com que o kit de tiras durasse cerca de 16 dias.

Há também nesse uso a necessidade de comprar as lancetas, nada mais do que as agulhinhas que fazem o furo nos dedos. Um kit da mesma linha do medidor está na faixa de R$ 93,90, com 200 lancetas. Essa compra duraria cerca de 66 dias.

Custo-benefício

Nessa simples análise já dá para ver como o medidor tradicional de tiras é muito mais barato, pensando principalmente ao mês, como são geralmente feitos os cálculos de despesa. Nesse contexto, a medição com o sensor, após o kit inicial, custaria cerca de R$ 479,80 (2 medidores), enquanto as tiras custariam R$ 139,80 ao mês. Contudo, vale a pena considerar também os diferentes métodos e utilidades de cada medidor de glicose. Quem vive com a diabetes há muito tempo pode estar cansado dos furinhos nos dedos por tantos anos. Se não pesar tanto no bolso, o sensor é uma alternativa indiscutivelmente excelente.

Além de ser quase indolor e oferecer a possibilidade de verificar a glicemia a cada 1 minuto, ela também oferece resultados completos e indicam inclusive qual é a tendência do nível glicêmico por meio de setas de tendência do lado do número. Assim, você fica sabendo se ele estar para subir ou cair, o que é um indicador muito valioso.

Vale ressaltar que mesmo escolhendo a opção de sensor, é imprescindível que a pessoa com diabetes tenha em casa um medidor com tiras, caso precise confirmar a leitura do sensor. Atualmente, o método de tiras é o mais confiável pelos médicos, por se tratar de uma leitura no sangue. Momentos de instabilidade e glicemias fora da meta podem tornar a leitura pelo liquido intersticial incorreta. Por isso, é indicado que nesses momentos, o paciente faça a leitura com as tiras antes de tomar qualquer decisão.

Para quem precisa economizar mais e lida bem com os furos, as tiras são uma alternativa de excelente custo-benefício. Se você é cadastrado em programas de desconto em farmácias, é possível até mesmo conseguir preços mais baixos do que os vistos neste post.

Independentemente da sua escolha de medidor de glicose, fundamental mesmo é seguir sua rotina de cuidados, ficando sempre de olho nos seus índices. Isso permite que você tenha mais qualidade de vida e maneje a diabetes adequadamente.

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