Saiba quais cuidados você deve tomar para evitar a complicação chamada ”pé diabético”

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Pé diabético é uma complicação do diabetes mellitus que acontece quando uma área infeccionada ou lesionada nos pés desenvolve uma úlcera. Caracteriza-se por anormalidades como variações de cor, temperatura, deformidade dos ossos ou tecidos, presença de inflamação ou infecção. Os sintomas mais frequentes são sensação de queimação e formigamentos.

Há casos em que, por diminuição da sensibilidade, a pessoa com diabetes se machuca e não percebe a lesão. Com isso, a ferida pode crescer e infeccionar, dando origem ao pé diabético. De qualquer forma, é importante ressaltar que nem todo mundo que tem diabetes sofrerá dessa complicação. Apesar de ser relativamente comum, o pé diabético só ocorre quando o problema não é bem controlado.

Assim, é fundamental que todos as pessoas com diabetes tomem os cuidados necessários. Inclusive, qualquer ferimento deve ser tratado rapidamente para evitar agravamentos que levem a situações graves, como a amputação do membro. Então, acompanhe a seguir as principais recomendações de prevenção!

Como evitar o pé diabético

Mantenha a glicemia dentro da meta

Cuidar dos níveis de glicemia é o mais importante para evitar a complicação do pé diabético. Isso porque, quando as quantidades de açúcar no organismo se mantêm elevadas por muito tempo, a circulação do sangue até as extremidades do corpo é dificultada, e, nesse cenário, a região dos pés é mais afetada pela má circulação.

Dessa maneira, se há pouca quantidade de sangue chegando até o local, as células enfraquecem e o pé começa a perder sensibilidade, fazendo com que feridas ou cortes cicatrizem muito lentamente e só sejam percebidos quando já se encontram em um estágio avançado.

Seque bem os pés após o banho

O cuidado com a região dos pés é imprescindível, portanto, é preciso mantê-los sempre limpos, lavando-os com água morna — nunca quente — a fim de evitar queimaduras. As toalhas utilizadas devem ser macias e próprias para enxugar bem os pés, sobretudo entre os dedos para impedir o surgimento de frieiras. Além disso, é interessante que a área seja hidratada com cremes emolientes, que têm o objetivo de tratar e limpar, tornando a pele mais suave, macia e flexível. A observação fica para os meios dos dedos, que se não zelados adequadamente, podem desenvolver fungos.

Faça o autoexame dos pés diariamente

O autoexame é outra parte essencial do cuidado rotineiro das pessoas diabéticas. Os pés devem ser sempre inspecionados, de preferência com frequência diária e sob boa iluminação à procura de machucados, bolhas, feridas, áreas avermelhadas e mudanças na forma dos pés. Ainda é importante verificar alterações de cor da pele (se está avermelhada ou arroxeada), anormalidades nas unhas (se demoram muito a crescer) e a ausência de pelos onde antes existiam.

A inspeção também deve necessariamente passar pelo exame da planta dos pés. No processo, você pode contar com a ajuda de um espelho ou ainda com a assistência de outra pessoa, em casos de problema de visão.

Use calçados confortáveis

A escolha dos sapatos também requer um cuidado especial. Os calçados devem ser leves, macios e bem ajustados na forma dos pés. Não é recomendado que você ande descalço ou com chinelos e sandálias, pois assim há maiores possibilidades da ocorrência de arranhões ou machucados. Se a sensação de “dormência” nos pés for notada, procure consultar um ortopedista.

O uso de calçados que não deixem o pé “respirar ” é ainda mais perigoso para as pessoas com diabetes. Sapatos que causam um desbalanceamento também não são indicados, uma vez que a concentração constante de muito peso em certas áreas dos pés pode provocar o aparecimento de úlceras de pressão.

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Prefira meias de algodão

O algodão é o tecido mais recomendado, assim como as meias sem costura. Evite o uso de materiais sintéticos, como o nylon.

Movimente os pés

Tome como hábito a prática de movimentos circulares com os pés, preferencialmente a cada 15 minutos. Ações como essa ajudam a manter a boa circulação sanguínea nos membros inferiores e melhoram a oxigenação dessa região do corpo. Embora essa atividade não previna danos como a neuropatia diabética, ela diminui bastante as chances de trombose e isquemia, dois problemas comumente associados ao pé diabético.

Tenha cuidado ao cortar as unhas

Mesmo que as complicações possam aparecer também na lateral e na sola dos pés, o risco é maior na área dos dedos. Por isso, é fundamental ter atenção ao cortar as unhas.

A principal cautela é não cortar as unhas muito curtas ou com os cantos muito arredondados. Esses hábitos aumentam as chances de unha encravada, o que pode virando uma úlcera. Ainda nesse sentido, é importante cuidar para que os calçados não sejam muito apertados nas pontas dos dedos, já que essa situação também aumenta as chances da unha encravar.

Não coloque os pés de molho

O famoso escalda pés não é recomendado para as pessoas que têm propensão a pé diabético. Esse procedimento pode deixar a pele frágil e quebradiça, aumentando as ocorrências de infecções causadas por fungos, como micoses e frieiras — que podem virar lesões mais sérias.

Evite andar descalço

Indivíduos com diabetes devem evitar o hábito de andar totalmente descalços, mesmo que em sua própria casa. Ao proteger os pés com o uso de calçados, diminuem as possibilidades de arranhões, batidas e outras lesões que podem provocar a formação de uma úlcera.

Saiba como é feito o tratamento do pé diabético

O tratamento é realizado de acordo com o tipo de lesão que o paciente sofreu no pé e com a gravidade do caso. Toda abordagem deve ser orientada por um médico, mesmo em situações de pequenas feridas ou cortes, já que eles podem piorar rapidamente.

O tratamento pode envolver:

  • uso de remédios antibióticos;
  • uso de pomadas antimicrobianas na região afetada;
  • controle da diabetes por meio de medicamentos, alterações na dieta e de insulina;
  • troca diária do curativo do machucado, de acordo com orientações médicas;
  • entre outros.

Nos cenários mais graves, pode ser preciso fazer cirurgia para favorecer a cicatrização a partir da retirada da pele da região afetada. No entanto, quando o ferimento não é detectado depressa ou quando o paciente não segue o tratamento conforme o passado pelo médico, pode ser necessário proceder com a amputação de parte do pé ou de todo o membro.

Por fim, é importante ter claro que o pé diabético pode ser evitado! Ao tomar os cuidados descritos neste artigo e ao contar com o acompanhamento médico, o paciente tem totais condições de prevenir esse tipo de complicação. Como vimos, existem várias medidas protetivas que, se implementadas no dia a dia, podem rapidamente se tornar hábito.

Agora, compartilhe conosco a sua experiência. Quais desses cuidados você já toma? Já teve alguma complicação referente ao pé diabético? Deixe seu comentário abaixo!

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