Gestação e diabetes: confira 3 cuidados indispensáveis

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Quando se trata da gestação, os cuidados realizados no pré-natal buscam oferecer as melhores condições para o desenvolvimento fetal e a manutenção da saúde das partes envolvidas. Mas, afinal, como podem ser associadas gestação e diabetes?

Há um quadro conhecido como diabetes gestacional e, embora não seja o mais observado na população como um todo, pode acometer até 14% dos indivíduos.

Independentemente disso, é fundamental ter atenção para detectar e compreender esse quadro, a fim de afastar as complicações que podem ocorrer diante dele. Então, continue a leitura e entenda mais sobre o assunto!

Entenda o que é a diabetes gestacional

Durante a gestação, o organismo feminino passa por diversas modificações físicas, metabólicas e fisiológicas que possibilitam o desenvolvimento fetal. Como resultado disso, também podem existir condições transitórias que geram preocupação, sendo uma delas a diabetes gestacional.

Antes de tudo, é preciso deixar claro a diferença desse tipo de diabetes quando o comparamos aos demais. Para que seja feito o diagnóstico, a mulher não pode apresentar diabetes prévia, ou seja, deve ter desenvolvido a condição após a fecundação.

No entanto, geralmente, esse é um quadro transitório, que se encerra após o parto. Embora ele seja muito observado, é preciso ressaltar que a diabetes gestacional é um fator de risco para o desenvolvimento posterior de algum outro tipo de condição.

Causas

Agora vamos retomar as mudanças que ocorrem no metabolismo feminino para justificar o surgimento da diabetes. Isso se deve principalmente a dois fatores:

  1. produção de substâncias hiperglicemiantes na placenta;
  2. aumento de enzimas que degradam a insulina.

Analisando as duas situações, o saldo obtido é o aumento da glicose circulante na corrente sanguínea. Além disso, sua entrada não é barrada pela barreira placentária, podendo também atingir níveis elevados no feto.

De fato, alguns fatores podem aumentar a predisposição para o desenvolvimento de diabetes na gestação. A idade materna avançada é um deles, mas vale ressaltar que a alimentação também tem um papel importante.

Isso acontece porque a obesidade associada ao ganho de peso excessivo na gravidez aumenta a oferta de glicose, o que se torna ainda mais complicado com o excesso de gordura central, ou seja, relacionada às vísceras.

Complicações

As complicações dessa condição são observadas tanto na mãe como também no concepto. Veja, a seguir, uma lista com algumas delas:

  • via de parto por cesárea;
  • recém-nascido grande para a idade gestacional (GIG);
  • hipoglicemia neonatal.

Diagnóstico

Diante disso, é possível entender a necessidade de ter um diagnóstico precoce, certo? O principal caminho para isso é a realização do pré-natal com um profissional qualificado. Os exames requeridos no período conseguem identificar nos níveis glicêmicos se há ou não alterações, que são mais detectadas no segundo ou terceiro trimestre.

Saiba quais cuidados ter durante o quadro

Uma vez realizado o diagnóstico em tempo hábil, são iniciadas as condutas para a regulação da glicemia. Os cuidados são basicamente os mesmos utilizados nos demais tipos de diabetes, priorizando a mudança de hábitos e deixando a intervenção medicamentosa apenas para casos em que a primeira conduta não apresenta resultados significativos.

A seguir, confira com maiores detalhes quais cuidados são necessários!

1. Mantenha uma alimentação saudável

Começando pela alimentação, é importante dizer que não deve ser adotado um plano alimentar que seja restritivo de nutrientes. Na gravidez, a dieta deve proporcionar suprimentos tanto para a mãe como para o feto, possibilitando também o ganho de peso adequado.

Portanto, devem ser mantidas as 3 principais refeições do dia: café da manhã, almoço e jantar. Além delas, devem ser realizados 3 lanches, sendo 1 em cada período do dia. O importante é atingir um equilíbrio, sem passar muito tempo sem se alimentar, mas também sem ingerir os alimentos de forma excessiva.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o ideal é consumir:

  • legumes e verduras à livre demanda;
  • 1 porção de feijão ou de oleaginosas;
  • 2 porções proteicas (carne ou ovos);
  • 3 porções de legumes que sejam raízes;
  • 3 porções de frutas;
  • 3 porções de leite e derivados;
  • 5 porções de carboidratos.

Como visto, o carboidrato não é proibido. Na verdade, é essencial sua inclusão na dieta, mas deve-se ter atenção à quantidade ingerida. Nesse caso, siga a orientação profissional repassada individualmente.

2 . Pratique exercícios físicos

Ao contrário dos que muitos pensam, a prática de atividades físicas é realmente indicada para gestantes com diabetes. Obviamente, ressaltamos que os exercícios devem respeitar as devidas contraindicações obstétricas. Como exemplos de práticas, temos:

  • caminhadas;
  • hidroginástica;
  • pilates;
  • natação.

Como benefício, observa-se uma diminuição significativa da glicose no sangue. Mas atenção: a prática deve ser regular, atingindo a meta de 4 a 5 vezes por semana e com duração aproximada de 30 min em cada dia.

3. Procure um especialista

Por fim, mantenha sempre o acompanhamento com o especialista. Além de diagnosticar as condições e orientar quanto às condutas, ele também realizará a análise dos resultados obtidos com elas.

Caso haja mudança alimentar por 2 semanas e os níveis glicêmicos permaneçam elevados, por exemplo, esse é o momento de iniciar o tratamento farmacológico. Nessa ocasião, é preciso escolher bem o fármaco, a fim de não ocasionar efeitos adversos e colaterais que prejudiquem o feto e/ou a mãe.

Entenda qual a implicação da diabetes gestacional durante e após o parto

Compreendendo os cuidados necessários no decorrer da gestação, vamos entender, agora, quais implicações a diabetes gestacional provoca no parto. A primeira coisa é deixar claro que, diante do controle metabólico adequado, é possível aguardar a evolução espontânea do parto.

Pensando no parto propriamente dito, a diabetes em si não determina se ele será cesariano ou normal, sendo essa decisão responsabilidade do médico. É importante apenas manter a glicemia entre 70 e 120 mg/dl.

Já no pós-parto, é preciso identificar se os níveis se manterão elevados. Caso não se mantenham, a insulina pode ser suspensa. Além disso, o aleitamento materno deve ser mantido, já que essa é uma excelente prática tanto para a mãe como para o bebê.

Por mais que pareçam situações distintas, gestação e diabetes podem estar associadas, gerando uma condição que coloca em risco a vida dos envolvidos. Contudo, um pré-natal bem realizado consegue conduzir bem as práticas para diagnóstico e tratamento. Não deixe de procurar um bom profissional para acompanhar o período. Mesmo que não seja identificada a diabetes, existem diversas outras condições importantes que podem impactar o sucesso da gravidez.

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