Exames para diabetes: saiba quais são e como fazê-los

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A diabetes é uma condição que requer alguns cuidados com os hábitos de vida, desde a alimentação corriqueira e as atividades físicas que a pessoa pratica. Identificar a condição e acompanhá-la também requer a realização de alguns exames para diabetes.

Alguns desses exames são utilizados para o diagnóstico, enquanto outros para o monitoramento das condições da pessoa. Todos são necessários e é bom conhecê-los bem. Portanto, continue a leitura e descubra agora quais os exames para diabetes e como fazê-los.

Quais são os exames para o diagnóstico da diabetes?

Fazer o diagnóstico de diabetes é muito fácil, bastando para isso alguns exames bem simples. No entanto, embora sejam simples, esses exames são de grande importância para que medidas como mudanças de hábitos, por exemplo, permitam à pessoa continuar usufruindo de qualidade de vida.

Exame de glicemia

Glicemia é o nome que se dá à concentração de glicose no plasma sanguíneo. Em outras palavras, é a quantidade de glicose que se encontra no sangue em um determinado momento.

O exame de glicemia visa medir essa concentração sob uma circunstância específica: um jejum durante o período de 8 horas antes da coleta de sangue para a medição. Como existem valores de referência para a glicemia, os resultados são comparados com esse padrão.

Conhecido popularmente como teste de glicose, é o principal exame para o diagnóstico da diabetes. Numa condição normal, depois de 8 horas em jejum, os níveis de glicose no sangue devem estar abaixo de 100 mg/dl (cem miligramas por decilitro).

Os níveis de glicose acima dessa referência caracterizam, em média, uma condição de hiperglicemia, enquanto valores abaixo indicam uma hipoglicemia. Essas considerações são válidas apenas para a aferição realizada após um jejum de 8 horas.

Teste de tolerância à glicose oral

Enquanto o exame de glicemia afere os níveis de glicose em jejum, o teste de tolerância à glicose oral mede a glicemia após a ingestão de uma quantidade de glicose. Esse teste é utilizado para o diagnóstico da diabetes quando o exame de glicemia resulta em valores entre 110 e 126 mg/dl.

Por sua vez, o exame também está indicado para pessoas com mais de 45 anos, mesmo com resultado inferior a 110 mg/dl, nesse caso, quando existirem dois ou mais fatores de risco para diabetes.

A coleta do sangue para avaliação da glicemia é feita 2 horas após a ingestão da glicose. Em uma situação normal, os valores devem estar abaixo de 140 mg/dl. Valores entre 140 e 200 mg/dl indicam redução da tolerância à glicose. O diagnóstico de diabetes se faz quando os valores do teste de tolerância à glicose se mostram acima de 200 mg/dl.

Exame de hemoglobina glicada

A hemoglobina é o pigmento que confere às hemácias (células do sangue) a sua característica cor vermelha. A molécula de glicose se associa à hemoglobina, constituindo a hemoglobina glicada.

O número dessas ligações é proporcional à quantidade de glicose disponível no sangue. Assim, a contagem das hemoglobinas glicadas fornece uma indicação da presença da diabetes, ainda que a pessoa não saiba.

Diferentemente do exame de glicemia de jejum, que avalia a concentração de glicose em um determinado momento, o exame de hemoglobina glicada avalia um período mais extenso. Como as hemácias podem viver por 90 dias, considera-se que a leitura do teste alcança, pelo menos, 60 dias.

O resultado do exame é dado em porcentagens de moléculas de hemoglobina ligadas à glicose. Para o diagnóstico da diabetes, valores abaixo de 5,7% indicam ausência da doença, enquanto valores entre 5,7 e 6,4% apontam para uma condição pré-diabética. Valores acima de 6,4% indicam diabetes não controlada.

Assim, os dois exames se completam e conferem uma informação mais precisa para o médico consolidar ou não o diagnóstico de diabetes. Uma vez confirmado o diagnóstico e iniciados os cuidados, outros exames passarão a incorporar a rotina da pessoa com diabetes.

Quais os exames de rotina para a pessoa com diabetes?

A pessoa diagnosticada com diabetes deve adotar alguns novos hábitos, principalmente com referência à alimentação e aos exercícios físicos. Ao mesmo tempo, deverá incluir uma rotina de exames para fins de monitoramento da condição. Conheça quais são, a seguir.

Exame de glicemia pós-prandial

O termo pós-prandial significa “após uma refeição”. Assim, o exame de glicemia pós-prandial se refere à medição dos níveis de glicose no plasma sanguíneo após a pessoa ingerir uma refeição normal contendo carboidratos.

Cerca de 10 minutos depois de uma refeição contendo carboidratos, os níveis de glicose no sangue começam a se elevar. O pico dessa elevação vai depender de fatores como o tempo, a quantidade e a composição da refeição.

A coleta de sangue para o exame é feita 2 horas após o início da refeição. Nesse intervalo, nada mais poderá ser ingerido, com exceção de água, se a pessoa tiver sede. Uma condição saudável resultará em valores de glicemia abaixo de 140 mg/dl.

Exame de frutosamina

Frutosamina é o nome genérico dado à substância formada quando uma proteína do sangue se liga a uma glicose, assim como a hemoglobina glicada. Mais de 80% das proteínas sanguíneas são constituídas por albumina e, por essa razão, é comum dizer que frutosaminas são albuminas glicadas.

Como a vida útil das albuminas está em torno de 20 dias, o exame de frutosamina é utilizado principalmente quando o de hemoglobina glicada não é aplicável por algum motivo. Nesse caso, a avaliação se refere às últimas 3 semanas.

O exame é bem simples, coletando uma amostra de sangue da veia, sem necessidade de jejum. Valores considerados normais estão entre 205 e 285 µmol/l (micromols por litro).

Qual a importância da realização dos exames de rotina?

A partir do diagnóstico de diabetes, a pessoa deve adotar alguns procedimentos que, provavelmente, deverão ser incorporados à sua rotina. Cuidados com a alimentação, uso de medicação indicada e atenção às atividades físicas estão entre eles.

Unindo-se a essa rotina, os exames de acompanhamento permitem que a pessoa mantenha um monitoramento dos resultados de seu cuidado com a diabetes. Desse modo, adequações e ajustes que sejam necessários poderão ser feitos em tempo hábil, evitando que ocorram quaisquer danos.

Assim, para garantir sua qualidade de vida, a pessoa com diabetes precisa manter-se atualizada sobre sua própria condição. Por sua vez, quem não foi diagnosticado com diabetes, mas apresenta sintomas e suspeita dessa possibilidade, deve contar com a avaliação de um médico especialista, o endocrinologista.

Conhecer os principais exames para diabetes facilita o entendimento para quem está nessa condição, assim como para aqueles que suspeitam dela, em razão de sintomas que apresentem.

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