Veja como a previdência privada pode te dar desconto no Imposto de Renda!

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Cuidar da saúde financeira é tão importante quanto cuidar da saúde física. Afinal de contas, o dinheiro é importante para garantir melhor qualidade de vida. O problema é que para muitas pessoas é mais fácil controlar o diabetes do que o orçamento. E eu entendo o porquê.

Organizar as finanças é complexo porque envolve tanto a disciplina com os gastos como também os investimentos, fundamentais para preservar o valor do seu dinheiro ao longo do tempo, e fazê-lo render a ponto de garantir a sua aposentadoria. Investir parece difícil e complicado à primeira vista, mas esse definitivamente não é o caso da previdência privada.

A previdência privada é um investimento seguro e previsível. Você consegue projetar a quantia e o tempo necessário, para construir um montante que possa garantir seu estilo de vida quando você se aposentar. Como os aportes são mensais, você consegue se programar com mais facilidade. E se eu te disser que, além de tudo isso, você ainda consegue reduzir o custo com o imposto de renda?

Neste artigo, vamos explicar como você pode aproveitar essa vantagem. Confira!

Previdência privada e diabetes

Toda pessoa com diabetes sabe que hoje é possível conviver bem com a condição, sendo sua qualidade de vida compatível com a de qualquer pessoa (ou até melhor), com ou sem diabetes. É claro que isso depende de seguir o tratamento adequado e ter bons hábitos. Mas no geral, podemos afirmar que é plenamente viável sonhar com uma vida longa e um envelhecimento tranquilo.

Mas assim como a sua saúde depende dos bons hábitos, a sua qualidade de vida futura dependerá de como você se prepara para chegar lá. Essa preparação envolve, claro, a forma como você preserva e investe o seu dinheiro hoje. É nesse contexto que a previdência privada torna-se importante para suas finanças.

A previdência privada é uma opção de investimento para longo prazo. Ainda, você não precisa investir uma grande quantidade de uma só vez, mas é fundamental realizar aportes regulares no plano para impulsionar seus rendimentos.

Na hora de escolher o plano de previdência, é possível definir antecipadamente quanto você vai aplicar, por quanto tempo, e qual é o valor que pretende alcançar ao final desse período. Mais simples do que parece, não é mesmo?! (Você pode fazer uma simulação gratuita aqui)

Antes de nos aprofundarmos na relação entre planos de previdência privada e imposto de renda, devemos compreender o que pode influenciar na obtenção de benefícios fiscais. No caso do investimento em previdência privada, dois fatores impactam o cálculo do valor a recolher:

  • Modelo de declaração do IR: completo ou simplificado;
  • Plano de previdência privada: PGBL ou VGBL;
  • Forma de tributação: tabela progressiva ou regressiva.

Vamos detalhar esses três tópicos na sequência. Acompanhe!

Diferença entre modelo completo e simplificado

O modelo de declaração do imposto de renda é fundamental para definir a tributação em investimentos, sobretudo no caso dos planos de previdência privada. Existem duas opções, de acordo com o perfil do contribuinte: a declaração simplificada ou completa. A melhor escolha vai ser definida de acordo com as despesas dedutíveis. Dependendo desses valores, é possível obter um abatimento maior ou menor no total a ser pago ao fisco (Governo).

No modelo simplificado, o contribuinte não tem a opção de fazer deduções, ou seja, gastos com educação, saúde, previdência privada, dependentes, entre outras despesas não podem ser abatidos. Por isso, é uma opção interessante para quem não tem esse tipo de gastos.

Se esse não é o seu caso, o modelo completo seguramente é o mais vantajoso, pois permite obter descontos significativos no imposto a pagar. Veja alguns exemplos do que você pode abater no IR, fazendo a declaração no modelo completo:

  • Saúde: integralmente;
  • Educação: até R$ 3.561,50 por ano e por pessoa;
  • Dependente: R$ 2.275,08 anuais por dependente;
  • Plano de previdência privada (PGBL): até 12% dos rendimentos tributáveis.

Somando tudo, a declaração completa é a melhor opção para reduzir o imposto a pagar. Agora, vamos detalhar como aproveitar o benefício oferecido para investimento em previdência privada.

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PGBL x VGBL

Com relação as modalidades de previdência privada, as opções são o Plano Gerador de Benefício (PGBL) ou o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

A principal distinção entre PGBL e VGBL está justamente na forma como é feita a tributação. Nesse contexto, apenas o PGBL permite fazer abatimentos no IR. Por isso vamos dar mais ênfase a esse plano.

O PGBL permite ao investidor deduzir até 12% do seu rendimento tributável na declaração anual de renda, desde que se use o modelo completo. Isso quer dizer que se você investir exatamente 12% da sua renda no PGBL, esse valor vai ser abatido na hora de pagar o IR. Quer ver como você consegue pagar menos imposto nesse plano? Vamos exemplificar, então:

Imagine a situação da Alice, que tem 30 anos e uma renda mensal de R$ 7 mil. Por isso, ela paga R$ 12.667,68 em imposto de renda por ano. Se ela investir R$ 840,00 por mês no PGBL, ela vai conseguir um desconto de R$ 2.772,00 no imposto de renda. Veja como fica o cálculo com os valores anuais!

Declaração anual Normal e Com PGBL, respectivamente

  • Renda bruta anual: R$ 84.000,00 – R$ 84.000,00;
  • Contribuição Previdência Privada fechada (12%): 0 – R$ 10.080,00;
  • Base de cálculo: R$ 84.000,00 – R$ 73.920,00;
  • Alíquota: 27,5% – 27,5%;
  • Imposto a pagar: R$ 23.100,00 – R$ 20.328,00;
  • Parcela a deduzir: R$ 10.432,32 – R$ 10.432,32;
  • Valor: R$ 12.667,68 – R$ 9.895,68;
  • Economia do IR R$ 2.772,00.

Diferença entre a tabela progressiva e regressiva

Outro aspecto que requer atenção é o tempo de manutenção do investimento. A previdência privada é uma aplicação de longo prazo e isso também gera vantagens no imposto de renda.

Você já deve ter notado que quanto maior for sua renda, maior será o imposto a pagar. Isso acontece porque a tabela de referência é progressiva.

Mas na hora de tributar investimentos em previdência privada, podemos nos beneficiar da tabela regressiva, cujas alíquotas reduzem com o passar do tempo. Confira a diferença entre os dois formatos!

Tabela progressiva

Na tabela progressiva, o valor da alíquota do IR varia de acordo com a sua renda bruta tributável anual, ou seja, de acordo com a soma de todas as suas rendas ao longo do ano. Veja:

  • até R$ 22.847,76 — isento;
  • de R$ 22.847,88 até R$ 33.919,80 — 7,5%;
  • de R$ 33.919,92 até R$ 45.012,60 — 15,0%;
  • de R$ 45.012,72 até R$ 55.976,16 — 22,5%;
  • acima de R$ 55.976,16 — 27,5%.

Fonte: Receita Federal

Tabela regressiva

O regime regressivo, por sua vez, é um estímulo ainda maior para investimentos de longo prazo. Nesse caso, as alíquotas são reduzidas de acordo com o período de aplicação, ou seja, o percentual do imposto vai diminuindo ao longo do tempo. Veja quais são as alíquotas para diferentes períodos de manutenção do investimento:

  • inferior ou igual a 2 anos — 35%;
  • superior a 2 anos e inferior ou igual a 4 anos — 30%;
  • superior a 4 anos e inferior ou igual a 6 anos — 25%;
  • superior a 6 anos e inferior ou igual a 8 anos — 20%;
  • superior a 8 anos e inferior ou igual a 10 anos — 15%;
  • superior a 10 anos — 10%.

Fonte: Lei nº 11.053/2004

Agora que você já sabe como o plano de previdência privada influencia no seu imposto de renda, só falta começar a investir no seu futuro! Lembrando que você pode fazer uma simulação gratuita em nosso site a qualquer momento.

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Abraços!

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