Já ouviu falar em cetoacidose diabética? Conheça 7 sintomas

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O organismo utiliza o açúcar como fonte de energia, na forma de glicose, introduzida pela insulina do sangue para o interior da célula, onde é utilizada. Se a glicose não entra na célula, o organismo faz uso de gordura como combustível, mas com um risco sério: provocar a cetoacidose diabética.

Essa condição se constrói em razão da queima de gordura pela célula que não dispõe de glicose. Embora consiga a energia de que precisa, gera cetonas que precisam ser eliminadas do organismo, ou os danos serão muito sérios, podendo culminar com o óbito da pessoa.

Por isso, continue com a leitura e conheça os 7 sintomas da cetoacidose diabética e o que fazer para evitá-la.

Principais sintomas da cetoacidose diabética

O acúmulo de cetonas resultantes da queima de gordura utilizada como fonte de energia pode ser maior do que o organismo é capaz de eliminar. Nesse caso, a condição em que as células se encontram pode produzir diversos sintomas. Veja!

1. Glicose alta

A insulina é a ferramenta do organismo utilizada para levar a glicose obtida na alimentação, ou fornecida pelo fígado, do sangue para o interior da célula. Na pessoa com diabetes, esse mecanismo não funciona adequadamente, o que leva a uma concentração elevada daquele açúcar no sangue.

Nessa condição, e com a utilização de gordura como fonte de energia, além da elevação constante dos níveis de açúcar fora da célula, ocorre a geração de cetonas no interior pela queima de gordura. O organismo tem dificuldades para lidar com volumes elevados tanto de glicose como de cetonas.

2. Boca seca

A boca seca, conhecida pelo nome de xerostomia, pode ter várias causas, como ingestão inadequada de líquidos, respiração bucal ou resultar da utilização de alguns medicamentos, entre outras. No entanto, a diabetes geralmente é consequência do acúmulo de glicose no sangue.

Essa condição de aumento na concentração de glicose no sangue e geração de cetonas no interior da célula leva à perda de água dos tecidos para o sangue. Assim, os tecidos começam a ressecar e, por isso, a redução na produção de saliva e a boca seca.

3. Vontade constante de urinar

Um aumento na concentração de glicose no sangue atrai água das células que, depois de passar pelos rins, é eliminada na forma de urina. Por essa razão existe a necessidade de idas constantes ao banheiro.

Na verdade, os mecanismos colocados em ação pela cetoacidose diabética iniciam um processo muito perigoso de desidratação do organismo. O primeiro sinal, normalmente, vem com a secura na boca, mas logo essa questão se espalha também pela pele.

4. Pele seca

A pele seca, apresentando perda de sua elasticidade normal, constitui sintoma que resulta do processo de desidratação provocado pela cetoacidose diabética. Na verdade, diversos tecidos perdem sua turgescência normal ao deixarem água para o sangue.

Como essa água é eliminada na urina, com o tempo a perda de líquido e eletrólitos provoca outros danos ao organismo. Assim, com a intensificação da desidratação, pode haver queda na pressão arterial e falência da circulação periférica (superficial).

5. Cansaço e fadiga

Na cetoacidose diabética, a pessoa não consegue disponibilizar a fonte natural de energia para as células, que é a glicose. Assim, sem dispor do suprimento regular energético, aparecem cansaço e fadiga pelo menor que seja feito o esforço.

Na verdade, a pessoa nessa condição já se sente muito cansada. Qualquer esforço iniciado logo traz a sensação de fadiga, como se estivesse sob intenso trabalho físico.

6. Dificuldades ao respirar

A cetoacidose diabética pode provocar dificuldades para respirar. Existe um padrão de respiração chamado de Kussmaul (em homenagem ao médico alemão que o descreveu) cuja principal causa é a cetoacidose.

O sintoma se apresenta com inspirações e expirações ruidosas, intercalando-se movimentos profundos com outros mais rápidos. Além disso, ocorrem situações de apneia (suspensão da respiração) entre as inspirações, assim como entre as expirações.

7. Falta de concentração

Assim como as demais células do corpo necessitam da glicose para a condução de suas atividades próprias, também as células do cérebro apresentam essa demanda. Desse modo, a deficiência no suprimento desse açúcar para as células cerebrais impede o seu funcionamento regular.

Como resultado, distúrbios, como sonolência e dificuldade para se concentrar, se manifestam na pessoa na qual se instalou a cetoacidose diabética. Se a condição permanecer, outros sintomas cerebrais podem aparecer.

Tratamento da cetoacidose diabética

A cetoacidose diabética, quando diagnosticada, deve ser tratada logo, especialmente pela intensa desidratação e perda de eletrólitos que pode provocar. Nesse sentido, o esquema adotado para o tratamento é individualizado.

De todo modo, medidas que podem ser necessárias e imediatas incluem a hidratação para reposição de líquidos e sais perdidos, assim como os cuidados cardiocirculatórios. Os demais cuidados podem ser conforme os sintomas apresentados como vômitos ou infecções.

Maneiras de evitar a cetoacidose diabética

Para a pessoa com diabetes, a atenção e os cuidados com os níveis de glicose no sangue são essenciais para se evitar a cetoacidose diabética. No entanto, entre os itens mais importantes está a informação correta para os cuidados necessários.

Mantenha-se informado

Saber o que precisa ser feito é o que define a ação correta no tempo adequado. Para a pessoa com diabetes, conhecer sua condição e os cuidados rotineiros, assim como os sintomas da cetoacidose, é essencial para procurar assistência médica na hora certa.

Monitore os níveis de glicose no sangue

O conhecimento permanente dos níveis de açúcar no sangue é imprescindível para conduzir o seu controle. Assim, o monitoramento por meio de medições frequentes deixa a pessoa informada de suas condições, podendo agir diante de qualquer alteração.

Tenha uma alimentação balanceada

A alimentação mais adequada para cada pessoa deve ter como referência a manutenção dos níveis glicêmicos em patamares aceitáveis. Uma boa orientação nutricional e o acompanhamento dos resultados são essenciais para o sucesso do controle.

Conhecer os sintomas da cetoacidose diabética é indispensável para acompanhar uma possível ocorrência. Ao mesmo tempo, orienta quanto à ação devida que terá sempre caráter de urgência.

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