Afinal, pessoas com diabetes podem fazer tatuagem? Confira!

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O diabetes mellitus é um diagnóstico que interfere diretamente nos hábitos de vida do paciente. Diante dos acometimentos e possíveis complicações sistêmicas, é fundamental que o indivíduo entenda as permissões e possíveis limitações associadas.

De fato, a alimentação é um dos aspectos que requer acompanhamento rígido, porém, há outras práticas que carecem de atenção. Embora o cenário possa parecer muito negativo, existem, de fato, tantas restrições para diabéticos?

A fim de esclarecer isso vamos abordar neste texto uma dúvida comum na sociedade: pessoas com diabetes podem fazer tatuagem? Caso seja possível, existem cuidados específicos para esse grupo de pessoas? Continue a leitura e se inteire acerca do assunto!

Mito ou verdade: pessoas com diabetes podem fazer tatuagem?

Antes de tudo, é preciso quebrar logo com o mito: diabéticos podem sim fazer uma tatuagem! É preciso atenção. Esse processo pode oferecer riscos tanto para pessoas diagnosticadas com algum tipo de diabetes, como também para aquelas que não possuem tal doença crônica.

Para entender os riscos, é preciso compreender no que consiste a tatuagem. Ao gravar na pele determinado desenho, forma ou escrito, deve ser considerado que a marca em questão não sairá, a menos que seja realizado um procedimento especializado para remoção. Mas como a tinta permanece no organismo? Em seu trabalho, o tatuador utiliza um aparelho equipado com agulhas previamente escolhidas, que conseguem atingir camadas do subcutâneo, onde será depositada a tinta.

A grosso modo, essa prática é considerada pelo organismo como uma agressão, visto que um agente estranho atinge uma região interna. Dessa forma, o sistema imune é acionado, mobilizando células chamadas de macrófagos para realizarem a captação do corpo estranho. Ao englobar a tinta, tais elementos morrem e ficam depositados na respectiva região.

Diante dos processos associados com a realização da tatuagem, é fundamental que o organismo do indivíduo esteja apto para responder às etapas de cicatrização. Portanto, para que um diabético possa fazer tatuagem, é imprescindível que sua glicemia esteja controlada. Além disso, o parâmetro considerado deve ir além ao da glicemia de jejum, devendo ser observada, ainda, a hemoglobina glicada, a fim de obter um perfil prévio do estado de controle do diabetes.

Todo esse cuidado é decorrente do possível comprometimento dos vasos envolvidos na microcirculação, uma das complicações do diabetes. Isso também prejudica a cicatrização da tatuagem, além de potencializar os acometimentos decorrentes de infecções que podem ocorrer no processo.

E os cuidados gerais?

Agora que você já sabe os aspectos envolvidos com a realização da tatuagem e os parâmetros observados que viabilizam a prática em diabéticos, é importante tomar nota acerca dos cuidados posteriores. Os cuidados pessoais com a tatuagem são tão importantes quanto a escolha do profissional e técnica por ele utilizada, visto que a cicatrização é diretamente associada com a aparência final do desenho. Confira a seguir quais são as boas práticas do processo!

Opte por um local de confiança

O primeiro passo para realizar a tatuagem é a escolha do estúdio e tatuador. Para tanto, é fundamental fazer uma pesquisa profunda, conhecendo os estilos de trabalho e buscando por referências, ou seja, perguntando às pessoas que já passaram pelo estabelecimento como foi a experiência delas. É importante ressaltar que, nesse caso, a relação custo-benefício deve valorizar a qualidade do trabalho feito, uma vez que o barato pode custar muito caro posteriormente. Considere tanto as referências prévias, como também a vertente de tatuagem que o tatuador realiza, como old school, aquarela, P&B, entre outras.

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Por fim, valorize os equipamentos utilizados, desde a validade e qualidade da tinta até o uso de agulhas estéreis e utensílios de proteção pessoal, como máscaras e luvas. Isso diminui o risco de contaminação e desenvolvimento de doenças infectocontagiosas, como hepatites B e C, além de HIV.

Evite mexer na tatuagem com mãos sujas

Como dito no princípio, a tatuagem provoca um ferimento na pele. Portanto, o local perfurado pela agulha representa um canal para o meio externo, além de possibilitar o armazenamento de sujeira. Nos três primeiros dias é necessário o uso de um filme plástico, com o intuito de proteger a tatuagem contra o depósito de poeira e demais impurezas. Depois disso, com a tatuagem exposta, é orientado não coçar ou tirar casquinhas que serão desenvolvidas.

Hidrate o local

Para uma cicatrização adequada, é ideal manter a região da tatuagem bem hidratada. Cuidado, isso não quer dizer lavagens constantes com água! Na verdade, a fim de promover hidratação necessária, é ideal utilizar pomadas específicas que potencializam o processo. Além disso, não é preciso depositar em excesso, mas sim o suficiente para não deixar o local seco.

Durante o banho, basta lavar o local com água corrente, sem acréscimo de sabonetes, shampoos ou condicionadores, bem como evitar buchas. Todo esse cuidado é necessário para não desencadear reações de hipersensibilidade, ou seja, alergias.

Evite exposição solar

Outro cuidado fundamental é não deixar a região tatuada exposta à luz solar. Isso contribui para o desbotamento da tinta, o que é muito indesejado para quem fez o desenho recentemente. Com o intuito de prolongar o aspecto de boa tonalidade, é viável manter o local protegido por meio de filtros solares.

Cuide da alimentação

Por fim, a alimentação também apresenta papel-chave na cicatrização. Nesse caso, é indicado que a pessoa evite alimentos ricos em gorduras e carboidratos, além dos que, costumeiramente, são considerados alergênicos. Embora existam indicações para restrição, há alimentos que beneficiam o processo, como aqueles ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios, bem como os que têm elevada quantidade de ômega 3.

Mas existem aspectos específicos para diabéticos?

Os cuidados mencionados anteriormente devem ser seguidos por qualquer pessoa que tenha feito uma tatuagem. No caso dos diabéticos, há tópicos específicos a serem considerados. Como dito no início do texto, pessoas diagnosticadas com diabetes mellitus só podem fazer tatuagem caso a glicemia esteja controlada. Portanto, é ideal que o valor da hemoglobina glicada esteja inferior à 7%. Além disso, é fundamental que no mês de cicatrização seja destinada atenção especial em manter os níveis em valores baixos, assegurando o sucesso do procedimento.

Complementando, o desenho escolhido por diabéticos pode estar diretamente associado à doença, sendo uma forma de identificação muito eficiente e efetiva no dia a dia daquela pessoa. Pode significar, ainda, uma homenagem aos portadores da doença, ou seja, valorizando a luta diária e constante, mesmo diante dos desafios enfrentados.

Concluímos, enfim, que uma pessoa com diabetes pode fazer tatuagem, porém, reforçando sempre que o controle da glicemia é fator crucial para permitir ou impossibilitar o procedimento. Os cuidados posteriores são os mesmos para todas as pessoas, devendo ser estritamente seguidos a fim de garantir boa cicatrização e sucesso estético da tatuagem. Esse ato pode representar, ainda, uma homenagem ou, até mesmo, salvar a vida de uma pessoa diabética, mantendo explícita a condição e orientando condutas adequadas.

Você achava que um diabético não podia fazer tatuagem? Compartilhe agora mesmo o post e desvende o mistério para as demais pessoas do seu convívio!

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