Por que pacientes com diabetes têm indicação para acompanhamento psicológico?

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As condições crônicas de saúde retratam muito mais que uma abordagem exclusivamente biológica. Associadas à anatomia, à fisiopatologia e ao tratamento medicamentoso, não podemos nos esquecer do impacto emocional que elas podem causar.

Receber o diagnóstico de uma condição crônica resulta em toda uma construção de valores que a pessoa tem sobre aquela doença, o que passa a moldar ou mesmo direcionar a maneira como ela lida com as condutas.

Quer um exemplo disso? Muito se diz que quem tem diabetes não pode comer doce. Será que isso é verdade? Será que novos hábitos de vida serão adotados? Para lidar com tudo isso, é essencial o acompanhamento psicológico. Veja como ele contribui para essa questão!

O processo de aceitação

Durante toda a vida, estamos criando valores e conceitos sobre uma série de aspectos. Assim, ao receber o diagnóstico de diabetes, certamente o indivíduo terá alguma percepção sobre a doença, equivocada ou não.

Portanto, o processo de aceitação exige, a princípio, o esclarecimento sobre a condição, a fim de refutar mitos e reforçar verdades. Aceitar um diagnóstico requer compreensão do quadro e, principalmente, das condutas, pois isso será crucial para o sucesso do tratamento.

A motivação para o tratamento

A partir do momento em que a pessoa compreende o que a condição causa em seu corpo e entende a necessidade das medidas para tratamento, há maior chance de adesão às orientações médicas. 

É fundamental que haja motivação não só para iniciar bem o tratamento, mas também para mantê-lo ao longo da vida. O diabetes é uma doença crônica, cujo manejo considera como o corpo responde a cada abordagem ao longo do tempo.

A mudança de hábitos

Considerando os diferentes tipos de diabetes, cada um requer medidas específicas para o tratamento. No tipo 1, por exemplo, há a necessidade de aplicação de insulina, por meio de seringas, canetas aplicáveis ou bombas de infusão. Então, é preciso que a pessoa aprenda a manusear os instrumentos ou conte com a ajuda de alguém que saiba fazer isso.

Por outro lado, o tipo 2 é bem controlado não só por medicamentos, mas principalmente pela mudança de hábitos alimentares e prática de atividades físicas. Em suma, independentemente do tipo, haverá mudança na rotina das pessoas, que devem estar motivadas para aderir às orientações.

A prevenção de outras condições

Por fim, o acompanhamento psicológico contribui também para evitar que outras condições sejam desenvolvidas. Sabe-se que a depressão relacionada ao diabetes chega a ser 3 vezes maior quando comparada a casos de pessoas que não apresentam a condição. Complementando, há evidências de que o transtorno depressivo aumenta o risco de complicações do diabetes.

Vale ressaltar que alguns sintomas de depressão podem ser confundidos com manifestações do diabetes, como cansaço e sonolência. Dessa forma, com a avaliação de um especialista, é possível identificar a condição correta e direcionar o tratamento.

Concluímos, enfim, que o acompanhamento psicológico contribui consideravelmente para a adesão ao tratamento e, consequentemente, para afastar o risco de complicações. Com a própria motivação, o apoio de familiares e a orientação de bons profissionais, a qualidade de vida e o bem-estar aumentam, diante de um cenário que poderia não ser positivo sem o suporte adequado.

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